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16/06
2017

Catedral

Catedral celebra o centenário na Solenidade de Corpus Christi

A solenidade de Corpus Christi reuniu na quinta-feira, 15 de junho, s 17h30, ao menos 2 mil fiéis, na Catedral Metropolitana de São Sebastião, em Ribeirão Preto (SP). A concelebração Eucarística foi presidida pelo arcebispo dom Moacir Silva


Catedral celebra o centenário na Solenidade de Corpus Christi

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A solenidade de Corpus Christi reuniu na quinta-feira, 15 de junho, s 17h30, ao menos 2 mil fiéis, na Catedral Metropolitana de São Sebastião, em Ribeirão Preto (SP). A concelebração Eucarística foi presidida pelo arcebispo dom Moacir Silva e concelebrada pelos padres: Francisco Jaber Zanardo Moussa, pároco da Catedral; e Antônio lcio de Souza, mestre de cerimônias; e serviu nas funções litúrgicas o diácono João Paulo Tarlá Júnior. A concelebração marcou a celebração do Centenário da Igreja Catedral de Ribeirão Preto, Igreja Mãe da Diocese de Ribeirão Preto, inaugurada em 15 de junho de 1917, e que celebra os 100 anos de edificação da construção Igreja, como expressou a recordação da vida: Hoje, aproveitamos para agradecer pelos 100 anos que nossa Catedral oferece a Eucaristia, tornando presente em nossos corações o Cristo Ressuscitado e por nos unir como família cristã arquidiocesana em torno da mesa sagrada. 

Na introdução da homilia, o arcebispo dom Moacir Silva, exaltou o sentido da solenidade de Corpus Christi. Queridos irmãos e queridas irmãs. Estamos celebrando a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. A Palavra de Deus, que ouvimos nesta Liturgia, nos convida a refletir sobre o sentido da Santíssima Eucaristia e suas exigências na vida daqueles que dela se alimentam. O pão que eu darei é minha carne dada para a vida do mundo, explicou o arcebispo.

Ao meditar sobre a Primeira Leitura (Dt 8,2-3.14b-16a), dom Moacir a contextualizou como fundamento para a compreensão do Evangelho. A primeira leitura nos fala do maná, dom inesperado de Deus, que deu vida ao povo de Israel no caminho do deserto. O autor sagrado do livro do Deuteronômio convida o povo de Deus a lembrar-se da ação Deus em favor do seu povo, durante os desafios e dificuldades da travessia do deserto, rumo terra prometida. Ele quer ensinar ao seu povo e a nós também, uma verdade muito importante: a Palavra de Deus tem o poder de resolver situações humanamente desesperadoras. Esta primeira leitura prepara a mensagem do Evangelho. Aos homens cansados pela longa caminhada da vida, Jesus oferece um Pão completamente novo: a sua Palavra e o seu Corpo, salientou o arcebispo.

Na reflexão do texto do Evangelho (Jo 6,51-58), o arcebispo acentuou o verdadeiro sentido do mistério pascal e da Eucaristia, e explicou o que significa comungar. Jesus diz que o Pão é ele mesmo. a sua pessoa que deve ser comida, que deve ser assimilada. a sua existência, doada em favor dos homens, que deve se tornar nossa. Quando comungamos encarnamos o sentido da morte e ressurreição de Cristo. Comungar o Corpo de Cristo quer dizer aceitar, identificar-se com ele. Significa oferecer-lhe a nossa pessoa, para que ele possa continuar a viver, a sofrer, a doar-se e a ressuscitar em nós. Por isso Paulo insiste em dizer que, antes de comer este Pão, o cristão deve examinar bem o próprio coração (1Cor 11, 28) e verificar se está realmente disposto a deixar que a vida de Jesus transpareça na sua. Ao comungar nos fazemos Cristo crucificado para os outros, ou seja, aquele que dá a vida, disse dom Moacir.

