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17/04
2017

Missa Crismal

Clero reunido na Catedral de São Sebastião para a Missa Crismal

A Catedral Metropolitana de São Sebastião, em Ribeirão Preto (SP), acolheu na Quinta-feira Santa, 13 de abril de 2017, s 9 horas, o presbitério da Arquidiocese de Ribeirão Preto para a concelebração eucarística da Missa Crismal


Clero reunido na Catedral de São Sebastião para a Missa Crismal

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A Catedral Metropolitana de São Sebastião, em Ribeirão Preto (SP), acolheu na Quinta-feira Santa, 13 de abril de 2017, s 9 horas, o presbitério da Arquidiocese de Ribeirão Preto para a concelebração eucarística da Missa Crismal (Missa da Unidade) presidida pelo arcebispo dom Moacir Silva. Concelebraram o arcebispo dom Ilson de Jesus Montanari, secretário da Congregação para os Bispos e do Colégio Cardinalício; dom José Geraldo Oliveira do Valle, CSS, bispo emérito de Guaxupé; os padres diocesanos e religiosos presentes no presbitério da Arquidiocese; e ainda a presença dos diáconos permanentes, dos alunos da Escola Diaconal São Lourenço, dos seminaristas, dos representantes paroquiais e paroquianos da Catedral e demais paróquias.

Na concelebração os padres renovaram as promessas sacerdotais e o arcebispo abençoou os óleos, que serão usados nas 85 paróquias, 2 Reitorias, 5 Quase Paróquias e 1 rea Pastoral da Arquidiocese de Ribeirão Preto nas celebrações dos sacramentos: o óleo do crisma (misturado com perfumes), para significar o dom do Espírito no batismo, na crisma, na ordem; o óleo para os catecúmenos, que será ministrado no Batismo quando o batizado torna-se participante da Igreja e herdeiro da vida futura no céu; e o óleo para os enfermos, sinal da força que liberta do mal e sustenta na provação da doença.

Nos ritos finais, antes da bênção, o arcebispo cumprimentou cada um dos presbíteros e entregou o Discurso do Papa Francisco no Encontro com o Clero de Roma, ocorrido em 2 de março de 2017. Depois da bênção, dom Moacir, entregou pessoalmente os Santos leos aos representantes das paróquias.

Leia na íntegra a homilia de Dom Moacir Silva:


Saudação (Bispos, padres, diáconos, seminaristas, religiosas e religiosos, representantes das paróquias que levarão os Santos leos para as respectivas comunidades).

Nesta solene Missa Crismal, meu primeiro pensamento é de gratidão a todos os padres, diocesanos e religiosos, pelo que vocês são para a Igreja e, de modo particular, para nossa Arquidiocese. Muito obrigado pela existência e ministério de cada um de vocês.

Escutamos o profeta afirmar na primeira leitura: Vós sois os sacerdotes do Senhor, chamados ministros de nosso Deus. claro que o profeta tem em vista o povo sacerdotal, mas nada impede de neste dia nós, sacerdotes da Nova Aliança, nos apropriarmos desta afirmação, deixarmo-nos envolver por ela. Somos os sacerdotes do Senhor, os ministros de nosso Deus.

Neste dia natalício de nosso sacerdócio ministerial, é muito bom voltarmos para a origem deste mistério, o Sacramento da Ordem. Pela nossa Ordenação Sacerdotal fomos configurados com Cristo Sacerdote, na qualidade de ministros da Cabeça, para construir e edificar todo o Seu Corpo que é a Igreja, como cooperadores da Ordem Episcopal. De fato, já na consagração do Batismo recebemos, como todos os cristãos, o sinal e o dom de tamanha vocação e graça que, mesmo na fraqueza humana, pudéssemos e devêssemos lutar pela perfeição, conforme a palavra do Senhor: Sede, portanto, perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito (Mt 5, 48).

Queridos padres, se todo batizado deve tender a esta perfeição, nós sacerdotes temos a obrigação, por um título especial, de atingir tal perfeição, pelo fato de sermos consagrados a Deus de modo novo pela ordenação sacerdotal e sermos transformados em instrumentos vivos de Cristo Eterno Sacerdote (cf. PO, 12).

Fomos enriquecidos por uma graça peculiar, para que no serviço aos homens a nós confiados e de todo o Povo de Deus, possamos tender mais adequadamente perfeição dAquele a quem representamos, e para que a santidade dAquele que se fez por nós Pontífice santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores (Hb 7, 26), possa remediar fraqueza do homem carnal (cf. idem). 

Lembremos sempre queridos padres de que a nossa santidade de vida contribui muitíssimo para cumprirmos com fruto o nosso ministério: pois, embora a graça possa levar a termo a obra da salvação também por ministros indignos, no entanto prefere Deus, ordinariamente, manifestar as Suas maravilhas através daqueles que se fizerem dóceis ao impulso e direção do Espirito Santo, pela íntima união com Cristo e santidade de vida... (PO, 12b).

