Primeira reunião da Comissão Representativa dos Bispos do Regional

Sínodo 2019 e Análise de Conjuntura são destaque na primeira reunião da Comissão Representativa em 2019. Durante a reunião, os bispos e demais participantes discutiram temas pertinentes à vida da Igreja no Brasil, sobretudo no Regional.

No dia 14 de fevereiro de 2019, aconteceu, na sede do Regional Sul 1 da CNBB, na Capital, a reunião da Comissão Episcopal Representativa (CONSER). O encontro contou com a participação do presidente do Regional, Dom Pedro Luiz Stringhini, bispo de Mogi das Cruzes-SP, do vice-presidente, dom Edmilson Amador Caetano, bispo de Guarulhos, Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, Dom Moacir Silva (Ribeirão Preto), Dom José Luiz Bertanha, bispo emérito de Registro-SP, Dom João Inácio Müller (Lorena), Dom Paulo Roberto Beloto (Franca), Dom Milton Kenan (Barretos), Dom Arnaldo Carvalheiro Neto (Itapeva), Dom Sérgio Colombo (Bragança Paulista), Pe. João Carlos Deschamps secretário executivo do Regional, Diácono Marcos Domingues, secretário administrativo. Também participam, os presbíteros subsecretários e os representantes dos Organismos ligados ao Regional.

Foram aprofundados temas como a análise de conjuntura eclesial e social do País, a Campanha da Fraternidade 2018, Sínodo dos Bispos para a Amazônia, Projetos Missionários na Amazônia e na África (Diocese de Pemba, Moçambique) e visita de membros do Regional Sul 1 aos projetos no Amazonas.

Dom Pedro Luiz Stringhini fez uma breve análise do momento atual, lembrando que as reformas que estão em curso no País não deveriam acontecer em modo a prejudicar os mais pobres. Lembrou que o Sínodo dos Bispos para a Amazônia, convocado pelo Papa Francisco, e que será realizado em outubro de 2019, “é um evento da Igreja para a Igreja em benefício do povo de Deus e do povo da Amazônia”, segundo as palavras de Dom Leonardo Ulrich Steiner, secretário-geral da CNBB. Trata-se de um sínodo Pan-amazônico, visto que o território da Amazônia abrange outros países latino-americanos além do Brasil.

“O Sínodo visa, em primeiro lugar, tratar da Evangelização na Amazônia, considerando questões que preocupam a Igreja no Brasil, como a falta de padres, as distâncias, a falta de recursos, a perda de católicos, etc” … Acrescentou que “não é possível falar de Evangelização na Amazônia sem considerar a questão indígena, incluindo a defesa de suas terras e suas culturas, e o problema do desmatamento da Floresta Amazônica com as consequentes ameaças ao meio ambiente”.

Dom Pedro também lembrou ainda que a Cáritas Brasileira Regional São Paulo acolheu, na região Belém, zona leste da Capital, cerca de cem refugiados venezuelanos.

Partilha das sub-regiões e Organismos

Um momento marcante na Reunião foi o agradecimento pelo trabalho da coordenadora estadual da Pastoral da Pessoa Idosa (PPI), Thereza Aparecida de Oliveira Maciel, que esteve à frente desse organismo durante sete anos. Teresa agradeceu aos bispos e aos demais presentes pelo apoio que recebeu no tempo em que esteve à frente dessa pastoral.

“Estou terminando o meu mandato de sete anos e sinto deixar a coordenação dos trabalhos da Pastoral da Pessoa Idosa.  Não foi fácil e nunca será, mas sinto realizada quando percebo que nas formações, as pessoas ficam sensibilizadas com o sofrimento dos idosos. Tenho certeza que meu sucessor vai realizar um bom trabalho, porque a gente precisa de alguém que fale e que tenha voz pela pessoa idosa”, conclui. Informou ainda que a PPI realizará, em março próximo, a assembleia eletiva, que indicará três nomes para coordenar a Pastoral pelos próximos quatro anos.

O subsecretário da sub-região pastoral Botucatu, Pe. Carlos Roberto dos Santos, destacou a chegada de Dom Rubens Sevilha, para a Diocese de Bauru, e a nomeação de Mons. Carlos José, de Botucatu, para a Diocese de Apucarana, Paraná. Comunicou a separação do Seminário provincial em várias casas de formação, mas mantendo a formação acadêmica dos seminaristas na Faculdade João Paulo II – FAJOPA, em Marilia. Apresentou a avaliação de 2018 e a programação de 2019.

No que diz respeito à conjuntura político-social, o subsecretário manifestou preocupação. “Vivemos tempos em que é necessário retomar a profecia, mas muitos ainda não perceberam. É preciso conhecer bem a realidade e para isso conta-se com o auxílio da Análise de Conjuntura feita pela CNBB, tanto na Assembleia Geral dos Bispos como aquela publicada mensalmente pela entidade”.

Fonte: Site do Regional Sul 1 da CNBB