Arquidiocese abriu oficialmente o Ano Nacional do Laicato

A Arquidiocese de Ribeirão Preto fez a Abertura Arquidiocesana do Ano Nacional do Laicato (26 de novembro 2017 à 25 de novembro de 2018), na sexta-feira, 24 de novembro de 2017, às 20 horas, na Catedral Metropolitana de São Sebastião. A Catedral ficou lotada com a presença de padres, diáconos, seminaristas, religiosos e religiosas, e leigos e leigas das paróquias representados pelos: Conselho de Pastoral da Forania, Conselho de Pastoral Paroquial (CPP), Pastorais, Movimentos e Serviços. A celebração marcou também o encerramento das atividades do ano de 2017, do Conselho Arquidiocesano de Pastoral (CAP).

Ambientação e Recordação da Vida

A abertura da celebração foi precedida pela dinâmica da ambientação e recordação da vida que contou com uma simbologia para expressar o sentido da missão dos cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade, inspirados no tema do Ano Nacional do Laicato. O Ano Nacional do Laicato tem como tema: “Cristãos Leigos e Leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino” e o lema: “Sal da Terra e Luz do Mundo”. A dinâmica, explicada pelo animador da celebração, incluiu os seguintes momentos: Luz do Mundo, Procissão de Entrada com a Entronização do Banner do Ano do Laicato e potes de sal, e a Acolhida da Palavra.

Luz do mundo

Os fiéis que chegavam a Catedral para a celebração a encontravam numa situação diferente da esperada para uma celebração: as luzes apagadas e o templo iluminado por integrantes de movimentos eclesiais com velas acesas a iluminar e guiar todos aqueles que vinham para participar da Eucaristia. “Não é estranha a situação que encontramos quando aqui chegamos: luzes apagadas, pessoas com velas acesas nos acolhendo, outras corajosas nos guiando a um lugar. O ambiente em penumbra nos recorda a existência da escuridão que, é óbvio, a temos por falta de luz. Recorda-nos situações e dificuldades do mundo longe de Deus: o homem sofre insegurança no caminhar, indecisão de rumo, medo de cair, e, tantas outras dificuldades e sentimentos que causam sofrimentos.
Mas, ao chegar também encontramos delicadezas de corações que nos ajudaram a avançar, a vencer a escuridão, nos tranquilizaram, nortearam nossos passos, nos ampararam. Encontramos mãos gentis que nos conduziram a um lugar especial para celebrar o amor de Deus por cada um e para rezar pela presença e pela organização dos leigos, principalmente nesta Arquidiocese.

Isto mesmo! Os cristãos leigos e leigas são chamados a ser luz, luzeiros de Cristo no mundo. São chamados a iluminar a vida do seu semelhante e conduzir a todos, homens e mulheres ao encontro com o Senhor. Os cristãos leigos e leigas conscientes de sua vocação e missão saem da própria comodidade, saem das próprias fronteiras e seguranças, têm a coragem de alcançar a todos, alcançar as periferias geográficas e existenciais que precisam da verdadeira Luz: Jesus Cristo”.

Procissão de Entrada

Na procissão de entrada, além dos Ministros da Celebração, alguns leigos e leigas conduziram o banner do Ano do Laicato e levaram potes com sal.  O banner  do  Ano do Laicato, em cores fortes, fala do protagonismo do leigo, do compromisso evangelizador e da responsabilidade na sustentação das atividades pastorais. O sal era um elemento precioso, largamente utilizado para a conservação dos alimentos. Jesus utilizou de elementos da vida para ensinar: “Vós sois o sal da terra”. O sal dá o sabor e conservação aos alimentos, por isso é um agente transformador e de mudança, e é isto que Jesus deseja de nós: sermos discípulos missionários para transformar, através do engajamento e da vivência do Evangelho, a Igreja e a sociedade.

Acolhida da Palavra

Depois da procissão de entrada e dos ritos iniciais, a assembleia acolheu a Palavra de Deus. Um grupo de leigos e leigas adentrou o corredor central em procissão trazendo a Palavra de Deus enquanto outro grupo de leigos trajados e identificados por diversas profissões entregavam aos fiéis um filete de papel com mensagens  bíblicas. “A Palavra de Deus é  alimento  do homem novo e muitas vezes é o alimento que o próximo necessita encontrar traduzido em nossa vida. Por isso, é indispensável o conhecimento profundo e vivencial da Palavra de Deus no cotidiano da vida.

