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05/04
2016

Semana Santa

Católicos celebram a Paixão e Morte de Jesus Cristo em RP

Na Sexta-feira Santa, 25 de março, s 15 horas, na Catedral Metropolitana de São Sebastião, em Ribeirão Preto (SP), o arcebispo dom Moacir Silva, presidiu a Celebração da Paixão e Morte de Jesus Cristo


Católicos celebram a Paixão e Morte de Jesus Cristo em RP

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Na Sexta-feira Santa, 25 de março, s 15 horas, na Catedral Metropolitana de São Sebastião, em Ribeirão Preto (SP), o arcebispo dom Moacir Silva, presidiu a Celebração da Paixão e Morte de Jesus Cristo, com as presenças dos padres Francisco Jaber Zanardo Moussa e Antônio lcio de Souza (Pitico), e grande número de fiéis.

A Sexta-feira da Paixão do Senhor celebra a Morte salvadora do Senhor: sua entrega de amor ao Pai e ao mundo, na plena solidariedade com o ser humano. Celebra o mistério não pela Eucaristia, mas pela Celebração da Palavra que é completada pelas preces universais, a Adoração da Cruz e a Santa Comunhão eucarística.

Na reflexão da Palavra de Deus, o arcebispo dom Moacir, explicou o sentido e a importância de meditarmos a Paixão e Morte de Jesus Cristo. Estamos celebrando a Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo pelo qual a morte foi destruída. Santo Efrém diz que Nosso Senhor foi calcado pela morte, mas Ele por sua vez esmagou a morte como quem pisa os pés o próprio caminho. Sujeitou-se morte e aceitou-a voluntariamente, para destruir aquela morte que não queria morrer. A Sexta-feira Santa é um dia polarizado liturgicamente em torno da Paixão do Senhor e de sua morte na cruz. Hoje se cumpriu o repetido anúncio de Jesus nos Evangelhos sobre a Sua morte violenta em Jerusalém. A paixão de Jesus não era apenas um sofrimento físico como nunca visto, mas é, sobretudo, um sofrimento total, que o envolve integralmente: espírito, alma e corpo. O sofrimento de sua alma ultrapassa todas as medidas mergulhando em profundezas inimagináveis. O valor da dor, da paixão e morte de Cristo tem sua raiz no significado que recebe de uma finalidade superior: a salvação do homem a quem Deus ama, disse dom Moacir.

Ao meditar a Primeira Leitura (Is 52,13 53,12), o arcebispo fez referência a corresponsabilidade de todos nós na paixão e morte de Cristo. A Palavra de Deus aqui proclamada nos introduz no mistério da Paixão e Morte de Cristo. Escutemos de novo o profeta: ele tomava sobre si nossas enfermidades e sofria, ele mesmo, nossas dores; e nós pensávamos fosse um chagado, golpeado por Deus e humilhado! Mas ele foi ferido por causa de nossos pecados, esmagado por causa de nossos crimes; a punição a ele imposta era o preço da nossa paz, e suas feridas, o preço da nossa cura. O profeta nos ajuda a compreender a nossa parcela de responsabilidade no sofrimento de nosso redentor.  Ele foi ferido por causa de nossos pecados. Eu e você, nós estávamos presentes no sofrimento de Jesus, pois como diz são Paulo na carta aos Galátas: O Filho de Deus me amou e se entregou por mim, explicou o arcebispo.

Dom Moacir complementou a reflexão trazida pela Primeira Leitura, e propôs aos fiéis alguns questionamentos. Diante dessa maior consciência de nossa parcela de responsabilidade no sofrimento de nosso redentor, quais sentimentos brotam no nosso coração? Que apelos isso faz para o nosso comportamento do dia a dia? Que apelos isso faz para o nosso relacionamento com Deus e com o próximo? Meditando o Evangelho (Jo 18,1 19,42), especialmente os relatos da paixão e outros textos relacionados a paixão, percebemos os sentimentos de Jesus diante do desafio do sofrimento de sua paixão: Pai, se for possível, afasta de mim este cálice, contudo não se faça a minha vontade, mas a Tua. Aqui pensamos tanto nos sofrimentos físicos: tortura, flagelação, coração de espinhos, crucifixão; como também nos sofrimentos psíquicos: traição de Judas, negação de Pedro, deserção geral dos discípulos, ingratidão do povo judeu, ódio dos seus chefes religiosos; e Jesus aceita o plano do Pai, abraça o plano do Pai: não se faça a minha vontade, mas a Tua, salientou dom Moacir.

O arcebispo ainda salientou o aspecto da entrega e obediência de Jesus ao projeto do Pai. Jesus, mesmo diante do medo e das aflições humanas, foi obediente para cumprir a vontade do Pai, e assim resgatar a nossa humanidade. Morreu na cruz, e a cruz para os cristãos é sinal de amor e de doação ao próximo. O mistério da cruz na vida de Jesus e, portanto, também na nossa vida é revelação máxima de amor, porque não há modo mais verdadeiro de expressar o amor do que dar a vida por aquele a quem se ama, explicou dom Moacir.

E, ao concluir a reflexão, o arcebispo convidou os fiéis a viver o amor como doação incondicional a Deus e aos irmãos.  O que quiser salvar a sua vida vai perdê-la, mas quem perder a sua vida por minha causa vai salvá-la disse Cristo. Deixemo-nos guiar por Ele até a cruz. Recebamos a oferta do seu corpo imaculado. O segredo da cruz de Jesus é o amor, e a única maneira de entendê-la e convertê-la em fonte de vida é amar generosamente a Deus e aos irmãos. Meus irmãos e minhas irmãs abramos o nosso coração e nosso espírito diante do mistério da paixão e morte de Jesus. Deixemos que o Espírito Santo nos relembre tudo o que aconteceu com Jesus nesse momento supremo de sua vida terrena, concluiu dom Moacir.    

Procissão do Enterro Ainda na Sexta-feira da Paixão do Senhor, ao menos 1,2 mil fiéis, participaram da Procissão do Enterro, na Catedral Metropolitana de São Sebastião, s 19h30, que simboliza na fé cristã o cortejo em que os discípulos de Jesus Cristo levaram seu corpo ao sepulcro. A procissão, com os andores de Nosso Senhor Morto e de Nossa Senhora das Dores, percorreu as ruas do centro, e depois os fiéis retornaram Catedral para momentos de adoração e orações.

Fotos e texto: Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de Ribeirão Preto


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