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11/07
2016

Pastoral Familiar

Com mais de 250 pessoas Ribeirão Preto sediou o XIX Congresso da Pastoral Familiar do Regional Sul 1

Com o tema O amor é nossa missão: a família plenamente viva, a sub-região RP-1 formada pela arquidiocese de Ribeirão Preto e dioceses de Franca, Jaboticabal e São João da Boa Vista, sediou o XIX Congresso da Pastoral Familiar do Regional Sul


Com mais de 250 pessoas Ribeirão Preto sediou o XIX Congresso da Pastoral Familiar do Regional Sul 1

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Com o tema O amor é nossa missão: a família plenamente viva e o lema Misericordiosos como o Pai., a sub-região RP-1 formada pela arquidiocese de Ribeirão Preto e dioceses de Franca, Jaboticabal e São João da Boa Vista, sediou o XIX Congresso da Pastoral Familiar do Regional Sul 1, nos dias 8, 9 e 10 de julho, no Colégio Marista, em Ribeirão Preto (SP). O Congresso reuniu ao menos 250 participantes provenientes das oito sub-regiões pastorais do Regional Sul 1 da CNBB. O congresso contou com a presença de dom Emilio Pignoli, bispo emérito de Campo Limpo e referencial da Pastoral Familiar no Regional Sul 1; do padre Pedro Luís da Silva Rubio, da diocese de Piracicaba e assessor para a Pastoral Familiar no Regional Sul 1; dos integrantes da coordenação da Pastoral Familiar do Regional Sul 1; do arcebispo de Ribeirão Preto, dom Moacir Silva; e também dos bispos das dioceses da sub-região RP-1; padres e diáconos assessores da Pastoral Familiar nas diversas dioceses do Regional Sul 1; casais coordenadores nas dioceses do Regional Sul 1; agentes da Pastoral Familiar; seminaristas; além dos bispos, cardeal e padres conferencistas convidados para a assessoria do congresso.

O XIX Congresso da Pastoral Familiar do Regional Sul 1 teve como objetivos: Fortalecer o Amor misericordioso de Deus nos relacionamentos familiares; Oferecer aos agentes da Pastoral Familiar, através da formação, partilha e reflexão um aprofundamento consciente da missão da família cristã no mundo de hoje, tendo como princípio fundamental a vivência da misericórdia em sua mais profunda verdade; Motivar os agentes da Pastoral Familiar, para que sejam atuantes em suas dioceses e paróquias do Regional Sul 1; e Construir uma nova evangelização junto s famílias a partir da Exortação Apostólica Pós- Sinodal Amoris Laetitia Sobre o amor na família.

Na abertura, sexta-feira noite, 8, depois da recordação da vida, da entronização da imagem da Sagrada Família e do momento de espiritualidade,  o arcebispo de Ribeirão Preto, dom Moacir Silva, saudou os congressistas e desejou aos participantes um proveitoso final de semana de estudos e reflexões. A partir do tema do congresso O amor é nossa missão: a família plenamente viva, o arcebispo destacou a importância do amor e da misericórdia como condição indispensável para a vivência do matrimônio tendo Deus como ponto referência. Com alegria acolho a todos os agentes da Pastoral Familiar e  congressistas deste XIX Congresso, na pessoa de vocês, saúdo a todos os agentes da Pastoral Familiar do nosso Estado de São Paulo. Desejo que todos se sintam bem aqui em nossa Arquidiocese de Ribeirão Preto e que este XIX Congresso impulsione na perspectiva de uma Pastoral Familiar nova conforme o desejo do Santo Padre, o papa Francisco, disse dom Moacir.

Dom Moacir ampliou a reflexão ao recordar a preocupação do papa Francisco, na exortação Amoris Laetitia, referente a vivência do amor enquanto missão. "O Papa Francisco lembra também formas práticas para alimentar o amor: 'O amor precisa de tempo disponível e gratuito, colocando outras coisas em segundo lugar. Faz falta tempo para dialogar, abraçar-se sem pressa, partilhar projetos, escutar-se, olhar-se nos olhos, apreciar-se, fortalecer a relação (AL, 224).  O amor é nossa missão", expressou o arcebispo.

