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02/02
2015

Ano da Fé

Thomas Merton - Conclusão

Leia o quarto e último artigo da série Thomas Merton de autoria do Cônego Francisco de Assis Correia. Chegamos, enfim, ao dia 31 do corrente mês de janeiro, dia em que celebramos o 1° Centenário de nascimento de Thomas Merton.


Thomas Merton - Conclusão

Chegamos, enfim, ao dia 31 do corrente mês de janeiro, dia em que celebramos o 1° Centenário de nascimento de Thomas Merton. Lembramos com saudade sua vida e suas obras, sempre atuais, quer sobre o ponto de vista da espiritualidade; do dialogo com o mundo e com a questão da paz mundial.

Lembro-me de um artigo de James Martin (IHU, 14/12/2008), escrito por ocasião do 40° aniversario de morte de Thomas Merton e este o proclamou Thomas Merton, o santo dos paradoxos. Para este, os paradoxos de Thomas Merton foram: - O primeiro paradoxo é explicado pelos seus escritos. Os trabalhos mais populares de Merton não são os pesados tomos teológicos, mas seus diários e escritos autobiográficos. s vezes vivamente, loquaz e profundo, Merton luta com a oração, murmura contra a recusa de seu abade de deixá-lo viajar e se irrita por ser silenciado pelos trapistas quando ele escreve sobre paz durante a Guerra Fria. Próximo do fim de sua vida, ele se apaixona por uma enfermeira que ele conhece durante a estadia em um hospital. Em todas essas experiências, ele busca ver sinais de Deus.

Merton atrai os que buscam e os que têm dúvida por causa de sua inabalável honestidade em sua busca do eu verdadeiro e de Deus. Independentemente de quanto tempo ele foi um monge, Merton se considera a caminho para Deus. (Sua oração mais famosa começa assim: Meu Senhor Deus, eu não tenho nem idéia para onde eu estou indo). E ele não tem medo de mudar seu pensamento, rejeitando depois as passagens mais solipsísticas na sua autobiografia. O homem que terminou A montanha dos sete patamares` [...] está morto, ele escreveu em 1951. Ele é aberto, transparente, curioso, multiforme e, por fim, humano.

Enfim, não ha ser humano que não tenha seus paradoxos. O que ele nos ensinou é sempre buscar. A verdade está sempre no Fim.


Francisco de Assis Correia
Padre, 70 anos. Pároco emérito. Foi professor de filosofia e de teologia no CEARP. Encontra-se com deficiência visual completa, desde março de 2013. Digitou esse texto Ricardo Rodrigues de Oliveira, enfermeiro cuidador do autor. Serie 70 anos; 28°.


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