Hoje é
Palavra do Arcebispo

06/01
2017

Arcebispo

Artesãos de Paz

Iniciamos um novo ano que nos convida a avançarmos no seguimento de Jesus Cristo e no serviço construção de uma sociedade mais justa, fraterna e solidária.


Artesãos de Paz

Iniciamos  um  novo  ano  que nos convida a avançarmos no seguimento de Jesus Cristo e no serviço construção de uma sociedade mais justa, fraterna e solidária. Neste sentido, ilumina nossa caminhada a Mensagem do Papa Francisco para o 50 Dia Mundial da Paz, que  comemoramos   no dia 1   de janeiro, com  o tema: A não-violência: estilo de uma política para a paz.

Diz o Santo Padre: desejo deter-me na não-violência como estilo duma política de paz, e peço a Deus que nos ajude, a todos nós, a inspirar na não-violência as profundezas dos nossos sentimentos e valores pessoais. Sejam a caridade e a não-violência a guiar o modo como nos tratamos uns aos outros nas relações interpessoais, sociais e internacionais [...]; possa a não-violência tornar-se o estilo característico das nossas decisões, dos nossos relacionamentos, das nossas ações,   da política em todas as suas formas (1c).

O Papa chama a atenção para o mundo dilacerado em que vivemos, lembrando que  hoje, infelizmente, encontramo-nos a braços com uma terrível guerra mundial aos pedaços. Não é fácil saber se o mundo de hoje seja mais ou menos violento que o de ontem... (2a). E ele afirma: A violência não é o remédio para o nosso mundo dilacerado. Responder violência com a violência leva, na melhor das hipóteses, a migrações forçadas e a atrozes sofrimentos, porque grandes quantidades de recursos são destinadas a fins militares e subtraídas s exigências do dia-a-dia dos jovens, das famílias em dificuldade, dos idosos, dos doentes, da grande maioria dos habitantes da terra (2c).

Em seguida, o Papa apresenta um caminho: o seguimento de Jesus Cristo. O próprio Jesus viveu em tempos de violência. Ensinou que o verdadeiro campo de batalha, onde se defrontam a violência e a paz, é o coração humano: Porque é do interior do coração dos homens que saem os maus pensamentos (Mc 7, 21). Mas, perante esta realidade, a resposta que oferece a mensagem de Cristo é radicalmente positiva: Ele pregou incansavelmente o amor incondicional de Deus, que acolhe e perdoa, e ensinou os seus discípulos a amar os inimigos (cf. Mt 5, 44) e a oferecer a outra face (cf. Mt 5, 39). Quando impediu, aqueles que acusavam a adúltera, de a lapidar (cf. Jo 8, 1-11) e na noite antes de morrer, quando disse a Pedro para repor a espada na bainha (cf. Mt 26, 52), Jesus traçou o caminho da não-violência que Ele percorreu até ao fim, até cruz, tendo assim estabelecido a paz e destruído a hostilidade (cf. Ef 2, 14-16). Por isso, quem acolhe a Boa Nova de Jesus, sabe reconhecer a violência que carrega dentro de si e deixa-se curar pela misericórdia de Deus, tornando-se assim, por sua vez, instrumento de reconciliação, como exortava  São Francisco de Assis: A paz que anunciais com os lábios, conservai-a ainda mais abundante nos vossos corações (3a).

O Papa lembra o papel da família, na formação para a não-violência. Se a origem donde brota a violência é o coração humano, então é fundamental começar por percorrer a senda da não-violência dentro da família [...]. Esta constitui o cadinho indispensável no qual cônjuges, pais e filhos, irmãos e irmãs aprendem a comunicar e a cuidar uns dos outros desinteressadamente e onde os atritos, ou mesmo os conflitos, devem ser superados, não pela força, mas com o diálogo, o respeito, a busca do bem do outro, a misericórdia e o perdão. A partir da família, a alegria do amor propaga-se pelo mundo, irradiando para toda a sociedade. Aliás, uma ética de fraternidade e coexistência pacífica entre as pessoas e entre os povos não se pode  basear  na lógica do medo, da violência  e  do  fechamento, mas na responsabilidade,  no  respeito  e  no diálogo sincero (5a).

Por fim, o Papa nos conclama: No ano de 2017, comprometamo-nos, através da oração e da ação, a tornar-nos pessoas que baniram dos seus corações, palavras e gestos da violência, e a construir comunidades não-violentas, que cuidem da casa comum. Nada é impossível, se nos dirigimos a Deus na oração. Todos podem ser artesãos de paz (7b).

Que Maria, Rainha da Paz, neste Ano Mariano ajude a cada um de nós a sermos melhores artesãos de paz.


Dom Moacir Silva
Arcebispo Metropolitano


Janeiro/2017


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