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Christus vivit

No dia 02 de abril, o Santo Padre, o Papa Francisco, presenteou a Igreja com a Exortação Apostólica Pós-Sinodal Christus vivit Aos Jovens e a Todo o Povo de Deus.
    
O Papa inicia a presente Exortação Apostólica, dizendo: “CRISTO VIVE: é Ele a nossa esperança e a mais bela juventude deste mundo! Tudo o que toca torna-se jovem, fica novo, enche-se de vida. Por isso as primeiras palavras, que quero dirigir a cada jovem cristão, são estas: Ele vive e quer-te vivo!” (CV, 1).
“Com afeto, escrevo a todos os jovens cristãos esta Exortação Apostólica, ou seja, uma carta que recorda algumas convicções da nossa fé e, ao mesmo tempo, encoraja a crescer na santidade e no compromisso em prol da própria vocação. (...) dirijo-me simultaneamente a todo o Povo de Deus, aos pastores e aos fiéis, porque a reflexão sobre os jovens e para os jovens nos interpela e estimula a todos nós” (CV, 2).

O texto se estrutura em nove capítulos. O primeiro capítulo é uma pergunta: Que diz a Palavra de Deus sobre os Jovens? E o Papa responde apresentando textos do Antigo e Novo Testamento.

No segundo capítulo, o Papa apresenta Jesus Cristo Sempre Jovem. “Jesus é ‘jovem entre os jovens, para ser o exemplo dos jovens e consagrá-los ao Senhor’. Por isso, o Sínodo disse que ‘a juventude é um período original e estimulante da vida, que o próprio Jesus viveu, santificando-a’ (CV, 22). Mais, “O Senhor ‘entregou o seu espírito’ (Mt 27, 50) numa cruz, quando tinha pouco mais de 30 anos de idade (cf. Lc 3, 23). É importante tomar consciência de que Jesus foi um jovem. Deu a sua vida numa fase que hoje se define como a dum jovem adulto. Em plena juventude, começou a sua missão pública e, assim, brilhou ‘uma grande luz’ (Mt 4, 16), sobretudo quando levou até ao extremo o dom da sua vida” (CV, 23). Depois apresenta santos e beatos jovens como modelos de seguimento de Jesus; inicia a lista com o jovem Sebastião, nosso padroeiro.

No capítulo terceiro o Papa lembra aos jovens: Vós sois o agora de Deus. “Depois de observar a Palavra de Deus, não podemos limitar-nos a dizer que os jovens são o futuro do mundo: são o presente, estão a enriquecê-lo com a sua contribuição. Um jovem já não é uma criança, encontra-se num momento da vida em que começa a assumir várias responsabilidades, participando com os adultos no desenvolvimento da família, da sociedade, da Igreja. Mas os tempos mudam, colocando-se a questão: Como são os jovens hoje? Que sucede agora aos jovens?” (CV, 64).

No capítulo quarto o Papa apresenta O grande anúncio para todos os jovens. Ele diz: “A todos os jovens, independentemente das circunstâncias em que se encontrem, quero agora anunciar-lhes o mais importante, as coisas primeiras, aquilo que nunca se deveria silenciar. É um anúncio que inclui três grandes verdades que todos nós precisamos de escutar sempre de novo” (CV, 111). “Eis a primeira verdade que quero dizer a cada um: ‘Deus ama-te’” (CV, 112). “A segunda verdade é que, por amor, Cristo entregou-Se até ao fim para te salvar” (CV, 118). “Mas há uma terceira verdade, que é inseparável da anterior: Ele vive! É preciso recordá-lo com frequência, porque corremos o risco de tomar Jesus Cristo apenas como um bom exemplo do passado, como uma recordação, como Alguém que nos salvou há dois mil anos” (CV, 124).

No quinto capítulo, o Papa chama a atenção para os Percursos de Juventude. “Deus é o autor da juventude e age em cada jovem. A juventude é um tempo abençoado para o jovem e uma bênção para a Igreja e o mundo. É uma alegria, uma canção de esperança e uma beatitude. Apreciar a juventude significa considerar este período da vida como um momento precioso, e não como uma fase de passagem onde os jovens se sentem empurrados para a idade adulta” (CV, 135).

No sexto capítulo, o Papa trata dos Jovens com Raízes. “(...) é impossível uma pessoa crescer, se não possui raízes fortes que a ajudem a estar firme de pé e agarrada à terra. É fácil extraviar-se, quando não temos onde agarrar-nos, onde firmar-nos” (CV, 179).

No capítulo sétimo, o Papa trata da Pastoral dos Jovens. “Quero assinalar que os próprios jovens são agentes da pastoral juvenil, acompanhados e orientados mas livres para encontrar caminhos sempre novos, com criatividade e ousadia” (CV, 203).

No oitavo capítulo, o Papa enfoca A vocação. “A palavra ‘vocação’ pode-se entender em sentido amplo como chamado de Deus. Inclui o chamado à vida, o chamado à amizade com Ele, o chamada à santidade, etc” (CV, 248). “O ponto fundamental é discernir e descobrir que aquilo que Jesus quer de cada jovem é, antes de tudo, a sua amizade. Este é o discernimento fundamental” (CV, 250).

O capítulo nono enfoca, especificamente, O discernimento. “Este discernimento, ‘embora inclua a razão e a prudência, supera-as, porque trata-se de entrever o mistério daquele projeto, único e irrepetível, que Deus tem para cada um (…). Está em jogo o sentido da minha vida diante do Pai que me conhece e ama, aquele sentido verdadeiro para o qual posso orientar a minha existência e que ninguém conhece melhor do que Ele’” (CV, 280).

E o Papa conclui a Exortação, dizendo: “Queridos jovens, ficarei feliz vendo-vos correr mais rápido do que os lentos e medrosos. Correi ‘atraídos por aquele Rosto tão amado, que adoramos na sagrada Eucaristia e reconhecemos na carne do irmão que sofre. O Espírito Santo vos impulsione nesta corrida para frente. A Igreja precisa do vosso ímpeto, das vossas intuições, da vossa fé. Nós temos necessidade disto! E quando chegardes aonde nós ainda não chegamos, tende a paciência de esperar por nós’” (CV, 199).

Desejo que esta pequena apresentação desperte nos nossos padres e diáconos, nos nossos agentes pastorais e, sobretudo, nos nossos jovens, o desejo de ler, estudar, rezar e aplicar a Exortação Apostólica Pós-Sinodal Christus vivit (Cristo vive).


Dom Moacir Silva
Arcebispo Metropolitano

Boletim Informativo Igreja-Hoje - Maio/2019