O prestígio da Igreja, o prestígio do Povo de Deus não está em riquezas, mas em fazer ecoar a Palavra de Deus que é vida, libertação, justiça, salvação. E isto se faz no dia a dia e precisa-se fazer com mais e mais entusiasmo e testemunho.

Enquanto os mais diversos profissionais se esmeram em oferecer seus trabalhos e o melhor de si, os cristãos leigos adicionam ainda em todas as suas atividades o anúncio da Boa Nova de modo concreto e a prática das possibilidades cristãs. Como missionários comprometidos, encarnam e conduzem a Palavra de Deus; como luzeiros, espalham a luz do Evangelho na sua lida diária; caminham felizes por levar Jesus Cristo a todos, a cada esquina, a cada canto da terra; alegram-se por conduzir todos ao encontro com o Senhor.Acolhamos a Palavra de Deus. Atualizemos a Palavra do Senhor. ‘Saiamos para oferecer a todos a vida de Jesus’. Façamos com que Ela ressoe em todo tempo e lugar”.

Homilia

Na homilia, o arcebispo dom Moacir Silva, enalteceu a importância da celebração da Solenidade de Cristo Rei, em unidade com a Igreja no Brasil, para a celebração do Ano Nacional do Laicato. “Queridos irmãos e queridas irmãs! Com esta solene concelebração eucarística, por motivo pastoral, antecipamos a Abertura do Ano Nacional do Laicato em nossa Arquidiocese, celebrando a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo.Com o Episcopado brasileiro, do qual sou membro, afirmo que ‘o cristão leigo é verdadeiro sujeito eclesial mediante sua dignidade de batizado, vivendo fielmente sua condição de filho de Deus na fé, aberto ao diálogo, à colaboração e à corresponsabilidade com os pastores. Como sujeito eclesial, assume seus direitos e deveres na Igreja, sem cair no fechamento ou na indiferença, sem submissão servil nem contestação ideológica. Ser sujeito eclesial significa ser maduro na fé, testemunhar amor à Igreja, permanecer no seguimento de Jesus, na escuta obediente à inspiração do Espírito Santo e ter coragem, criatividade e ousadia para dar testemunho de Cristo’” (Doc. 105, n. 119), afirmou o arcebispo.

O arcebispo motivou os leigos e leigas a vivenciarem com intensidade o Ano Nacional do Laicato. “Vamos vivenciar, queridos irmãos e queridas irmãs, intensamente o Ano do Laicato por meio de orações, celebrações e reflexões mas sobretudo incentivando e apoiando uma participação sempre maior dos cristãos leigos e leigas na vida da Igreja e da sociedade para que sejam de fato sal da terra e luz do mundo numa Igreja em saída”, salientou dom Moacir.

Ao concluir a homilia, dom Moacir, destacou o sentido da vocação laical. “Por fim, nesta abertura do Ano do Laicato, retomo a palavra do Episcopado brasileiro: ‘incentivamos os irmãos leigos e leigas a acreditarem na própria vocação como sujeitos de uma missão especifica. A sociedade humana em construção e a Igreja em missão contam com cristãos convictos da própria responsabilidade, dispostos a acolher desafios, alegres em abrir caminhos novos na construção do Reino do Senhor Jesus, reino da verdade e da vida, reino de justiça, do amor e da paz” (Doc. 105, 227). Que o Senhor Jesus,  Rei  do  Universo, nos inspire e nos acompanhe com sua graça na realização e vivência deste Ano Nacional do Laicato. Assim seja. Amém”, concluiu o arcebispo.

Terminada  a  Homilia  o arcebispo presidiu o ‘Rito da Renovação das Promessas Batismais”, momento de reafirmação das promessas de nosso Batismo e compromisso de testemunhar nossa vocação como povo sacerdotal, profético e pastoral.

Sagrada Família

Antes dos ritos finais, ocorreu a acolhida, bênção e entrega das dez imagens da Sagrada Família. As imagens foram trazidas até o presbitério em cortejo por agentes da Pastoral Familiar. Na continuidade, o arcebispo abençoou as imagens e as entregou ao Conselho Pastoral da Forania de cada uma das dez foranias, para que percorra, em missão, as comunidades e paróquias durante o Ano Nacional do Laicato. Um subsídio contendo uma celebração também foi entregue para acompanhar a peregrinação da imagem da Sagrada Família.

Na sequência, depois da Oração do Ano Nacional do Laicato, o arcebispo deu a bênção final, e os fiéis receberam na saída um pacotinho com sal, na intenção de estarem comprometidos como discípulos missionários de Jesus Cristo para serem “Sal da Terra e Luz do Mundo”.