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09/08
2017

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A lei não vale igual para todos

A Lei não vale igual para todos os cidadãos brasileiros! As penitenciárias se encontram superlotadas, em condições desumanas, custando aos cofres públicos em torno


A lei não vale igual para todos

A Lei não vale igual para todos os cidadãos brasileiros! As penitenciárias se encontram superlotadas, em condições desumanas, custando aos cofres públicos em torno de quatro mil reais mensais por detento. Estão repletas de celulares, que todos sabem como entram, mas se faz vista grossa para não piorar a situação. Agentes Penitenciários corrompidos porque ganham mal, colaboram e, sem dúvida, o Crime Organizado tem a última palavra sobre quem deve ser solto ou sobre quem precisa ser eliminado.

Com a insegurança a população até já parece ter se acostumado. As pessoas saem de casa sem a certeza de que voltarão ilesas. A criminalidade ocupa as principais manchetes da mídia, diariamente.

O que assusta os que ainda têm certa esperança de tempos melhores é a estúpida demanda de criminosos descobertos todos os dias, aqueles que são revestidas de algum cargo, função ou os que representam a sociedade que os elegeu para que preservassem o Bem Comum.

De repente um ex-presidente da República é condenado em Primeira Instância por corrupção passiva e lavagem de dinheiro público, sem falar de enriquecimento ilícito. Embora se tenha proposto a ir a pé de São Bernardo do Campo (SP) a Curitiba (PR), aceitou a generosa oferta de um Jatinho cedido por um amigo que também é investigado pela Operação Lava Jato. Além de ser indecoroso com o Juiz Sérgio Moro, transfere qualquer suspeita de culpa falecida esposa. Onde estava naquele interrogatório o Brasileiro mais honesto de todos, especialmente segundo ele próprio, os que o acusam e o perseguem politicamente? Existe covardia mais esdrúxula do que culpar uma mulher que certamente faleceu com profundo desgosto com tudo aquilo a que fora submetida a compactuar? Mesmo que a maioria dos que apoiam homem tão inescrupuloso, subestimando quem pensa e possui cérebro e memória histórica, sua maior incoerência consiste na expressão: Quem me julga é o Povo e não um Juiz de Primeira Instância. Que Povo é este? 

Começando pelas Senadoras que indecorosamente ocupam a Mesa da Presidência do Senado? Pela recentemente eleita Presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores, que igualmente utilizou mais de um milhão de reais desviados da Petrobrás, para se reeleger Senadora pelo Estado do Paraná, entre outros que tentam ganhar sempre aos gritos, porque não sabem dialogar com o diferente e muito menos sabem perder por ser a minoria? Pelos simpatizantes com o Programa de Bolsa Família, migalhas que incentivam milhões de brasileiros a não trabalhar, deixando-nos uma conta de mais de catorze milhões de desempregados? Os que por pura ignorância e sem consciência política se tornam marionetes pelos discursos paternalistas de que todos os brasileiros terão café-da-manhã, almoço e janta? Ou a meia dúzia de artistas e uma minoria de intelectuais que amam Cuba, Venezuela, Bolívia, mas ganham a vida neste amado País com dimensões continentais?

Penso que todos devem estar submetidos s leis de nosso País. Desde Presidentes da República até os mais simples Cidadãos. Ou continuaremos afirmando que A Lei não vale igual para todos!
 

Pe. Gilberto Kasper
pe.kasper@gmail.com

Mestre em Teologia Moral, Licenciado em Filosofia e Pedagogia, Especialista em Bioética, tica e Cidadania, Professor Universitário, Docente e Coordenador da Teologia na Associação Faculdade de Ribeirão Preto do Grupo Educacional da UNIESP S.A., Assistente Eclesiástico do Centro do Professorado Católico, Assessor da Pastoral da Comunicação e Reitor da Igreja Santo Antônio, Pão dos Pobres da Arquidiocese de Ribeirão Preto e Jornalista.


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