Padre Marcelo Machado toma posse em Jardinópolis

O arcebispo Dom Moacir Silva presidiu, em 11 de agosto, às 19h, a missa com o rito de posse canônica do novo pároco da paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Jardinópolis: Padre Marcelo Luiz Machado. Padre Marcelo assume a paróquia em substituição ao padre Luiz Roberto Marquezi Ferro, pároco no período de 02 de março de 2016 até 10 de agosto deste ano, e que deixou a paróquia para se dedicar aos estudos da pós-graduação. A paróquia ainda acolheu o Diácono Flávio Aparecido Livotto, nomeado para o exercício do ministério diaconal como cooperador do novo pároco.

Vida - Padre Marcelo, 34 anos, é natural de Pontal. Cursou a Filosofia e a Teologia no Centro de Estudos da Arquidiocese de Ribeirão Preto (CEARP), em Brodowski. Fez a Pós-Graduação Latu Sensu em Pedagogia Catequética pela PUC-GO e o Mestrado no CEBITEPAL, em Bogotá, na Colômbia. De 2010 a 2011 foi vigário paroquial da paróquia Jesus Misericordioso e Santa Edwiges, em Ribeirão Preto; de 2012 até 10 de agosto de 2018 foi pároco da paróquia São Pedro Apóstolo, em Jurucê. Na Arquidiocese é o referencial da segunda urgência pastoral: Igreja: casa da iniciação à vida cristã; assessor arquidiocesano da Comissão Animação Bíblico-Catequética; e ainda, é o coordenador da Comissão Animação Bíblico-Catequética do Regional Sul 1 da CNBB. Também leciona no CEARP e no Curso de Teologia para Leigos da Arquidiocese.  Em entrevista, o padre Marcelo, apresenta suas expectativas no início de sua nova missão e avalia o período de paroquiato na paróquia São Pedro Apóstolo, em Jurucê.

Igreja-Hoje - Qual a expectativa ao assumir essa nova missão na paróquia Nossa Senhora Aparecida em Jardinópolis?

Padre Marcelo - Quero estar junto do povo de Deus e poder acompanhar melhor as pastorais, serviços e movimentos da comunidade. Minha história vocacional começou em Jardinópolis no Seminário Propedêutico Bom Pastor, em 2002, por isso minha gratidão em rever amigos que me ajudaram muito a discernir minha vocação naquela época, pois era um menino.

O mínimo que posso fazer como agradecimento é ser um pastor “com cheiro de ovelhas”, como lembrou papa Francisco. Já é uma realidade conhecida por estar muito próximo da comunidade que convivi nos últimos 6 anos. Sei que enfrentarei muitos desafios por ser uma comunidade grande, mas ao mesmo tempo estou confiante na Providência Divina que não nos deixará faltar nada.
 
IH - Quais serão as prioridades a serem assumidas na paróquia?

Padre Marcelo - Estar em uma paróquia centenária tem seus privilégios e ao mesmo tempo muitos desafios. A Matriz da cidade de Jardinópolis completa 120 anos em 2018. Sou o 16º Vigário na história desta Igreja. E como amante da história da nossa Arquidiocese, vejo que uma das prioridades a ser assumida na paróquia é não deixar morrer a história no coração dos fiéis. Quantos já deram suas vidas para manter acesa a chama da fé na “terra da manga” desde os tempos áureos das ferrovias e da crescente urbanização na região de Ribeirão Preto. Desta paróquia, já nasceram mais 3 paróquias (Nossa Senhora de Fátima, São Sebastião, São Pedro Apóstolo) e um Santuário Arquidiocesano (Senhor Bom Jesus da Lapa).

Outra prioridade não menos importante é suscitar o espírito de “comunidade de comunidades”. Mesmo sendo uma Igreja do centro da cidade, abraça inúmeras capelas com comunidades (Nossa Senhora Aparecida, São José, Santa Luzia, Sagrado Coração de Jesus, Espírito Santo) e ainda precisa fortalecer outras comunidades nos bairros novos em direção à cidade de Brodowski (São Francisco de Assis e Santo Antônio de Pádua). É um trabalho de extrema importância na evangelização hoje.
 
IH - Que avaliação faz do trabalho na paróquia São Pedro, em Jurucê (2012-2018)?

Padre Marcelo - Jurucê sempre ficará no meu coração. Foi a primeira paróquia que assumi e lá fiz o que esteve ao meu alcance nestes 6 anos. Não é fácil manter erguida uma comunidade com tantos desafios financeiros e pastorais. Mas os fiéis em nenhum momento me deixaram só. Celebramos, festejamos, construímos, reformamos, confraternizamos da melhor maneira possível.

Como ainda é uma paróquia jovem, as outras gerações poderão suscitar ainda mais operários para a messe e manter viva uma tradição cristã que é tão antiga como nossa arquidiocese. Sempre rezarei por esta comunidade que me acolheu tão bem!


Fotos: Claudio ArtFoto