A fé e a esperança em uma Igreja em saída me dão coragem

Na alegria de estar adentrando na oitava de Natal, aquecido ainda pelo calor que nasce do Menino Deus, deitado na manjedoura, eu parto em missão, volto ao Amazonas depois de 4 anos e meio. Primeira vez que tive a oportunidade, de ter contato com esse projeto, foi no ano de 2013, quando dava meus primeiros passos na formação, no seminário Bom Pastor (Propedêutico).

Com certeza essa segunda experiência, será completamente diferente da primeira, diante do crescimento e da experiência adquirida nesses anos de caminhada formativa.

Ainda trago na lembrança tudo aquilo que vivi na décima primeira experiência missionária, que tive a alegria de participar no Pará, no mês de janeiro (2018), experiência essa que me impulsiona agora para ir ao Amazonas.

Vou de coração aberto, na esperança de sentir o cheiro das ovelhas, de me alegrar, chorar, trabalhar, rezar com esse povo amado de Deus, assistido pela nossa Arquidiocese. Sei que mais irei aprender que ensinar, sei que a cada contato, a cada comunidade visitada, irei viver o encontro com próprio Cristo no irmão, e desde já rendo louvores ao nosso Bom Deus, aqui sentado na poltrona, do aeroporto Internacional de Guarulhos.

Quero nesses dias ouvir histórias de vida, contar a minha história, partilhar daquilo que a igreja me capacita. Quero como os Reis magos, sair da minha terra e ir ao encontro do Menimo Deus, levo nessa jornada, também um tesouro, que são muitas orações, de pessoas que vão no meu coração, orações essas que me dão força para me entregar verdadeiramente nessa experiência missionária.

A fé e a esperança em uma Igreja em saída me dão coragem, e me abrem o ser, para que eu possa escutar mais, acolher o diferente, valorizar as coisas simples e a estar em constante atitude de gratidão a Deus. Que cada rosto, em cada olhar, lágrimas ou sorrisos, possam ser graças de Deus em minha vocação, para continuar com esse espírito missionário.


Rodrigo Barcelos
Seminarista - Terceiro ano de Teologia