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18/04
2017

Tríduo Pascal

Partilha e Serviço: sinais concretos da Ceia do Senhor e Lava-pés

Na noite da Quinta-feira Santa, 13 de abril, o arcebispo dom Moacir Silva presidiu a concelebração Eucarística da Ceia do Senhor com o rito do Lava-pés, s 19h30, na Catedral Metropolitana de São Sebastião


Partilha e Serviço: sinais concretos da Ceia do Senhor e Lava-pés 

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Na noite da Quinta-feira Santa, 13 de abril, o arcebispo dom Moacir Silva presidiu a concelebração Eucarística da Ceia do Senhor com o rito do Lava-pés, s 19h30, na Catedral Metropolitana de São Sebastião, em Ribeirão Preto (SP). Concelebraram os padres Francisco Jaber Zanardo Moussa, pároco, e Antônio lcio de Souza, mestre de cerimônias, e serviu nas funções litúrgicas o diácono João Paulo Tarlá Júnior.

Com a Quinta-feira Santa têm início o Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor. Na Missa da Ceia do Senhor cantamos a glória da cruz redentora e salvadora. na glória dessa cruz que brilha o mandamento do amor (lava-pés); é no brilho dessa cruz que resplandece o sacramento do amor (eucaristia); é no resplendor dessa cruz que podemos cumprir o pedido do Mestre: fazei isto em memória de mim.
 
Dom Moacir, na homilia, iniciou a meditação da Palavra de Deus, recordando na Primeira Leitura (xodo 12, 1-8.11-14), a celebração da Páscoa de Israel, a mais antiga narrativa da última ceia, onde encontramos o cordeiro como símbolo da libertação da escravidão. Esta Celebração da Páscoa de Israel é uma prefiguração da Páscoa nova e definitiva realizada por Jesus Cristo, salientou o arcebispo. Ao refletir a Segunda Leitura (1 Cor. 11,23-26), o arcebispo enfatizou o sentido da Eucaristia, manifestado no gesto da partilha e do partir o pão no memorial de Jesus Cristo. Na segunda leitura, temos o texto mais antigo sobre a instituição da Eucaristia, a ceia pascal, na qual Jesus Se deu aos discípulos e a toda humanidade nos sinais sacramentais do pão e do vinho. Isto é o meu corpo. Este cálice é a nova aliança, em meu sangue. Todas as vezes que dele beberdes, fazei isto em minha memória (...) São Paulo afirma que Jesus depois de dar graças partiu o pão e distribuiu-o aos discípulos. Partir o pão é o gesto do pai de família que se preocupa com os seus e lhes dá aquilo de que têm necessidade para a vida. Mas é também o gesto da hospitalidade com que o estrangeiro, o hóspede é acolhido na família sendo-lhe concedido tomar parte na sua vida. Partir-partilhar é unir. Através da partilha, cria-se comunhão. No pão repartido, o Senhor distribui-Se a Si próprio. O gesto de partir alude misteriosamente também sua morte, ao amor até morte. Ele distribui-Se a Si mesmo, verdadeiro pão para a vida do mundo (cf. Jo 6, 51) (Bento XVI, Missa in coena Domini, 2009), explicou dom Moacir.  

Ao meditar o Evangelho (Jo 13, 1-15), dom Moacir, explicou o significado do gesto do lava-pés e da instituição da Eucaristia, expressão do despojamento, da partilha e do serviço aos irmãos. No Evangelho de São João não temos a narrativa da instituição da Eucaristia, mas narrativa da consequência dela na nossa vida: o amor fraterno, traduzido no serviço aos irmãos, o lava-pés (...) Contudo tenhamos presente que o lava-pés, segundo o sentido de todo o capítulo, não indica um único Sacramento específico, mas o sacramento de Cristo no seu conjunto, o seu serviço de salvação, a sua descida até cruz, o seu amor até ao extremo, que purifica e nos torna capazes de Deus. A Quinta-Feira Santa, queridos irmãos e queridas irmãs, é um dia de gratidão e de alegria pelo grande dom do amor até ao extremo, que o Senhor nos fez. Neste momento rezemos ao Senhor para que gratidão e alegria se tornem em nós a força de amar juntos com o seu amor, hoje e sempre. Amém (cf Bento XVI, Missa in coena Domini, 2008), concluiu o arcebispo.

Na concelebração, dom Moacir, seguindo o gesto de Jesus Cristo, lavou os pés de 12 agentes de pastoral da comunidade da Catedral. Ao final da celebração, o Santíssimo Sacramento foi trasladado pelo arcebispo dom Moacir, do altar até a Capela do Santíssimo Sacramento, seguido do cortejo de fiéis, onde permaneceu exposto para adoração.


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