Mês Missionário Extraordinário

No próximo mês de outubro, viveremos, com toda a Igreja, o Mês Missionário Extraordinário (MME). Por que um Mês Missionário Extraordinário? Conforme a intenção do Papa Francisco, que o convocou, este MME tem o objetivo de despertar, em maior medida, a consciência da missio ad gentes e retomar com novo impulso a transformação missionária da vida e da pastoral (Carta  por ocasião do centenário da promulgação da Carta Apostólica Maximum Illud).

Em abril de 2018, numa carta ao Episcopado no mundo inteiro, o Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Cardeal Fernando Filoni, disse: “O Mês Missionário Extraordinário de outubro de 2019 representa uma oportunidade única para todos nós: a celebração do centésimo aniversário da Carta Apostólica Maximum Illud do Papa Bento XV ajuda-nos a reavivar o ardor e a paixão pela missão de Jesus. Renovar evangelicamente a missão, como pedia o Papa Bento XV, já no longínquo 30 de novembro de 1919, revela-se ainda hoje e grande relevância e atualidade se olharmos para a condição do mundo e da Igreja”.

A finalidade espiritual, pastoral e teológica, continua o Cardeal, deste extraordinário mês missionário consiste em reconhecer, viver e convencer-nos de que a missão é, e deve tornar-se, cada vez mais o paradigma da vida e da obra de toda Igreja e, portanto, de todo cristão. Ao converter os nossos corações e as nossas mentes em discípulos missionários, o Espírito Santo nos impulsiona a sair rumo ao mundo para anunciar Cristo crucificado e ressuscitado.

O tema do MME, escolhido pelo Para Francisco é: “Batizados e enviados: A Igreja de Cristo em missão no mundo”. O tema não fala de Ordenados e enviados, de Consagrados e enviados, mas de Batizados e enviados, mostrando que a raiz de nosso compromisso missionário está no nosso batismo, portanto, todos os batizados são missionários. Na Audiência Geral de 08.01.2014, o Papa Francisco disse: “Nós, com o Batismo, fomos imersos naquela fonte inesgotável de vida que é a morte de Jesus, o maior ato de amor de toda história; e graças a este amor podemos viver uma vida nova, já não à mercê do mal, do pecado e da morte, mas na comunhão com Deus e com os irmãos”. Somos convidados a confirmar a nossa identidade batismal como um encontro pessoal com Jesus Cristo vivo: Ele nos envia para sermos suas testemunhas no mundo.

O principal desafio que temos diante deste evento, o MME, é entender bem do que se trata, fixar-se com determinação em seu objetivo (despertar, em maior medida, a consciência da missio ad gentes e retomar com novo impulso a transformação missionária da vida e da pastoral), sem distrações e sem fugir do foco, procurar ver quais são os apelos e os impulsos para nossa vida e a vida de nossas comunidades em termos de compromisso missionário. Para nossa Arquidiocese o tempo é mais que propício, pois estamos no processo de nossa 15ª Assembleia Arquidiocesana de Pastoral (15ª AAP), em vista das novas Diretrizes para nossa ação evangelizadora 2019-2023. Não seria o momento de investirmos mais em nossas comunidades para que se autocompreendam como missionárias, em estado permanente de missão, indo além de uma pastoral de manutenção e se abrindo a uma autêntica conversão pastoral? (cf. Documento 109 da CNBB, 189). Pensemos seriamente nisso!

Convido você para a abertura arquidiocesana do Mês Missionário Extraordinário, no dia 1º de outubro, às 19h30, na Catedral Metropolitana de São Sebastião; convido também você a participar da Vigília Missionária, no dia 19, na sua comunidade paroquial; no dia 20, celebraremos o Dia Mundial das Missões, às 9h, na Paróquia São Pedro Apóstolo, em Ribeirão Preto. Gostaria muito que o Dia Mundial das Missões deste ano deixasse um marco concreto em nossa Arquidiocese. Reze por isso. Vivamos intensamente o Mês Missionário Extraordinário.
 

Dom Moacir Silva
Arcebispo Metropolitano

Igreja-Hoje - Setembro/2019