Importância da Catedral

A coletiva de imprensa do dia 25 de junho às 15:30h na Catedral, teve como objetivo demonstrar, informar e engajar a comunidade sobre a importância do patrimônio religioso da Igreja Católica. Criado ao longo de séculos com a finalidade de realizar a missão eclesial, o patrimônio sacro apresenta um reconhecido valor artístico, histórico e documental. Estas várias vertentes são testemunho de uma cultura, de uma forma de entender a vida, o mundo e o homem. Os bens culturais da Igreja são expressão de uma civilização.

A Igreja cuida do patrimônio que construiu, conserva-o, enriquece-o continuamente para que o povo crente possa encontrar nele ambiente de elevação para o mistério invisível de Deus e de reunião fraterna da comunidade. Os edifícios de culto são o cartaz de identidade de uma população. Por isso se nota uma participação interessada dos habitantes, mesmo pouco praticantes, na conservação e no restauro do património da sua terra. Graças a esta colaboração generosa temos os nossos edifícios de culto bem conservados.

O patrimônio construído é, também, um espaço aberto a todos, um sinal que tem em vista dar a conhecer o seu significado e comunicar uma mensagem. Por isso oferece, de boa vontade, a todos os interessados, à sociedade em geral, a fruição da beleza da arte, da história, dos símbolos, da proposta de vida do cristianismo. Para desempenhar com qualidade este serviço, precisa de protocolos de colaboração com o Estado. Assim toda a população pode ser enriquecida com a riqueza cultural do património religioso, e a Igreja cumpre a sua missão de evangelizar favorecendo o diálogo da fé com a cultura.

A nossa catedral nos seus 101 anos, tem um passado rico. Para nós crentes é um monumento vivo e atual onde se celebram os momentos solenes da vida eclesial. Mas é também uma representação significativa da fé cristã. A descoberta do significado da Catedral é indispensável na formação do cristão adulto. Na verdade, na Catedral se concretizam as dimensões da verdadeira Igreja. A própria palavra “cátedra” significa que o ensino dos apóstolos e dos seus sucessores é o alicerce da Igreja apostólica. No credo confessamos que a Igreja é, igualmente, una. Ora, a unidade da Igreja formada por pessoas, paróquias e movimentos diversos e dispersos num território diocesano, é garantida e fomentada pela cátedra apostólica do bispo diocesano.

A Igreja é, também, católica. A catolicidade tem a ver com a abertura e a comunhão das comunidades paroquiais ao organismo diocesano de que são células. Sem comunhão com o bispo e a sua cátedra, as paróquias seriam capelinhas fechadas em si mesmas, sem eclesialidade. A Igreja é, na mesma linha, santa, a santidade assenta na pregação do evangelho, no seguimento de Jesus, na celebração dos sacramentos, na união ao ministério apostólico. Estas dimensões estão igualmente associadas ao bispo e à Catedral.

Portanto, o Pe. Gilberto Kasper, assessor da Pastoral da Comunicação; a Professora Nainôra Maria Barbosa de Freitas, historiadora; o Engenheiro Danilo Pereira, engenheiro estrutural; o Pe. Francisco Jaber, Pároco da Catedral; conseguiram com muita clareza resgatar a importância da Catedral numa diocese e a necessidade do engajamento de todos os setores da sociedade na sua preservação.


Pe. Francisco Jaber
Pároco da Catedral Metropolitana de São Sebastião

 

Desenho de Vitor Maciel