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21/01
2016

São Sebastião

Catedral lotada na festa de São Sebastião

No encerramento das festividades do padroeiro da Arquidiocese de Ribeirão Preto ao menos 1,6 mil fiéis participaram da missa e procissão na Catedral Metropolitana de São Sebastião


Catedral lotada na festa de São Sebastião

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No encerramento das festividades do padroeiro da Arquidiocese de Ribeirão Preto ao menos 1,6 mil fiéis participaram da missa e procissão na Catedral Metropolitana de São Sebastião, em 20 de janeiro de 2016, s 17h30, em Ribeirão Preto (SP). A concelebração eucarística foi presidida pelo arcebispo dom Moacir Silva e concelebrada pelos padres: Francisco Jaber Zanardo Moussa (pároco), Marcos Da Matta, Luís Gustavo Tenan Benzi, ngelo Donizeti Crivelaro, Reginaldo Augusto Belém, Jair Donizet de Oliveira, CMF, e o diácono André de Sousa Alves. Neste ano, por motivo da chuva, a missa foi celebrada no interior da Catedral, e a procissão foi encurtada em seu percurso, porém não diminuiu o ânimo dos fiéis que com fé e devoção renderam graças a Deus pela vida e testemunho de São Sebastião.

Dom Moacir Silva, no início da homilia, recordou a necessidade de sermos testemunhas de Cristo a exemplo de São Sebastião. Queridos irmãos e queridas irmãs, devotos e devotas do glorioso mártir São Sebastião. A celebração de nosso padroeiro é um convite para olharmos nossa opção por Jesus Cristo e o como vivemos o seguimento dele, o como O testemunhamos no nosso dia a dia. Olhando a Palavra de Deus proclamada nesta celebração, compreendemos um pouco melhor a opção de São Sebastião por Jesus Cristo, opção levada a sério até as ultimas consequências, o derramamento do próprio sangue, disse o arcebispo.

Ao meditar a Palavra de Deus o arcebispo exaltou a perseverança de São Sebastião diante das provações, dos riscos, dos perigos e das tentações enfrentadas no discipulado de Cristo. Na vida do santo encontramos sinais da força e da coragem de um testemunho marcado pelo martírio. Em nossa vida cristã, muitas vezes, nos defrontamos com situações de provação: provação da fé, provação da esperança, provação da paciência, e por aí vai. Como acolhemos as provações em nossa vida? Como vivemos essas situações? São Sebastião tem muito a nos ensinar nisso, lembrou dom Moacir.

E, ao concluir a reflexão, dom Moacir disse: Que São Sebastião interceda, em nosso favor, para que cresçamos na vivência da ardente caridade, para que se fortaleça nossa opção por Jesus Cristo e para que testemunhemos corajosamente Jesus Cristo em todas as circunstâncias de nossa vida, hoje e sempre. Amém!

Terminada a comunhão, deu-se início a procissão no quadrilátero da Praça da Catedral, e, ao retornarem a Igreja, os fiéis rezaram a oração de São Sebastião, e receberam a bênção.

Pastoral da Comunicação
Arquidiocese de Ribeirão Preto


Homilia de Dom Moacir Silva na festa de São Sebastião
Catedral Metropolitana de São Sebastião - 20.01.2016

Queridos irmãos e queridas irmãs, devotos e devotas do glorioso mártir São Sebastião. A celebração de nosso padroeiro é um convite para olharmos nossa opção por Jesus Cristo e o como vivemos o seguimento dele, o como O testemunhamos no nosso dia a dia.

Olhando a Palavra de Deus proclamada nesta celebração, compreendemos um pouco melhor a opção de São Sebastião por Jesus Cristo, opção levada a sério até as ultimas consequências, o derramamento do próprio sangue.