O arcebispo ainda destacou a importância da misericórdia na vida da família. "Misericordiosos como o Pai é o lema deste Congresso. Deus revelou-Se, manifestando várias vezes o seu nome; este nome é 'misericordioso' (cf. Ex 34, 6). Tal como é grande e infinita a natureza de Deus, assim é grande e infinita a sua misericórdia, de tal modo que se revela uma árdua tarefa conseguir descrevê-la em todos os seus aspetos. Repassando as páginas da Sagrada Escritura, vemos que a misericórdia é, antes de mais nada, a proximidade de Deus ao seu povo. Uma proximidade que se exprime e manifesta principalmente como ajuda e proteção. a proximidade dum pai e duma mãe que se espelha numa bela imagem do profeta Oseias. Diz assim: 'Segurava-os com laços humanos, com laços de amor, fui para ele como os que levantam uma criancinha contra o seu rosto; inclinei-me para ele, para lhe dar de comer' (11, 4), como nos lembrou a liturgia de ontem. O abraço dum pai e duma mãe ao seu filho. muito expressiva esta imagem: Deus pega em cada um de nós e levanta-nos até ao seu rosto. Quanta ternura contém e quanto amor manifesta! Ternura: palavra quase esquecida e de que o mundo atual, todos nós temos necessidade", salientou dom Moacir.

A conferência de abertura do congresso com o tema: A vocação e a Missão da Família na Igreja e no Mundo Contemporâneo,  foi ministrada por dom João Bosco Barbosa de Souza, bispo de Osasco (SP) e Presidente da Comissão Episcopal para a Vida e Família (CNBB). Não vai ser nunca demais a gente agradecer a Deus pela vocação nossa, e principalmente pela vocação que nós estamos vivendo aqui neste congresso que é cuidar da família, especialmente nesta hora prodigiosa e singular. Nós fomos chamados a estar com esta missão quando a consciência da importância da família cresce em toda a Igreja como mostra o papa Francisco, recordou dom João.

Dom João Bosco, ao citar o papa Francisco, exemplificou que as atitudes do Santo Padre insistem um olhar frente, enquanto gestos proféticos que buscam dialogar com o mundo e nos conduzem para o futuro e para fora da Igreja. O conferencista fez três comparações para situar o modo de olhar do papa Francisco: o alpinista, o pescador e o GPS (sistema de posicionamento global). O alpinista, o mais experiente vai frente para preparar, fixar com segurança os pinos ao caminho para os outros; o pescador com habilidade e maestria lança a rede para longe e bem aberta; e o GPS que indica o caminho frente. Quando a gente tem a Palavra de Deus plantada lá na frente esclarecida e colocada para nós por uma Igreja perita em humanidade a gente pode caminhar com segurança e alegria, salientou dom João.

O conferencista fez um caminho histórico demonstrando a referência ao Ano Extraordinário da Misericórdia proclamado pelo papa Francisco, e a relação com os documentos do Concílio Vaticano II e das Conferências do Episcopado Latino-americano, e ainda explicitou a capacidade do papa Francisco em aplicar os conceitos teológicos e canônicos em práticas pastorais. A grande novidade que nós vamos ver com o papa Francisco é que ele transforma os conceitos em práticas pastorais. Eu penso que com o papa Francisco a Pastoral Familiar ganha quilo que ela sempre foi nestes últimos 50 anos. O próprio papa Francisco é o bispo do Vaticano II. O Jubileu da Misericórdia não é por acaso, porque o tema se encaixa perfeitamente com a nossa missão que é encarnar a misericórdia. E nós vamos então caminhar nesse período agora buscando entender e colocar em prática isso que o Senhor nos permitir enxergar. Todo esse caminho histórico é para dizer uma palavra de alegria e de preocupação.  Alegria porque é chegada a hora da família, é a nossa vez de entrar no jogo para ganhar e isso exige estarmos prontos para a vitória, e preocupação, porque nós corremos o risco de com nossas fraquezas não corresponder a este momento de graça. um desafio grande, se a gente ainda não percebeu, não dá para ficar no oba oba, é preciso arregaçar as mangas. um desafio imenso e nós não vamos conseguir abranger divididos, em movimentos independentes, fazendo reserva de mercado de uma área pastoral. Nós temos que pensar grande como pede o Papa Francisco, precisamos trabalhar juntos ajudando uns aos outros e fazer bem o nosso papel. A humanidade depende disso e não a nossa pastoral. Esse pensamento grande, o papa sabe que não se constrói de repente, conceitos a gente aprende e até sabe de cor, normas canônicas, com todo respeito aos canonistas, elas são ótimas, mas não resolvem a consciência, crescer em consciência é um trabalho lento, progressivo, persistente e traz muita alegria como expressa o papa Francisco na Evangelii Gaudium e na Amoris Laetitia, alegria de sermos pastores do amor, a pastoral familiar do amor, da família de famílias, que é a Igreja, na família de famílias que deve ser a alegria do mundo, concluiu dom João.  

O primeiro dia, abertura do congresso, foi encerrado com a oração e a bênção.

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