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22/12
2015

Jubileu Extraordinário da Misericórdia - Ano Santo

Homilia de Dom Moacir Silva na missa de Abertura da Porta Santa da Misericórdia

Homilia de Dom Moacir Silva na missa de Abertura da Porta Santa da Misericórdia - Ano Santo, na Catedral Metropolitana, em 13 de dezembro de 2015


Homilia de Dom Moacir Silva na missa de Abertura da Porta Santa da Misericórdia

Jubileu Extraordinário da Misericórdia - Ano Santo
Catedral Metropolitana de São Sebastião - 13 de dezembro de 2015


Queridos irmãos e queridas irmãs! Neste terceiro Domingo do Advento, também chamado domingo da Alegria, com alegria, e em comunhão com Santo Padre e com todas as Dioceses do mundo, abrimos a Porta Santa da Misericórdia, em nossa igreja catedral e por ela passamos para esta celebração eucarística. Disse o Papa Francisco: Entrar por aquela Porta significa descobrir a profundidade da misericórdia do Pai que a todos acolhe e vai pessoalmente ao encontro de cada um. Ele que nos procura, é Ele que nos vem ao encontro. Neste Ano, deveremos crescer na convicção da misericórdia (Homilia na Abertura 08/12/15).

Por que um Ano da Misericórdia? A esta pergunta, reponde o Papa: Há momentos em que somos chamados, de maneira ainda mais intensa, a fixar o olhar na misericórdia, para nos tornarmos nós mesmos sinal eficaz do agir do Pai. Foi por isso que proclamei um Jubileu Extraordinário da Misericórdia como tempo favorável para a Igreja, a fim de se tornar mais forte e eficaz o testemunho dos crentes (MV, 3).

Aqui temos presente também o ensinamento de São João Paulo II: A Igreja vive uma vida autêntica quando professa e proclama a misericórdia, o mais admirável atributo do Criador e do Redentor, e quando aproxima os homens das fontes da misericórdia do Salvador, das quais ela é depositária e dispensadora (DM, 13).

Queridos padres, a Igreja vive uma vida autêntica quando aproxima os homens das fontes da misericórdia do Salvador. Isso diz respeito ao nosso ministério de Bispo e Padres, somos os instrumentos para aproximar os homens das fontes da misericórdia do Salvador. Que grande responsabilidade tem o nosso ministério para a vida autêntica da Igreja.

Queridos irmãos e queridas irmãs! Neste Ano, deveremos crescer na convicção da misericórdia. Crescer na compreensão de que a misericórdia estende a mão, de forma desarmada; perdoa e restaura as relações humanas rompidas; a misericórdia volta-se de forma desprendida para o próximo caído ao longo do caminho, como fez o bom samaritano e se interessa por sua situação; a misericórdia é paciente e compassiva diante das fraquezas do próximo e respeita suas limitações. E aceita descer do pedestal das vaidades e das vantagens adquiridas, para compartilhar a sorte das pessoas humilhadas e feridas (Cardeal Dom Odilo Scherer).

Queridos irmãos e queridas irmãs! A Palavra de Deus proclamada neste domingo faz alguns apelos para todos e cada um de nós.

O profeta Sofonias, que viveu em uma época em que o seu povo estava beira da ruína, anuncia a vitória do amor de Deus sobre o pecado e a transformação radical da situação social, política e religiosa. Este é o motivo pelo qual ele convida Sião a alegrar-se; alegrar-se porque o Senhor é o seu rei; porque o Senhor está no meio dela. Diz o profeta: O Senhor, teu Deus, está no meio de ti. Por isso Sião deve exultar e alegrar-se.

São Paulo, na segunda leitura, convida para a alegria dizendo: Alegrai-vos sempre no Senhor; eu repito, alegrai-vos. Por que São Paulo insiste tanto na alegria? O motivo não é o sucesso na sua vida, a saúde em perfeito estado, a abundância de bens materiais, a falta de preocupações (Paulo e os cristãos de Filipos tinham preocupações em tão grande número, como nós as temos hoje); o motivo da alegria é a certeza de que o Senhor está próximo. Este é o pensamento que deve acompanhar permanentemente o cristão e que deve torná-lo afável, dedicado e generoso para com todos.

A proximidade do Senhor nos questiona: o que devemos fazer para acolher o Senhor que vem para nos salvar?

No evangelho de hoje, vemos várias classes de pessoas fazendo uma pergunta muito simples e grave, diante da pregação de João Batista: o que devemos fazer?

Quem de nós já não fez esta pergunta? João Batista não dá uma resposta vaga, do tipo façam o bem e evite o mal. As respostas de João são diversificadas e aplicadas situação concreta de cada um. Para a multidão ele dá uma indicação que serve para todos: que tem duas túnicas ou comida reparta com quem não tem, ou seja, a prática da caridade é para todos, indistintamente. Depois João vai particularizando as orientações. Aos publicanos, cobradores de impostos, ordena que não sejam corruptos, que não cobrem mais do que o imposto devido. Aos soldados, que têm o poder das armas, manda que renunciem violência e se contentem com seu salário, não se aproveitando da sua posição para compactuar com a injustiça.

Hoje, o que João diria para os padres? Certamente diria: sejam pastores dedicados ao rebanho, sejam instrumentos dos meios de salvação para os fieis; jamais sejam causa de escândalo para os fieis.

Hoje, o que João diria para os políticos? Certamente diria: coloquem-se sempre a serviço do bem comum; jamais se sirvam do bem comum.

Hoje, o que João diria aos pais e professores? Certamente diria: não tenham medo transmitir os verdadeiros valores aos filhos e alunos; não tenham medo de corrigi-los, quando necessário; não tenham medo de impor limites quando isso for necessário; sejam amigos dos filhos e alunos, dialoguem com eles.

O que João diria, hoje, para os jovens? Certamente diria: não se deixem levar pela onda de erotismo que reduz a pessoa a objeto; não abram espaço para as drogas, pois elas conduzem para morte; não se deixem enganar pela ideologia do consumismo. Não tenham medo de serem taxados de atrasados e quadrados por levarem a sério os valores morais e cristãos.

Escutando a pregação de João Batista caminhamos para o encontro mais pessoal com Jesus Cristo, neste Ano Santo da Misericórdia, um tempo especial de graças para todos e cada um de nós.

Que Maria, Mãe da Misericórdia, nos ajude a viver intensamente o Ano Santo da Misericórdia. Amem.


Dom Moacir Silva
Arcebispo Metropolitano


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