Via Sacra dos Invisíveis marca o Grito dos Excluídos na Arquidiocese

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Com o tema: “A Doutrina Social da Igreja e a violência invisível”, em sintonia com a Campanha da Fraternidade 2018, a Arquidiocese de Ribeirão Preto realizou pela segunda vez, em Ribeirão Preto, o Grito dos Excluídos, no dia 7 de setembro. O evento integrou e concluiu as atividades da Semana Social Arquidiocesana, realizada entre os dias 4 a 6 de setembro, no Salão Dom Alberto, em Ribeirão Preto. Em âmbito nacional, o Grito dos Excluídos, se encontra na vigésima quarta edição e neste ano propôs para reflexão o tema: “Desigualdade gera violência: Basta de privilégios!” Fruto das semanas sociais brasileiras, o evento é um espaço aberto onde pastorais, movimentos, sindicatos e organizações mais diversas se unem num grito comum pela vida em primeiro lugar, tradicionalmente realizada na semana da pátria, no dia 7 de setembro.

A caminhada do Grito dos Excluídos reuniu ao menos 200 pessoas, entre leigos e leigas, seminaristas, padres, religiosos e religiosas, integrantes da Comunidade Missionária Divina Misericórdia, de Batatais; e representantes da Comissão Ação Sócio-Transformadora (Pastorais Sociais), que se concentraram na Comunidade Nossa Senhora Aparecida, na Vila Elisa, e seguiram em caminhada até a Quase Paróquia São Mateus Apóstolo, no Quintino Facci I, em Ribeirão Preto.

Via Sacra dos Invisíveis

O trajeto da caminhada foi marcado por paradas meditativas da “Via Sacra dos Invisíveis” que refletiu em cada estação uma situação gritante de violência: 1ª estação: A violência contra os idosos; 2ª estação: A violência contra os doentes mentais; 3ª estação: A violência contra os jovens; 4ª estação: A violência contra as crianças; 5ª estação: A violência contra as mulheres; 6ª estação: A violência contra os deficientes físicos; 7ª estação: A violência contra os não nascidos; 8ª estação: A violência silenciosa nos presídios; 9ª estação: A violência contra a natureza; 10ª estação: A violência contra os mais necessitados; 11ª estação: A violência contra a dignidade da pessoa humana; 12ª estação: A violência no trânsito; 13ª estação: A violência causada pelas drogas; 14ª estação: A violência contra a família; e 15ª estação: A implantação do Reino de Deus contra toda forma de violência.

Missa

Ao chegar na quase paróquia São Mateus, os participantes, antes da missa, assistiram a uma apresentação de dança feita por um grupo de jovens da Pastoral da Juventude que dramatizaram a canção “Eu só pelo a Deus”, interpretada por Mercedes Sosa e que revela a necessidade de não ficarmos indiferentes as diversas situações de desigualdade social e de violência. Na sequência o arcebispo Dom Moacir Silva presidiu a Eucaristia no encerramento da edição arquidiocesana do Grito dos Excluídos. Terminada a missa aconteceu o almoço solidário e fraterno entre os participantes e os moradores de rua do entorno paroquial preparado pela comunidade paroquial.