Afirma o evangelista São Lucas que todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele (em Jesus). Isso vale de modo especial para nós sacerdotes; nós precisamos ter nosso olhar fixado em Cristo e seguir seus ensinamentos e exemplos, intimamente persuadidos de que para nós não é suficiente limitar-se a cumprir os deveres a que estão obrigados os demais fiéis, mas de que devemos tender com força cada vez maior quela santidade que a dignidade sacerdotal exige (cf Pio XII, Menti nostrae, 14), segundo a advertência da Mãe Igreja: Em seu modo de viver, os clérigos são obrigados por peculiar razão a procurar a santidade, já que, consagrados a Deus por novo título na recepção da ordem, são dispensadores dos mistérios de Deus a serviço de seu povo (cân. 276 1). 

Queridos padres, temos um caminho específico para a santidade a percorrer. Ensina a Mãe Igreja (Instrução da Congregação para o Clero: O Presbítero, pastor e guia da comunidade paroquial, 12-14) que o sacerdócio ministerial, na medida em que configura ao ser e ao operar sacerdotais de Cristo, introduz uma novidade na vida espiritual de quem recebeu este dom. uma vida espiritual conformada através da participação do senhorio de Cristo na sua Igreja e que amadurece no serviço ministerial Igreja: uma santidade no ministério e pelo ministério.

O aprofundamento da "consciência de ser ministro" é, portanto, de grande importância para a vida espiritual do sacerdote e para a eficácia do seu próprio ministério.

A relação ministerial com Jesus Cristo "fundamenta e exige no sacerdote um ulterior ligame que lhe é proporcionado pela "intenção", ou seja, pela vontade consciente e livre de fazer, mediante o gesto ministerial, aquilo que a Igreja entende fazer". A expressão: "ter a intenção de fazer o que faz a Igreja" ilumina a vida espiritual do ministro sagrado, convidando-o a reconhecer a instrumentalidade pessoal ao serviço de Cristo e da Igreja, e a atuá-la nas ações ministeriais concretas. A "intenção", neste sentido, contém necessariamente uma relação com o agir de Cristo Cabeça na e pela Igreja, adequação sua vontade, fidelidade s suas disposições, docilidade aos seus gestos: o agir ministerial é instrumento do operar de Cristo e da Igreja, seu Corpo.

Trata-se de uma vontade pessoal permanente: "Uma tal ligação tende, pela sua própria natureza, a tornar-se o mais ampla e profunda possível, implicando a mente, os sentimentos, a vida, ou seja, uma série de disposições morais e espirituais correspondentes aos gestos ministeriais do padre". 

A espiritualidade sacerdotal exige que ele respire um clima de proximidade ao Senhor Jesus, de amizade e de encontro pessoal, de missão ministerial "compartilhada", de amor e serviço sua Pessoa na "pessoa" da Igreja, seu Corpo, sua Esposa. Amar a Igreja e doar-se a ela no serviço ministerial requer um amor profundo ao Senhor Jesus. "Esta caridade pastoral flui, sobretudo, do Sacrifício Eucarístico centro e raiz de toda a vida do Presbítero, que deve viver o que faz no altar. Isso, porém, só se pode obter medida que, pela oração, os sacerdotes penetram cada vez mais profundamente no mistério de Cristo.

Na penetração de tal ministério vem em nossa ajuda a Virgem Santíssima, associada ao Redentor, pois "quando celebramos a Santa Missa, no meio de nós encontra-se a Mãe do Filho de Deus, e introduz-nos no mistério da sua Oferenda de Redenção. Desta forma, Ela torna-se mediadora das graças que, para a Igreja e para todos os fiéis brotam desta mesma Oferenda" (ensinava São João Paulo II, em 01/09/2001). Com efeito, "Maria esteve associada, de modo singular, ao sacrifício sacerdotal de Cristo, compartilhando a Sua vontade de salvar o mundo mediante a Cruz. Ela foi a primeira e mais perfeita partícipe espiritual da Sua oblação de Sacerdos et Hostia. Como tal, pode obter e dar, queles que no plano ministerial participam no sacerdócio do seu Filho, a graça do impulso para responderem cada vez melhor s exigências da oblação espiritual, que o sacerdócio comporta: de modo particular, a graça da fé, da esperança e da perseverança nas provas, reconhecidas como estímulos a uma participação mais generosa na oferta redentora".

A Eucaristia deve ocupar, para o sacerdote, o lugar verdadeiramente central no seu ministério, porque ela contém todo o bem espiritual da Igreja e é, em si, fonte e ápice de toda a evangelização. Daí, a relevante importância da preparação Santa Missa, da sua celebração quotidiana, da ação de graças e da visita a Jesus Sacramentado ao longo do dia!

Eis aqui, queridos padres, alguns elementos de nosso caminho de santidade. Nossa Arquidiocese necessita de padres santos, nossa missão evangelizadora exige de nós santidade de vida. Deixemos a ação santificadora da graça de Deus agir em nós, hoje e sempre. Amém!

Dom Moacir Silva

13 de abril de 2017 - Quinta-feira Santa


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