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14/04
2015

Semana Santa

Fiéis celebram a Vigília Pascal em RP

A celebração da Vigília Pascal na Catedral Metropolitana de São Sebastião na noite de sábado, 04 de abril, presidida pelo arcebispo dom Moacir Silva e concelebrada pelo padre Francisco Jaber Zanardo Moussa


Fiéis celebram a Vigília Pascal em RP

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A celebração da Vigília Pascal na Catedral Metropolitana de São Sebastião na noite de sábado, 04 de abril, presidida pelo arcebispo dom Moacir Silva e concelebrada pelo padre Francisco Jaber Zanardo Moussa, reuniu centenas de fiéis, na celebração que constitui o ponto alto do Ciclo Pascal e do Ano Litúrgico.

A Vigília Pascal é plenitude: Celebração da Páscoa de Cristo e dos cristãos; morte e ressurreição de Cristo e dos cristãos. Por isso, a celebração dos três sacramentos da iniciação cristã: Batismo, Crisma e Eucaristia. A celebração da Vigília Pascal é o maior tesouro da Liturgia Cristã. festa pascal, é festa pentecostal, é festa eucarística, expressa pelos símbolos da luz, dos elementos da natureza como a água, o óleo, o pão e o vinho.

Na porta central da Catedral de São Sebastião, o arcebispo dom Moacir Silva abençoou o fogo e desenhou no Círio a cruz e fixou os cravos. Com o fogo novo acendeu o Círio Pascal, símbolo do Cristo ressuscitado. Com as luzes da Catedral apagadas, os fiéis acenderam as velas, e a procissão de entrada adentrou o corredor central da Catedral com o Círio sendo conduzido solenemente para a proclamação da Páscoa de Jesus Cristo.

No início da homilia, o arcebispo dom Moacir Silva, explicou o significado de estarmos reunidos para celebramos a Vigília Pascal. Queridos irmãos e irmãs, estamos aqui reunidos em torno do altar do Senhor, mergulhados no sublime mistério desta noite santa celebrando solenemente a Vigília Pascal, a celebração mais importante do ano litúrgico, a mãe de todas as vigílias, como gostava de dizer Santo Agostinho. Iniciamos esta vigília com a bênção do fogo. Com esse fogo acendemos o Círio Pascal no qual nós vemos o Cristo Ressuscitado. O Círio aceso foi trazido em procissão para dentro da Igreja como verdadeira luz que vem iluminar a nossa noite. Diante dessa luz anunciamos a vitória do nosso Rei Jesus e depois ouvimos o próprio Deus nos falando quando foram proclamadas as leituras, explicou dom Moacir.

Ao meditar sobre as leituras da Palavra de Deus proclamadas na Vigília Pascal, especialmente o Evangelho (Mc 16,1-7), o arcebispo destacou o aspecto e sentido da ressurreição de Jesus. Nesta noite de ressurreição inicia-se tudo novamente desde o princípio. A criação recupera o seu autêntico significado no plano da salvação. como um novo início da história porque Cristo ressuscitou dos mortos como primícia dos que morreram. No Evangelho temos o relato da surpreendente experiência vivida por Maria Madalena, Maria, a Mãe de Tiago e Salomé, que vão ao sepulcro no primeiro dia depois do sábado para venerar o corpo de Jesus, que tendo sido crucificado na sexta-feira foi envolvido s pressas num lençol e lá no sepulcro depositado. Ao chegar lá a grande surpresa: a pedra que fechava o sepulcro tinha sido retirada. Um jovem está ali para tranquilizar as corajosas mulheres e dar a grande notícia: Não vos assusteis! Vós procurais Jesus de Nazaré, que foi crucificado? Ele ressuscitou. Não está aqui. Temos aqui meus irmãos e irmãs uma revelação de Deus, uma revelação que ilumina o estranho fato constatado do não está aqui. Ele não está aqui. E isso nos diz que a fé na ressurreição não nasce simplesmente do sepulcro vazio, mas de uma revelação divina. O túmulo vazio não é a explicação da ressurreição, mas é a ressurreição que explica o porquê do túmulo vazio. Por que não está ali? Porque ressuscitou! Esta é a grande verdade, salientou dom Moacir.

E, refletindo sobre a Carta de são Paulo aos Romanos (Rm 6,3-11), dom Moacir enalteceu o sentido do batismo e sua intrínseca relação com a ressurreição. O apóstolo são Paulo escrevendo aos cristãos de Roma nos apresenta uma profunda reflexão sobre a ressurreição de Jesus fazendo uma ligação com o batismo. Mergulhar na água é a mesma coisa que batizar-se. Mergulhar na água era e é um jeito ritual da pessoa mergulhar em Jesus Cristo com tudo o que Ele significa de total doação, solidariedade, entrega da própria vida e vitória sobre a própria morte, destacou dom Moacir.

E, ao concluir a homilia, o arcebispo lembrou as notícias que chegam até nós referentes aos cristãos perseguidos e assassinados em diversas regiões do mundo. Os cristãos nunca são estranhos uns aos outros. E, nesses dias vemos notícias de cristãos perseguidos, assassinados, degolados: são nossos irmãos. Somos um com eles e eles conosco e com todos os cristãos espalhados no mundo inteiro. Estamos em comunhão por causa da nossa identidade mais profunda. E qual é essa identidade? Cristo em nós! Cristo está em mim, está em você presente aqui na Igreja Catedral, está presente em todo cristão no mundo inteiro. Desse modo a fé é uma força de paz e reconciliação no mundo. Que esta nossa celebração pascal nos fortaleça em nossa caminhada de filhos e filhas de Deus e nos conserve sempre unidos no amor que Cristo sempre nos amou para anunciarmos o seu Evangelho, a sua Pessoa, sua Vida, Morte e Ressurreição. Queremos realizar e celebrar o encontro pessoal com Ele nesta celebração comunitária. Queremos segui-lo e ajudar outras pessoas também se encontrarem com Ele. Que o Senhor nos ajude, hoje e sempre neste nosso caminho, concluiu o arcebispo.

Na celebração da Vigília Pascal os fiéis renovaram as promessas batismais, houve a bênção da água, e o batismo de uma criança. No final da celebração, antes da bênção, o arcebispo desejou uma Feliz e Santa Páscoa a todos os arquidiocesanos: No final desta celebração, na pessoa de cada um de vocês presente aqui na Igreja Catedral, eu desejo uma Feliz e Santa Páscoa a todos os nossos arquidiocesanos e isso vai junto com a Bênção Solene do Tempo da Páscoa, desejou dom Moacir.


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