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11/04
2016

Jubileu Extraordinário da Misericórdia - Ano Santo

Fiéis participam do Jubileu da Espiritualidade da Divina Misericórdia

No Domingo da Divina Misericórdia, Segundo Domingo da Páscoa, 3 de abril, na Catedral Metropolitana de São Sebastião, dentro da programação arquidiocesana do Jubileu Extraordinário da Misericórdia


Fiéis participam do Jubileu da Espiritualidade da Divina Misericórdia

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No Domingo da Divina Misericórdia, Segundo Domingo da Páscoa, 3 de abril, s 17 horas, na Catedral Metropolitana de São Sebastião, dentro da programação arquidiocesana do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, o arcebispo dom Moacir Silva presidiu a celebração do Jubileu da Espiritualidade da Divina Misericórdia, com a presença de centenas de fiéis que aderem espiritualidade da Divina Misericórdia. A organização da celebração do jubileu contou com o apoio e presença de integrantes, apoiadores, cuidadores e assistidos da Comunidade Missionária Divina Misericórdia (CMDM), de Batatais, entre outras comunidades, movimentos e grupos que aderem a espiritualidade da Divina Misericórdia.   

A celebração começou com a concentração dos fiéis e concelebrantes na Praça da Catedral. Após a saudação do arcebispo e a leitura de um trecho da Bula de Proclamação do Jubileu, os fiéis fizeram a peregrinação e a passagem pela Porta Santa da Catedral, e na sequência seguiu-se o rito da missa.  

Domingo da Divina Misericórdia A Igreja Católica celebra, no segundo domingo da Páscoa, a Festa da Divina Misericórdia, instituída pelo Papa Beato João Paulo II. Esta festa teve origem na Polônia, em Cracóvia, através das experiências místicas de Santa Irmã Faustina Kowalska, e é hoje celebrada no mundo inteiro.


Leia a íntegra da homilia de Dom Moacir Silva:

Queridos irmãos e queridas irmãs! Estamos aqui reunidos, em comunhão com o Papa Francisco, celebrando o Jubileu para todos os que aderem espiritualidade da Divina Misericórdia.

Hoje disse o Santo Padre: O Evangelho é o livro da misericórdia de Deus, que havemos de ler e reler, porque tudo o que Jesus disse e fez é expressão da misericórdia do Pai. Nem tudo, porém, foi escrito; o Evangelho da misericórdia permanece um livro aberto, onde se há de continuar a escrever os sinais dos discípulos de Cristo, gestos concretos de amor, que são o melhor testemunho da misericórdia. Todos somos chamados a tornar-nos escritores viventes do Evangelho, portadores da Boa Nova a cada homem e mulher de hoje. Podemos fazê-lo praticando as obras corporais e espirituais de misericórdia, que são o estilo de vida do cristão. Através destes gestos simples e vigorosos, mesmo se por vezes invisíveis, podemos visitar aqueles que passam necessidade, levando a ternura e a consolação de Deus. Deste modo damos continuidade ao que fez Jesus no dia de Páscoa, quando derramou, nos corações assustados dos discípulos, a misericórdia do Pai, efundindo sobre eles o Espírito Santo que perdoa os pecados e dá a alegria.

A Palavra de Deus, hoje, também nos convida a refletir sobre a comunidade como lugar do encontro com o Cristo Ressuscitado, como lugar da experiência da fé, como lugar da experiência da solidariedade, como lugar da experiência da misericórdia divina.

A primeira leitura nos apresenta algumas características da primeira comunidade cristã; hoje, somos convidados a reproduzir tais características, em nossas comunidades paroquiais.

Antes de tudo, ela era uma comunidade viva: Costumavam estar, todos juntos, de comum acordo.

A fé cristã não pode ser vivida na solidão, no isolamento completo dos outros. O cristão não é alguém que se entende diretamente com Deus. 

A Igreja não é o lugar onde os cristãos, individualmente, vão buscar as coisas de que necessitam para salvar a própria alma. Os cristãos formam uma família, são solidários uns com os outros e, de alguma forma, sentem-se responsáveis por tudo aquilo que acontece com seus irmãos.

