Seminarista partilha experiência missionária na diocese de Santarém

A missão de Jesus Cristo realizou-se no amor! É com imenso carinho, que agradeço ao arcebispo Dom Moacir Silva, ao Padre Antônio Élcio de Souza (Pitico) e a todos os formadores do Seminário Maria Imaculada, a paróquia São Paulo Apóstolo (Sertãozinho) e Espírito Santo (Ribeirão Preto), aos  seminaristas, familiares e amigos que contribuíram com as orações e de diversas maneiras para a minha participação na 12ª Experiência Missionária,  na Diocese de Santarém (PA), no período de 03 a 27 de janeiro de 2019, promovida pelo Seminário São Pio X e com o lema:  “Vamos para o outro lado do mar” (Mc 4,35).

“Movidos por sua fé, têm trabalhado  incansavelmente na defesa da dignidade da pessoa humana, especialmente dos pobres e marginalizados” (DAp. n.105) fomos para o interior da diocese, na Área Pastoral de Santa Maria (município de Prainha). As atividades missionárias ocorreram nas minis-áreas pastorais localizadas às margens dos rios: Cuçari, Uruará e Purús, esses (rios) que vão de encontro ao Rio Amazonas. A equipe missionária foi composta por 32 missionários representando as dioceses de Dois Corações, Erexin (RS), Jaboticabal (SP), Santarém (PA), Sorocaba (SP), Vitória da Conquista (BA) e Arquidiocese de Ribeirão Preto, coordenados e guiados pelo Padre Rubinei (reitor do seminário S. Pio X) e pela Irmã Joilma (Irmãs de São José de Chambéry).

A ação missionária possibilitou a visitação a 44 comunidades na área pastoral. Lá encontramos a ternura da Mãe presente em cada família, partilhando do pouco (e tudo) que tinham para o banquete do amor e da fraternidade, fazendo memória de Nosso Senhor Jesus Cristo na partilha do “pão e da Palavra de Deus”. Essa comunhão se fez presente em mais de 5 mil famílias alcançadas pelas visitas sem distinção entre católicos e não católicos, tornando-se assim uma profunda missão de fé e esperança, refletindo a realidade local com toda sua beleza natural, mas que sofre com a falta de saneamento básico, saúde precária, degradação da natureza, dificuldades de logística (comercial) e transporte sendo muitas vezes realizado por barcos. O rio é a principal via de locomoção tornando-se companheiro e renda para os trabalhadores que garantem seu sustendo com a pesca.

“Com a alegria da fé, somos missionários para proclamar o Evangelho de Jesus Cristo e, nEle, a boa nova da dignidade humana, da vida, da família, do trabalho, da ciência e da solidariedade com a criação” (DAp. n.103). Assim grandes desafios foram superados: as longas viagens até as comunidades ribeirinhas e da floresta, o clima quente e a alimentação diferenciada:  o peixe, o açaí, a farinha de mandioca e a castanha a base diária das refeições. Nenhum dos desafios foram impedimentos para o bom êxito da experiência missionária.

Foi gratificante encontrar o próprio Deus na palavra dos idosos, no sorriso das crianças e no abraço de cada uma das famílias que nos acolheram: repartindo o peixe, a rede e principalmente a sala para a oração e o banquete do Céu, no qual estava presente “Maria, Mãe de Jesus, com os discípulos” (Jo 2,1-5) que com o olhar materno não deixou faltar o vinho do amor e nos deu “coragem para alcançarmos todas as periferias que precisam da luz do Evangelho” (Evangelli Gaudium n. 20).   
 

Carlos Alexandre Barbosa
Seminarista do 2º ano de Filosofia