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05/01
2018

Catedral

Solenidade da Santa Mãe de Deus e Ceia com moradores de rua na Catedral

Na solenidade da Santa Mãe de Deus, Maria, 31 de dezembro de 2017, às 19h30, o arcebispo dom Moacir Silva presidiu a Eucaristia na Catedral Metropolitana de São Sebastião, em Ribeirão Preto (SP)


Solenidade da Santa Mãe de Deus e Ceia com moradores de rua na Catedral 

Na solenidade da Santa Mãe de Deus, Maria, 31 de dezembro de 2017, às 19h30, o arcebispo dom Moacir Silva presidiu a Eucaristia na Catedral Metropolitana de São Sebastião, em Ribeirão Preto (SP). Concelebrou o pároco padre Francisco Jaber Zanardo Moussa, e serviu nas funções litúrgicas o diácono João Paulo Tarlá Júnior. Um grande número de fiéis participou da concelebração eucarística.

Ceia com moradores de rua – No interior da Catedral, depois da missa, a partir das 22 horas, o padre Francisco e paroquianos da Catedral serviram uma ceia de réveillon para moradores de rua. Em seu perfil na rede social facebook, o padre Francisco Jaber Zanardo Moussa, expressou o agradecimento aos colaboradores para a realização da ceia: “‘Não podemos ser cristãos frios, todos devem enxergar o testemunho da luz e da esperança do Cristo no coração do cristão. Precisamos de comunidades alegres e acolhedoras, principalmente dos mais pobres e marginalizados e que vejam neles o próprio Cristo’ (Papa Francisco). Diante das palavras do Papa, expresso meu agradecimento a todos os que colaboraram com a Ceia de Natal e a Ceia de Réveillon dos moradores de rua: as equipes que preparam e organizaram as refeições com muito carinho e alegria; e todos os doadores que fizeram doações de descartáveis, alimentos, bebidas e sobremesas com muita fartura. Deus vê o que provem do coração. Continuemos neste firme propósito de sermos uma comunidade viva de amor, acolhimento e alegria. Deus abençoe este gesto de partilha e generosidade!” agradeceu padre Chicão.

Homilia de Dom Moacir Silva
Solenidade da Santa Mãe de Deus, Maria

Queridos irmãos e queridas irmãs! Estamos chegando ao final de mais um ano. Então, é momento para redermos graças a Deus, nosso Senhor, por todos os dons e graças que Ele nos concedeu ao longo deste ano. O Senhor nos acompanhou em tudo, nos momentos alegres e felizes, como também nos momentos de decisões importantes, de dificuldades, de desafios, de sofrimentos e dores. Em tudo o Senhor nos acompanhou com sua graça e sua infinita misericórdia. Por isso, “a vós, ó Deus, louvamos, a vós, Senhor, cantamos. A vós, eterno Pai, adora toda a terra”.

Na oitava do Natal celebramos a Solenidade da Mãe de Deus, Maria. É a festa da maternidade divina e veneração àquela que é Mãe de Cristo e Mãe da Igreja. 

“A Solenidade da Maternidade de Maria – dizia o Beato Paulo VI – é ocasião própria para renovar a adoração ao recém-nascido Príncipe da Paz, para escutar de novo o jubiloso anúncio evangélico, e para pedir a Deus por mediação da Rainha da Paz o dom supremo da Paz. Por isso na feliz coincidência da oitava do Natal com o principio do ano novo” (MC, 5,2) celebramos também o Dia Mundial da Paz.

“‘Quanto a Maria, guardava todos estes fatos e meditava sobre eles em seu coração’ (Lc 2, 19). Assim descreve Lucas a atitude com que Maria acolhe tudo aquilo que estava vivendo naqueles dias. Longe de querer compreender ou dominar a situação, Maria é a mulher que sabe conservar, isto é, proteger, guardar no seu coração a passagem de Deus na vida do seu povo. Aprendeu a sentir a pulsação do coração do seu Filho, ainda Ele estava no seu ventre, ensinando-Lhe a descobrir, durante toda a vida, o palpitar de Deus na história. Aprendeu a ser mãe e, nesta aprendizagem, proporcionou a Jesus a bela experiência de saber-Se Filho. Em Maria, o Verbo eterno não só Se fez carne, mas aprendeu também a reconhecer a ternura maternal de Deus. Com Maria, o Deus-Menino aprendeu a ouvir os anseios, as angústias, as alegrias e as esperanças do povo da promessa. Com Ela, descobriu-Se a Si mesmo como Filho do santo povo fiel de Deus” (cf. Papa Francisco – Homilia de 01/01/17).