Dom Moacir, ainda, alertou os fiéis a respeito do testemunho de vida eucarística. A Eucaristia não celebra somente a nossa união com Deus e a nossa identificação com Cristo, como nos ensinou o Evangelho de hoje; a Eucaristia celebra também a união com os irmãos. Diante destas afirmações tão claras da Palavra de Deus, como poderemos julgar o fato que no mundo existam tantos homens batizados que comem o mesmo Pão e, logo se armam para prejudicar uns aos outros? Podem os cristãos comungar juntos o banquete eucarístico e depois, fora da igreja, praticar o engano, a mentira, a falsidade, prejudicando-se reciprocamente a própria vida e as famílias?, questionou o arcebispo.

E, ao concluir a homilia, dom Moacir falou: Por fim, em comunhão com toda a Igreja no Brasil, rezemos pelo nosso país neste momento difícil de nossa história. Pai misericordioso, nós vos pedimos pelo Brasil. Vosso Filho Jesus está no meio de nós, no Santíssimo Sacramento, trazendo-nos esperança e força para caminhar. A comunhão eucarística seja fonte de comunhão fraterna e de paz, em nossas comunidades, nas famílias e nas ruas. Seguindo o exemplo de Maria, queremos permanecer unidos a Jesus Cristo, que convosco vive, na unidade do Espirito Santo. Amém (CNBB).

Após a Eucaristia, o arcebispo dom Moacir, os padres concelebrantes, e os fiéis saíram em procissão pelas ruas do centro de Ribeirão Preto. O Santíssimo Sacramento conduzido pelo arcebispo era seguido pelos fiéis com cânticos e louvores de adoração. Terminada a procissão, os fiéis adentraram a Catedral, e o arcebispo dom Moacir Silva conduziu o momento de oração: Jornada de Oração pelo Brasil: a verdadeira paz começa no seu coração, e na sequência  deu a bênção solene do Santíssimo Sacramento.

Veja a íntegra da oração:

Jornada de Oração pelo Brasil: a verdadeira paz começa no seu coração

 Dia de Corpus Christi
15 de junho de 2017

A verdadeira paz começa no seu coração

Diante do grave momento vivido por nosso país, dirijamos nossa oração a Deus, para que dê a paz ao Brasil e ao mundo inteiro. Reconhecemos a necessidade de rezar constantemente pela paz, porque a oração protege o mundo e o ilumina. A paz é o nome de Deus. (Papa Francisco)

Pai misericordioso, nós vos pedimos pelo Brasil!

Vivemos um momento triste, marcado por injustiças e violência. Necessitamos muito do vosso amor misericordioso, que nunca se cansa de perdoar, para nos ajudar a construir a justiça e a paz, em nosso país.

Pai misericordioso, nós vos pedimos pelo Brasil!

Estamos indignados, diante de tanta corrupção e violência que espalham morte e insegurança. Pedimos perdão e conversão. Cremos no vosso amor misericordioso que nos ajuda a vencer as causas dos graves problemas do País: injustiça e desigualdade, ambição de poder e ganância, exploração e desprezo pela vida humana.

Pai misericordioso, nós vos pedimos pelo Brasil!

Ajudai-nos a construir um país justo e fraterno. Que todos estejam atentos s necessidades das pessoas mais fragilizadas e indefesas! Que o diálogo e o respeito vençam o ódio e os conflitos! Que as barreiras sejam superadas por meio do encontro e da reconciliação! Que a política esteja, de fato, a serviço da pessoa e da sociedade e não dos interesses pessoais, partidários e de grupos!

Pai misericordioso, nós vos pedimos pelo Brasil!

Vosso Filho, Jesus, nos ensinou: Pedi e recebereis. Por isso, nós vos pedimos confiantes: fazei que nós, brasileiros e brasileiras, sejamos artesãos da paz, iluminados pela Palavra e alimentados pela Eucaristia.

Pai misericordioso, nós vos pedimos pelo Brasil!

Vosso filho Jesus está no meio de nós, no Santíssimo Sacramento, trazendo-nos esperança e força para caminhar. A comunhão eucarística seja fonte de comunhão fraterna e de paz, em nossas comunidades, nas famílias e nas ruas. Seguindo o exemplo de Maria, queremos permanecer unidos a Jesus Cristo, que convosco vive, na unidade do Espírito Santo. Amém!

(Pai nosso! Ave, Maria! Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo!)


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