Diante disso somos questionados: Colaboramos uns com os outros? Sentimos como nossos os problemas dos outros? Alegramo-nos com quem está alegre e nos entristecemos com os que sofrem? Compartilhamos os nossos bens com os necessitados ou cada um pensa exclusivamente em si mesmo, na sua família, nos seus próprios interesses? A resposta positiva a estas perguntas nos ajudarão a continuar a escrever o Evangelho da misericórdia, como lembrou o Papa Francisco.

Na comunidade dos primeiros cristãos as pessoas eram estimadas. A vida daqueles que abraçavam a fé despertava interesse e admiração, porque era decididamente diferente da vida dos demais.

Como julgam hoje nossas comunidades os que não acreditam? Nossas comunidades são um ponto de referência, um motivo de esperança, uma luz, um estímulo para que outras pessoas abracem a fé cristã? Como se manifesta em nossa vida a fé que professamos?

Uma outra característica da primeira comunidade era a forte atração que ela exercia sobre todos: cada dia mais aumentava a multidão dos homens e mulheres que acreditavam no Senhor.

Hoje, qual é a influência que nossas comunidades exercem sobre os que não têm fé: conseguimos atrair essas pessoas ou as afugentamos?

O Evangelho nos apresenta duas aparições do ressuscitado: uma no dia mesmo da ressurreição e outra, oito dias depois. Isso testemunha para nós um fato: desde o dia da ressurreição a comunidade cristã se reúne para encontrar-se com o seu Senhor. A comunidade reunida é o lugar da experiência do Senhor ressuscitado.

No relato da primeira aparição do Ressuscitado podemos ver a Misericórdia divina como dom pascal que a Igreja recebe de Cristo ressuscitado e oferece a toda humanidade.

São João partilha conosco a emoção sentida pelos Apóstolos no encontro com Cristo depois da sua ressurreição. A nossa atenção se fixa no gesto do Mestre, que transmite aos discípulos receosos e admirados a missão de serem ministros da Misericórdia divina.

Ele mostra as mãos e o lado com os sinais da paixão e comunica-lhes: Como o Pai me enviou, também eu vos envio. Imediatamente a seguir soprou sobre eles e disse: Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos. Jesus confia a eles o dom de perdoar os pecados, dom que brota das feridas das suas mãos, dos seus pés e, sobretudo, do seu lado traspassado. Dali sai uma onda de misericórdia para toda a humanidade. 

Na segunda aparição, São João chama a atenção para a incredulidade do Apóstolo São Tomé. Será que foi só Tomé que teve dificuldade para acreditar na ressurreição? Certamente não. No Evangelho de Marcos encontramos a afirmação de que Jesus censurou-lhes a incredulidade de coração por não acreditarem nos que o tinham visto ressuscitado. Em Lc 24,38 Jesus adverte: Por que estais perturbados e por que surgem dúvidas no vosso coração? E Mt anota 28,17 alguns ainda duvidavam. Tomé representa todos aqueles que tiveram ou têm dificuldade para crer na ressurreição. Mas, com Tomé também podemos redescobrir, com renovada convicção, a fé em Cristo morto e ressuscitado por nós (Bento XVI, mensagem Urbe et Orbi Páscoa 2007).

Onde Tomé encontra a fé? Onde obtém a certeza de que Jesus ressuscitou e está vivo? Na comunidade.

Jesus poderia ter aparecido a Tomé num momento em que ele estivesse sozinho, na oração, face a face com Deus. Mas o Ressuscitado não quer se manifestar ao individuo isolado, privilegiando um só discípulo ou incentivando-o a guardar a fé para si mesmo. Não! Jesus chama seus discípulos para que juntos formem a comunidade, o novo povo de Deus, como testemunhas do amor fraterno que não pode ser separado do amor a Deus.

Tomé fez a experiência do Ressuscitado, na comunidade reunida. Para nós não é diferente. aqui, na comunidade reunida para celebrar a Eucaristia que fazemos a experiência do Cristo vivo; é aqui que partilhamos a fé com os irmãos e, por isso mesmo, crescemos na fé. A Comunidade é lugar do encontro com Cristo e o lugar da partilha da fé.

Que o Cristo Jesus, presente nesta celebração nos ajude nesta experiência e nos sustente na vivência da fé, da esperança e da caridade, hoje e sempre. Amém! 

Dom Moacir Silva
Arcebispo Metropolitano de Ribeirão Preto

03.04.2016


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