Aos 59 anos, morre padre Luiz Henrique Bugnolo

Aos 59 anos, o padre Luiz Henrique Bugnolo faleceu na tarde de segunda-feira, 20 de novembro de 2017, na residência paroquial, vítima de infarto. Padre Bugnolo havia passado por procedimento cirúrgico para colocação de stent (pequena prótese em formato de tubo que é colocada no interior de uma artéria para evitar uma possível obstrução total dos vasos) no coração no final do mês de outubro, e estava em processo de recuperação. O velório transcorreu primeiro na paróquia São Francisco de Assis, onde exercia o ministério presbiteral desde o ano de 1993. Às 8 horas da terça-feira, 21, o arcebispo dom Moacir Silva presidiu a missa exequial, com a presença de padres, diáconos, seminaristas e grande número de paroquianos. Terminada a missa o caixão com o corpo seguiu para a paróquia Divino Espírito Santo, em Serra Azul, onde ocorreria o velório e o sepultamento previsto para às 16 horas, no Cemitério Municipal de Serra Azul.

No início da celebração, o texto da recordação da vida apresentou a dedicação e empenho do padre Bugnolo no exercício da vida presbiteral. “Ao longo de seu pastoreio com muitas dificuldades, mas graças a sua perseverança e seu dinamismo tivemos muitas conquistas, dentre elas, a construção da Igreja Matriz. No decorrer de sua caminhada em nossa comunidade tornou-se pai, amigo, conselheiro, conquistando no decorrer de sua missão o respeito e admiração de seus paroquianos e familiares. Foi um excelente formador, tanto na paróquia, como no Centro de Estudos da Arquidiocese de Ribeirão Preto, onde exerceu o cargo de docente e de diretor administrativo. Na Cúria e no Tribunal Interdiocesano desempenhou o cargo de juiz. Hoje terminada sua missão recebe no céu a coroa da justiça destinada aos justos e eleitos, e terminada sua missão terrena possa continuar intercedendo por nossa comunidade em comunhão com a Igreja celeste”.

Ao iniciar a homilia, dom Moacir, fez referência a esperança dos cristãos na ressurreição. “A celebração de hoje coloca-nos mais uma vez diante dos olhos a realidade da morte e realiza em nós também o pesar da separação deste nosso irmão que viveu conosco e conosco partilhou o ministério sacerdotal. Mas, a liturgia alimenta sobretudo a nossa esperança a respeito dele e também de nós próprios. Iluminados pela Palavra de Deus que afirma que somos cidadãos do céu e que Jesus foi preparar um lugar para nós na casa do Pai. Iluminados também pela nossa fé na ressurreição nós estamos aqui reunidos para o ato mais importante do nosso dia, a celebração da Eucaristia, a Eucaristia pelo descanso eterno do nosso caríssimo irmão padre Luiz Henrique Bugnolo”, disse o arcebispo.

O arcebispo exaltou a doação e entrega na vida presbiteral testemunhada pelo padre Bugnolo: “que fez do serviço ao Evangelho e à Igreja a medida da própria existência, para ele nesse dia ressoa mais uma vez a consoladora promessa do Senhor: se alguém me servir, meu Pai o honrará. Quem se dedicou de maneira fiel a causa do Evangelho encontrará em Deus recompensa eterna. Na lógica de Cristo o serviço à comunidade dos remidos torna-se assim motivo de glória e vida sem fim. Quem durante a peregrinação terrena despendeu toda energia pelo Reino de Deus será acolhido por Ele. Aquele que vive, que venceu a morte e agora está sentado à direita do Pai (...) Padre Bugnolo durante sua existência sacerdotal anunciou o Evangelho, trabalhou para a edificação da Igreja, distribuiu os dons da graça dos sacramentos; fez o bem. Agora, com coração reconhecido, confiamos este nosso irmão à generosa recompensa do Senhor pelas obras boas e pelos exemplos positivos que nos deixou. Confiamos, além disso, à sua infinita misericórdia, implorando-Lhe para ele a justificação de todo o resíduo de debilidade humana”, salientou Dom Moacir.

Ao término da missa a comunidade paroquial emocionada e comovida se despediu do pároco, que doou a sua vida e ministério pela causa do Reino de Deus. Agora, acolhido na morada eterna, resplandece nos braços de Deus: “Em Cristo brilhou para nós a esperança da feliz ressurreição, e aos que a certeza da morte entristece a promessa da imortalidade consola” (Prefácio dos Mortos I).