Formação: Sacerdote, servidor do Evangelho

Sacerdote, servidor do Evangelho

Por: Flávia Muniz / Symone Matias


“Uma oportunidade de comunhão e de fraternidade, para que, juntos, pudéssemos refletir sobre a nossa caminhada como padres da Arquidiocese do Rio de Janeiro”, definiu o bispo auxiliar Dom Luiz Henrique da Silva Brito sobre o Encontro de Formação do Clero, realizado no dia 11 de julho, no Seminário Arquidiocesano de São José. Com o tema: “O sacerdote, servidor do Evangelho, no magistério do Papa Francisco”, o encontro, que teve como conferencista Dom Ilson Montanari, reuniu os sacerdotes de toda a Arquidiocese do Rio, em torno do Cardeal Orani João Tempesta e dos seus bispos auxiliares. Na oportunidade, oito padres receberam títulos de monsenhores.

Brasileiro, paulista de Sertãozinho, Dom Ilson Montanari desempenha, em Roma, a pedido do Papa Francisco, a importante função de colaborar com o prefeito da Congregação para os Bispos, em duas atribuições: é secretário da congregação e, por extensão, do Colégio Cardinalício.

Segundo Dom Luiz Henrique, que coordenou o encontro, “a presença de Dom Ilson foi muito importante, porque nos passou uma mensagem fundamental sobre o nosso trabalho como sacerdotes: a nossa missão e os desafios; e, ao mesmo tempo, a grande esperança e alegria de servir ao Reino de Deus, nos dias atuais. Basicamente, ele nos falou sobre o ministro-presbítero, servidor do Evangelho, no magistério do Papa Francisco, e a sua experiência nos ajudou muito a refletir sobre a nossa caminhada”, disse Dom Luiz Henrique.

Formação integral

“Dom Ilson conhece muito bem as ações do Santo Padre, porque trabalha muito perto. E, mostrar isso, à luz da Escritura, seguindo o texto de Mateus 10, foi, ao mesmo tempo, uma formação intelectual, espiritual e pastoral, como é, hoje, a consciência da Igreja, isto é, de que a formação deve ser integral”, afirmou o bispo auxiliar Dom Joel Portella Amado.

Padre Bruno Citelli, pároco da Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Pompeia, em Ricardo de Albuquerque, destacou que o conferencista refletiu “no que o Papa Francisco tem insistido sobre a essência, a centralidade do Concílio Vaticano II, que é reviver, como Igreja, o encontro com as origens. Tendo em vista a sociedade em que estamos inseridos, na qual existe uma pluralidade de ideologias, nós, enquanto Igreja alicerçada no Cristo, portanto, na verdade, devemos anunciar aquilo que o próprio Concílio Vaticano II anunciou”, comentou.

Já o padre Thiago Lemos, pároco da Paróquia Cristo Ressuscitado, em Padre Miguel, ressaltou a alegria do convívio entre irmãos presbíteros: “Em primeiro lugar, foi um dia de convivência, de comunhão. É sempre um momento privilegiado o clero estar reunido; podermos nos encontrar fortalece o nosso ministério, por vezes tão solitário, por estarmos distantes dos nossos irmãos, daqueles com os quais nos formamos, daqueles que foram nossos mestres, nossos formadores, nossos professores. Então, sempre é um momento de muita riqueza estarmos juntos”, afirmou padre Thiago.

Avaliação

Dom Luiz Henrique avaliou como bastante positivo o encontro de formação e convivência para o clero arquidiocesano: “pelo ambiente - o Seminário de São José, coração de nossa arquidiocese - onde são formados os futuros padres e, também, pela presença expressiva dos sacerdotes. Concluímos, então, esse evento felizes, por mais uma oportunidade de comunhão e fraternidade, durante a qual tivemos esse tempo necessário à formação e à reflexão, sobre a nossa caminhada como padres da Arquidiocese do Rio de Janeiro”, pontuou.

Moderador da Cúria arquidiocesana, Dom Luiz Henrique ressaltou ainda que, no clero do Rio de Janeiro, há padres muito dedicados, que trabalham e se empenham bastante. Segundo ele, para os bispos que colaboram com Dom Orani, as perspectivas que se abrem, em face do encontro, “são muito positivas, tendo em vista a dedicação e todo o trabalho de nosso clero, inclusive como sinal de reconhecimento da Igreja pelo longo tempo de caminhada de alguns sacerdotes, o Santo Padre nomeou seis dos nossos padres como seus capelães, ou seja, receberam o título de monsenhores; isso em atenção a todo o trabalho, dedicação e fidelidade deles, em nossa arquidiocese. Por tudo isso, só podemos agradecer a Deus; louvar o Senhor pelo trabalho de Dom Ilson e agradecer-lhe por sua disponibilidade; e agradecermos, também, ao nosso cardeal arcebispo, por favorecer esses momentos importantes de formação para os presbíteros da nossa arquidiocese”, concluiu Dom Luiz Henrique.


Fonte: http://arqrio.org/noticias/detalhes/6841/sacerdote-servidor-do-evangelho