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28/01
2015

Espiritualidade

Thomas Merton (III)

Leia o terceiro artigo da série Thomas Merton de autoria do Cônego Francisco de Assis Correia. Hoje, fala-se muito em três Quocientes que precisamos cultivar.


Thomas Merton (III)

Hoje, fala-se muito em três Quocientes que precisamos cultivar.

O primeiro, Quociente Intelectual, é aquele com o qual a pessoa trabalha ao se tratar de coisas. Evidentemente, a referência não é exclusiva e nem representa algo separado. preciso trabalhar bem todas as coisas com inteligência, tendo presente que só isto não basta. Tudo que se assume faz-se com todo o nosso ser e não de modo estanque.

Segundo, Quociente Emocional, é com esse que lidamos com as pessoas e não havendo controle emocional, perdem-se relacionamentos que poderiam servir a uma boa convivência humana, pessoal, familiar, comunitária e social. Quantas pessoas inteligentes vivem solitárias por não saberem controlar suas emoções, seus sentimentos e seus desejos.

Terceiro, Quociente Espiritual, é o que nos permite relacionarmos com o nosso eu, buscando fundamento da própria vida de suas aspirações e de respostas seguras o bastante. Chame-se a isto busca de Absoluto ou de Deus, não importa. O certo é que ninguém pode viver vida plenamente humana se não responder a esta questão.
Vem, por isso, muito a propósito por ocasião do primeiro centenário de Thomas Merton, ver como esse Mestre de Espiritualidade resumiu a sua busca.

Segundo ele, doar-nos a Deus é algo profundamente sério. Não é suficiente meditar sobre um caminho de perfeição que inclua sacrifício, oração e renúncia do mundo. Temos, na verdade, que jejuar, orar, negar a nós mesmos e nos tornar homens interiores caso quiséramos ouvir a voz de Deus dentro de nós.

O amor busca não só servi-Lo mas a amá-Lo, comungar com Ele em oração, abandonar a si próprio a Ele em contemplação.

Orar é a forma mais importante para se buscar a Deus (...) persevere.

A fé é a entrega total a Cristo, que coloca toda a nossa esperança em Deus e espera toda força e santidade de seu amor misericordioso.

A fé é o dom de todo o nosso ser com a verdade, com a palavra. o centro e o significado de toda a existência. A fé rejeita tudo o que não é Cristo, para que toda a vida, verdade, esperança seja encontrada nele. A fé apoia-se completamente nEle em perfeita confiança (...) deixando-O cuidar de nós sem saber como ele assim o fará.

O que é a perfeição final? Plena manifestação de Cristo em nossas vidas. A misericórdia de Deus em nós. Nossa vida mística destina-se aos outros também. Aqueles que recebem mais têm mais para dar. Sem amor e compaixão com os outros, o nosso próprio amor de Cristo é uma ficção. Amemos em ação.

Aqueles que alimentaram os famintos e deram abrigo ao estrangeiro e visitaram os doentes e prisioneiros então serão levados ao reino porque fizeram todas aquelas coisas para o próprio Cristo.

Francisco de Assis Correia
Padre, 70 anos. Pároco emérito. Foi professor de filosofia e de teologia no CEARP. Encontra-se com deficiência visual completa, desde março de 2013. Digitou esse texto Ricardo Rodrigues de Oliveira, enfermeiro cuidador do autor. Serie 70 anos; 20°.


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