Instalação da Basílica Menor de Santo Antônio de Pádua

Na Solenidade de Santo Antônio de Pádua, quinta-feira, 13 de junho de 2019, às 19h30, o arcebispo Dom Moacir Silva preside a missa com rito de instalação canônica da Basílica Menor de Santo Antônio de Pádua, nos Campos Elíseos, em Ribeirão Preto. A aprovação da elevação à categoria de Basílica Menor foi comunicada pela Congregação do Culto Divino e Sacramentos, em 4 de março deste ano, e insere-se no contexto celebrativo do 1° Centenário da chegada dos monges olivetanos a Ribeirão Preto, coroando todos esses anos de dedicação dos monges à emancipação integral da pessoa humana e de seu enobrecimento espiritual, expresso num gesto público de privilégio, bênção e reconhecimento não somente aos monges olivetanos, mas, sobretudo, estendendo-o também a toda Arquidiocese de Ribeirão Preto, pois, dado evidente, a história dos beneditinos olivetanos nesta arquidiocese confunde-se com a história da mesma.

O monge olivetano Dom Bernardo Maria Bergamin, OSBOliv, expressou ao arcebispo e a comunidade o agradecimento pela reconhecimento e elevação da paróquia à categoria de basílica. “Este título chega a nossa comunidade num período muito significativo. É o ano em que nós, os Monges Beneditinos Olivetanos, completamos cem anos de fundação na Terra de Santa Cruz, e cem anos de presença nesta Arquidiocese. Lá no passado, em 1919, Dom Alberto José Gonçalves acolheu esta comunidade e hoje, cem anos depois, pelos mistérios de Deus, o senhor (Dom Moacir) presenteia esta Arquidiocese e esta comunidade com este grande dom vindo do Papa Francisco, este título de Basílica Menor”, expressou Dom Bernardo.

Domus Ecclesiae – O Decreto Domus Ecclesiae da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, publicado em 09 de novembro de 1989, rege e estabelece normas para a concessão do título de Basílica Menor. Na introdução do decreto lemos: “Entre as Igrejas de uma diocese, em primeiro lugar e com maior dignidade, está a Catedral, na qual é colocada a Cátedra, sinal do magistério e do poder do Bispo, Pastor da sua Diocese, e sinal de comunhão com a Cátedra romana de Pedro. Seguem-se depois as igrejas paroquiais, que são sede das várias comunidades da Diocese. Existe, além disto, os santuários, aos quais acorrem em peregrinações os fiéis da Diocese e de outras Igrejas locais. Entre essas igrejas e outras que são chamadas por outros nomes, existem algumas dotadas de uma especial importância para a vida litúrgica e pastoral, que podem receber do Sumo Pontifíce o título de ‘Basílica Menor’, mediante o qual vem expresso um particular vínculo com a Igreja de Roma e como Sumo Pontifíce”.

Outros tópicos do decreto apontam como condições para obter o título as seguintes exigências: a) ser um centro de atividade litúrgica e pastoral (celebrações da Eucaristia, Penitência e outros sacramentos); b) a Igreja deve ser convenientemente grande e com presbitério suficientemente amplo; c) a Igreja goza de certa fama em toda a Diocese, importância histórica e beleza artística; d) é necessário um número adequado de sacerdotes, de confessores, ministros e um coral.

As exigências documentais para a concessão do título exigem: a) pedido do ordinário local, no caso da Arquidiocese, do Arcebispo; b) o nihil obstat (“nada consta) ou um juízo favorável da Conferência Episcopal (CNBB); c) livros e relatos referentes à origem, história e atividade religiosa; d) álbum de fotos que ilustrem o aspecto externo e interno da Igreja.

As obrigações e deveres da Basílica, segundo o decreto, abrangem: a formação litúrgica dos fiéis; a instituição de grupos de animação litúrgica; cursos especiais de formação; série de encontros e iniciativas análogas. “Entre as atividades da Basílica, se dê muita importância ao estudo e à divulgação dos documentos do Sumo Pontífice e da Santa Sé, sobretudo àqueles referentes a Sagrada Liturgia”. Ainda se pede grande atenção as celebrações do Ano Litúrgico, a realização no tempo da Quaresma das estações romanas, a promoção à participação ativa dos fiéis na Eucaristia e na celebração da Liturgia das Horas, e o cultivo das formas aprovadas de piedade popular.

Com o propósito de tornar mais evidente o vínculo de comunhão da Basílica Menor e a Cátedra Romana de Pedro, devem ser celebradas anualmente: a) Festa da Cátedra de São Pedro (22 de fevereiro); Solenidade dos santos Apóstolos Pedro e Paulo (29 de junho) e o aniversário da eleição ou início do supremo ministério pastoral do Sumo Pontífice.

Os fiéis em visitação à Basílica Menor podem obter a indulgência plenária. No número 17 do decreto lemos: "Os fiéis que visitam devotamente a Basílica e que nesta participam de qualquer rito Sacro ou pelo menos recitam o Pai Nosso e o Credo, segundo as habituais condições – Confissão Sacramental, Comunhão Eucarística e oração pelas intenções do Sumo Pontífice – podem obter Indulgência Plenária:  No dia do aniversário da dedicação da Basílica; No dia da celebração litúrgica do patrono, Na solenidade dos Santos Pedro e Paulo apóstolos (29 de junho); No dia do aniversário da concessão do título de Basílica; Uma vez ao ano no dia estabelecido pelo Ordinário local; Uma vez ao ano no dia livremente escolhido por cada fiel”.


Basílica Santo Antônio de Pádua
Congregação Beneditina de Santa Maria de Monte Oliveto
Rua Paraíba, 7473 - Campos Elíseos - Ribeirão Preto/SP
(16) 3625-0507

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