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18/05
2015

Fé e Política

Pastoral Fé e Política: os fundamentos bíblicos da ação política

Aproximadamente 30 pessoas participaram do 1 Encontro Arquidiocesano da Pastoral Fé e Política, no dia 9 de maio, no Salão Dom Alberto, em Ribeirão Preto (SP). O evento contou com a assessoria do coordenador da Pastoral Operária da Arquidioce


Pastoral Fé e Política: os fundamentos bíblicos da ação política

Aproximadamente 30 pessoas participaram do 1 Encontro Arquidiocesano da Pastoral Fé e Política, no dia 9 de maio, no Salão Dom Alberto, em Ribeirão Preto (SP). O evento contou com a assessoria do coordenador da Pastoral Operária da Arquidiocese de São Paulo, Waldemar Rossi, que no primeiro momento expôs o tema Fundamentos e exigências bíblicas da vivência da fé na política, e depois da exposição os participantes partilharam experiências e os desafios dos trabalhos pastorais.

O evento foi promovido pela Pastoral Fé e Política da Arquidiocese de Ribeirão Preto, e no início dos trabalhos, o integrante da pastoral Fé e Política Marcos Adauto Ribeiro saudou os participantes e convidou o arcebispo dom Moacir Silva para fazer abertura do encontro. Dom Moacir apresentou uma breve reflexão citando palavras do papa Francisco na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium no número 183 (A doutrina Igreja sobre as questões sociais): A terra é a nossa casa comum, e todos somos irmãos. Embora a justa ordem da sociedade e do Estado seja dever central da política, a Igreja não pode nem deve ficar margem na luta pela justiça. Todos os cristãos, incluindo os pastores, são chamados a preocupar-se com a construção de um mundo melhor, citou o arcebispo ao ler um trecho da exortação. Em seguida, o assessor da Comissão Caridade, Justiça e Paz, padre Flávio Rosa, explicou a importância do trabalho conjunto entre as pastorais sociais em sintonia com a preparação da 14 Assembleia Arquidiocesana de Pastoral. Dentro do esforço para colocar os trabalhos pastorais da nossa arquidiocese em conformidade com aquilo que temos no Regional Sul 1 e na CNBB estamos trabalhando para fazer chegar até a assembleia arquidiocesana de pastoral nesta nova estrutura de ação pastoral, e assim crescermos juntos na busca do bem para a nossa arquidiocese, concluiu padre Flávio.

O assessor Waldemar Rossi iniciou a exposição recordando o início da militância e do compromisso com o Evangelho na linha da transformação, na cidade de Sertãozinho, sua cidade natal, e depois a mudança para a capital paulista na década de 1960. A experiência de vida, a militância e o compromisso com a Palavra de Deus guiaram a exposição do assessor. De congregado mariano transição para a ação política fundamentada nos valores evangélicos, Rossi passou a unir a leitura da Palavra de Deus para refletir e iluminar a vida concreta na prática da unidade entre fé e vida. A história do povo hebreu e depois disso a grande mudança provocada por Jesus Cristo não se dá fora da vida concreta, não se dá fora da experiência de Deus que o povo viveu em sua história desde a saída do Egito. Isso me fez mudar a maneira de ler a Bíblia. Portanto, a primeira coisa que fica é a responsabilidade evangélica diante dos problemas do mundo, e o papa Francisco declarou que diante dos problemas nós não podemos fazer como Pilatos e lavarmos as mãos, e se a política está podre, outra expressão do papa, é porque os cristãos não entraram na política com o verdadeiro espírito evangélico. A verdadeira vivência do Evangelho se concretiza na nossa vida cotidiana, salientou Rossi.

Para Rossi é inconsistente a ideia de que a política e a religião não se misturam, pois não existe a vida política sem a Palavra de Deus, por isso, sobressai a pergunta: como fazer política nos dias de hoje? Fazer política é muito mais do que estar em um partido, mas quando há uma organização das pessoas para reivindicar direitos (saneamento, transporte, moradia, saúde etc.) estamos em enfrentamento com o poder, com aqueles que são responsáveis por implementar os direitos, portanto, é preciso pensar a política numa dimensão ampla, esclareceu o assessor.

Pensar em fé e política não é pensar em entrar em algo grande, mas nas simples conversas a respeito dos problemas sociais já se constrói uma visão política, destacou Rossi. Em síntese, a união entre fé e política nos remete a viver o Evangelho encarnado na vida cotidiana tendo a Palavra de Deus como guia e luz para enfrentar os desafios na construção de um mundo mais justo e fraterno.

No segundo momento os participantes fizeram perguntas ao assessor, partilharam experiências e propuseram encaminhamentos para a sequência dos trabalhos da Pastoral Fé e Política.




Padre Flávio Rosa

Marcos Adauto e Waldemar Rossi



Regina Maria e Waldemar Rossi

Padre Francisco Vannerom e Waldemar Rossi


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