Na primeira leitura colhemos algumas ideias que fundamentam isso. O texto sagrado afirma: Deus criou o homem para a imortalidade.... Deus criou o homem para a vida, para a vida plena, para a vida feliz com Ele na eternidade. Esta certeza dá um norte para a vida humana, orienta as opções do homem neste mundo, orienta o comportamento da pessoa. Nosso destino é a eternidade feliz, na plenitude da comunhão com Deus.

Neste mundo, nossa vida enfrenta desafios, riscos, perigos dos mais variados tipos. Se paramos nisso, podemos ser tentados a achar que esta vida não vale a pena. Em nosso socorro vem mais uma afirmação do texto sagrado: A vida dos justos está nas mãos de Deus. Nós somos pessoas de fé e por isso vivemos nossa vida abandonados nas mãos de Deus, nosso Pai misericordioso, que cuida de nós, que quer o nosso bem, a nossa verdadeira felicidade. O Soldado Sebastião viveu sua vida desta forma; sua esperança era cheia de imortalidade, como disse a primeira leitura.

São Sebastião foi provado com o martírio; nele se concretizou o que diz o texto sagrado: Provou-o como se prova o ouro no fogo e aceitou-o como oferta de holocausto.

Em nossa vida cristã, muitas vezes, nos defrontamos com situações de provação: provação da fé, provação da esperança, provação da paciência, e por aí vai. Como acolhemos as provações em nossa vida? Como vivemos essas situações? São Sebastião tem muito a nos ensinar nisso.

No Evangelho, Jesus falando de Si mesmo, afirmou: Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grande de trigo; mas se morre, então produz muito fruto. Cristo é o grão de trigo que caiu na terra, morreu e produziu muito fruto: a nossa salvação. Com sua morte, Cristo destruiu a morte, com sua ressurreição, deu-nos a vida.

Em São Sebastião, podemos ver também o grão de trigo caído na terra, que morreu e produziu fruto. Basta ver o grande número de devotos dele; quantas pessoas encontraram-se com Cristo por causa do testemunho de São Sebastião? Frutos do grão de trigo caído na terra e morto.

clássica a afirmação: o sangue dos mártires é semente de novos cristãos. O fato das pessoas verem a coragem dos mártires despertava nelas o desejo de conhecer Cristo e segui-lo. Isso deve levar-nos ao um questionamento: o nosso testemunho cristão está despertando outras pessoas para o seguimento de Cristo?

Jesus também disse: Quem se apega sua vida perde-a... Aqui está o eco das palavras que Jesus dirige aos discípulos e as multidões, por exemplo, em Mc 8,35: O que quiser salvar a sua vida, a perderá. Temos aqui uma sentença de validade universal: o egoísta, apegado a sua própria vida, se volta sobre si e fica só, passa a perder sua vida, uma vez que a vida é relação e amor. Quem intenta conter a respiração morre sufocado. A gente vive enquanto inspira e aspira: a vida circula enquanto recebida e dada por amor. São Sebastião entendeu bem isso; salvo da primeira tentativa de martírio, apresenta-se diante do imperador, na certeza de que mesmo perdendo sua vida aqui na terra iria conservá-la para a vida eterna, como disse Jesus.

O que motivou São Sebastião a não temer o martírio? A ardente caridade que habitava no seu coração. Também hoje é esta caridade que motiva e sustenta o testemunho cristão.

A caridade é paciente, é benigna; não é invejosa, não é vaidosa, não se ensoberbece; não faz nada de inconveniente, não é interesseira, não se encoleriza, não guarda rancor; não se alegra com a iniquidade, mas regozija-se com a verdade. A caridade suporta tudo, crê tudo, espera tudo, desculpa tudo.

Que São Sebastião interceda, em nosso favor, para que cresçamos na vivência da ardente caridade, para que se fortaleça nossa opção por Jesus Cristo e para que testemunhemos corajosamente Jesus Cristo em todas as circunstâncias de nossa vida, hoje e sempre.

Dom Moacir Silva
Arcebispo de Ribeirão Preto


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