“Nos Evangelhos, Maria aparece como mulher de poucas palavras, sem grandes discursos nem protagonismos, mas com um olhar atento que sabe guardar a vida e a missão do seu Filho e, consequentemente, de tudo o que Ele ama. Soube guardar os inicios da primeira comunidade cristã, aprendendo deste modo a ser mãe duma multidão. Aproximou-Se das mais diversas situações, para semear esperança. Acompanhou as cruzes, carregadas no silêncio do coração dos seus filhos. Muitas devoções, muitos santuários e capelas nos lugares mais remotos, muitas imagens espalhadas pelas casas lembram-nos esta grande verdade. Maria deu-nos o calor materno, que nos envolve no meio das dificuldades; o calor materno que não deixa, nada e ninguém, apagar no seio da Igreja a revolução da ternura inaugurada pelo seu Filho. Onde há uma mãe, há ternura. E Maria, com a sua maternidade, mostra-nos que a humildade e a ternura não são virtudes dos fracos, mas dos fortes; ensina-nos que não há necessidade de maltratar os outros para sentir-se importante (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 288). E o santo povo fiel de Deus, desde sempre, A reconheceu e aclamou como a Santa Mãe de Deus” (idem).

“Celebrar a Solenidade da Santa Mãe de Deus faz despontar novamente no rosto o sorriso de nos sentirmos povo, de sentir que nos pertencemos; saber que as pessoas, somente dentro duma comunidade, duma família, podem encontrar a ‘atmosfera’, o ‘calor’ que permite aprender a crescer humanamente, e não como meros objetos destinados a ‘consumir e ser consumidos’. Celebrar a Solenidade da Santa Mãe de Deus lembra-nos que não somos mercadoria de troca nem terminais receptores de informação. Somos filhos, somos família, somos povo de Deus” (idem).

“Celebrar a Santa Mãe de Deus lembra-nos que temos a Mãe; não somos órfãos, temos uma mãe” (idem).

A carta de São Paulo aos Gálatas, que ouvimos na segunda leitura, acentua que o Filho de Deus entrou de verdade na família humana: ele é “nascido de mulher”. Maria é a porta de entrada que torna Jesus um de nós. São Paulo acrescenta que ele veio para fazer de nós filhos, com Ele. O Filho de Deus se faz humano, nascido de uma mulher, para que o homem se converta em filho de Deus por adoção. 

Desde agora, impulsionados pelo Espírito, podemos chamar a Deus de “Pai” e ao semelhante a nós de “irmão”. A Encarnação de Deus em nossa raça humana é a grande esperança para a paz e para a reconciliação dos homens entre si e com Deus. O dom do Pai é Cristo Jesus; Ele é nossa paz.

Nesta Solenidade da Santa Mãe de Deus, celebramos o Dia Mundial da Paz, que foi instituído, em 1968, pelo Papa Paulo VI. Naquele 1º de janeiro, dizia o Pontífice: “Seria desejo que em seguida se repetisse anualmente esta celebração como voto e promessa – ao início do calendário que mede e expõe o caminho da vida humana no tempo – de que seja a paz, com o seu justo e benéfico equilíbrio, a dominar a evolução da história futura”. Este desejo do Beato Paulo VI tornou-se realidade, pois todos os anos, no dia 1º de Janeiro celebramos o Dia Mundial da Paz, e o Papa envia a Mensagem.

Para este ano o Papa Francisco escolheu como tema de sua mensagem: “Migrantes e refugiados: homens e mulheres em busca de paz”. Ele inicia a mensagem, dizendo: “Paz a todas as pessoas e a todas as nações da terra! A paz, que os anjos anunciam aos pastores na noite de Natal, é uma aspiração profunda de todas as pessoas e de todos os povos, sobretudo de quantos padecem mais duramente pela sua falta. Dentre estes, que trago presente nos meus pensamentos e na minha oração, quero recordar de novo os mais de 250 milhões de migrantes no mundo, dos quais 22 milhões e meio são refugiados. Estes últimos, como afirmou o meu amado predecessor Bento XVI, são homens e mulheres, crianças, jovens e idosos que procuram um lugar onde viver em paz. E, para o encontrar, muitos deles estão prontos a arriscar a vida numa viagem que se revela, em grande parte dos casos, longa e perigosa, a sujeitar-se a fadigas e sofrimentos, a enfrentar arames farpados e muros erguidos para os manter longe da meta.

Na conclusão da mensagem o Papa diz: “Inspiram-nos as palavras de São João Paulo II: Se o ‘sonho’ de um mundo em paz é partilhado por tantas pessoas, se se valoriza o contributo dos migrantes e dos refugiados, a humanidade pode tornar-se sempre mais família de todos e a nossa terra uma real ‘casa comum’. Ao longo da história, muitos acreditaram neste ‘sonho’ e as suas realizações testemunham que não se trata duma utopia irrealizável.

Por fim, rogamos para que Maria, Rainha da Paz, ajude a cada um de nós a sermos melhores construtores da paz, da harmonia e da fraternidade, ao longo do novo ano e sempre. Amém.

Dom Moacir Silva
Arcebispo Metropolitano





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