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Palavra do Arcebispo

07/07
2017

Arcebispo

A acolhida de Amoris Laetitia na Igreja do Brasil

Os Bispos do Brasil debruçaram-se sobre este tema durante a 55ª Assembleia Geral da CNBB, de 26 de abril a 5 de maio de 2017, em Aparecida (SP), e ofereceram


A acolhida de Amoris Laetitia na Igreja do Brasil 

Os Bispos  do Brasil debruçaram-se sobre este tema durante a 55ª Assembleia Geral da CNBB, de 26 de abril a 5 de maio de 2017, em Aparecida (SP), e ofereceram muitas contribuições para o texto;   também delegaram ao Conselho Permanente da CNBB a aprovação do mesmo.

O nosso texto estrutura-se em sete pontos.

Um     olhar   retrospectivo. Dizem os Bispos do Brasil: “Passado um ano da publicação da Exortação Apostólica pós-sinodal Amoris Laetitia (AL),    chegou a hora de nos examinarmos acerca dos passos que demos para incorporar as atitudes pastorais requeridas pelo Santo Padre, o Papa Francisco, no exercício do seu Magistério como Pastor da Igreja Universal”.

A  família como dom, não como um problema. Não obstante se fale abundantemente sobre a “crise da família”, Papa Francisco fez uma opção interpretativa importante, que também nos deve servir como norteamento para a  análise  do tema, que é enxergar a família  positivamente,   como   um    dom, uma esperança para o futuro da humanidade.

Contudo, na abordagem do Papa Francisco, a família que é dom não é um modelo idealizado, etéreo, desencarnado. A família que está aí, essa com a qual nos defrontamos diariamente, essa é um dom de Deus para os nossos dias, e a Igreja tem continuamente presente esta realidade.

A conversão Pastoral em Amoris Laetitia. O tema da conversão pastoral aparece na Conferência de Aparecida (DA 7,2) e, no Magistério do Papa Francisco, em Evangelii Gaudium (EG); para ele, tem um significado bastante claro: é uma mudança de chave pastoral que nos conduz a uma atitude missionária. 
É necessária a superação de um paradigma: precisamos urgentemente nos confrontar com um paradigma de Pastoral  Familiar  que,  no fundo, se tornou insuficiente para atender às reformas pedidas pelo Papa Francisco. Precisamos da Pastoral da procura, não da espera: talvez seja esta uma síntese do giro proporcionado por Papa Francisco em seu pontificado: precisamos sair da pastoral da espera para pastoral da procura. É preciso olhar melhor a Pastoral Familiar e a Pastoral de Conjunto; precisamos nos perguntar como toda a Pastoral de Conjunto pode ser declinada em termos de uma Pastoral Familiar. Não basta dizê-lo, é preciso encontrar caminhos para isso.

Ideias-chaves de Amoris Laetitia. 

Acolher. A primeira atitude pastoral que nos cabe diante daqueles que estão à margem da vida eclesial é o acolhimento. Trata-se de uma abertura verdadeira a todos, irrestrita, com o desejo sincero e generoso de aproximar cada pessoa, com a sua realidade concreta, das fontes da divina misericórdia.
Acompanhar. Não basta esperar ou procurar a pessoa, é necessário acompanhá-la. Essa é a atitude fundamental que determina bem o perfil pastoral apresentado pelo documento.

Discernir. O primeiro passo do discernimento é discernir a pessoa que está diante de nós. Empaticamente, precisamos entendê-la a partir dela mesma, sem filtros, sem elementos pré-moldados em que tentamos encaixá-la.

Integrar. É preciso acompanhar individualmente as pessoas, discernindo concretamente quais caminhos que devem ser seguidos, mas na perspectiva de sua gradual integração, que precisa seguir   passos   concretos,  rumo  à   inserção  total  da pessoa na vida da Comunidade.

Serviços pastorais. Dadas as dificuldades que as famílias têm enfrentado em nossos dias, AL insiste na importância de potencializar significativamente nossos serviços pastorais a elas.

Dentre as inúmeras iniciativas que se podem considerar, duas parecem ser mais relevantes: Centros de assistência às famílias e Pastoral judicial.

Pistas para o discernimento. Aqui aparecem sete critérios para o discernimento das situações chamadas irregulares.

A hora da misericórdia. Somos chamados,  com  o   Papa   Francisco, a   interpretar  toda a vida cristã e a própria realidade da família, com suas luzes  e sombras, na hermenêutica da misericórdia.

Concluindo o texto, nós Bispos do Brasil afirmamos: “Somos chamados a ler e acolher AL como ela é, com todos os  seus desafios e interpelações...  A resposta que o Santo Padre espera de nós não é outra senão a coragem de começarmos a nos empenhar em tirar AL do papel, a encarná-la  em nossa ação pastoral”.

Dom Moacir Silva
Arcebispo Metropolitano

Igreja-Hoje - Julho/2017


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