Os santos movem o mundo

A Igreja celebra no mês de novembro três importantes solenidades: no dia 1º de novembro, quinta-feira, a Solenidade de Todos os Santos, por cair num dia de semana a Igreja no Brasil permite a transferência da celebração litúrgica para o domingo seguinte, dia 4. No dia 2, celebramos a Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos (Finados). E, no dia 25, a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, no encerramento do Ano Litúrgico e também coroamento da conclusão do Ano Nacional do Laicato.

A religiosa paulina, Ir. Zuleica Aparecida Silvano, na revista Vida Pastoral (Paulus - Novembro-Dezembro 2018) diz: “Neste ano dedicado ao laicato, é muito significativo celebrar a solenidade de Todos os Santos e Santas, pois o caminho de santidade tem sua raiz principal na graça batismal, no ser introduzido no mistério pascal de Cristo e receber seu Espírito”.

O documento 105 da CNBB, “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade – Sal da Terra e Luz do Mundo”, no número 116, salienta a vocação universal à santidade: “Os cristãos leigos, homens e mulheres, são chamados, antes de tudo, à santidade. São Interpelados a viver a santidade no mundo. (...) A santidade de vida torna a Igreja atraente e convincente, pois os santos movem e abalam o mundo”. Os cristãos leigos e leigas, portadores da graça batismal, são convocados a serem sujeitos eclesiais na perspectiva de santificarem as atividades terrenas: vida familiar, profissional e social.

Em 14 de outubro, o Papa Francisco, presidiu na Praça São Pedro, a celebração Eucarística onde foram canonizados sete novos santos para a Igreja, entre eles: o Papa Paulo VI e o arcebispo salvadorenho Dom Oscar Romero. O apelo a santidade é um dos brados de Francisco, que em março deste ano lançou a Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate - Sobre a chamada à Santidade no mundo atual – chamando a atenção para o objetivo da exortação no número 2: “O meu objetivo é humilde: fazer ressoar mais uma vez a chamada à santidade, procurando encarná-la no contexto atual, com os seus riscos, desafios e oportunidades, porque o Senhor escolheu cada um de nós «para ser santo e irrepreensível na sua presença, no amor» (cf. Ef 1, 4)”.

Viver a santidade nos dias atuais é assumir o compromisso do batismo e assim mover o mundo na vivência do testemunho e do discipulado de Jesus Cristo.


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Arquidiocese de Ribeirão Preto