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18/07
2016

Diaconato Permanente

Arcebispo ordena 12 diáconos permanentes em Batatais

A Arquidiocese de Ribeirão Preto rendeu graças a Deus em 16 de julho, memória de Nossa Senhora do Carmo, e natalício do arcebispo dom Moacir Silva, pela ordenação de 12 diáconos permanentes.


Arcebispo ordena 12 diáconos permanentes em Batatais

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A Arquidiocese de Ribeirão Preto rendeu graças a Deus em 16 de julho, memória de Nossa Senhora do Carmo, e natalício do arcebispo dom Moacir Silva, pela ordenação de 12 diáconos permanentes:

Adriano Volpini
Alessandro Roberto DelArco
Carlos Francisco Vieira
João Paulo Tarlá Júnior
José Roberto Aragon
Marcelo José Limberti
Paulo Augusto Moroti
Paulo César Nascimento
Ricardo Nogueira
Sergio Luiz Xavier de Castro
Valter Jaime Silveira
Wilson Aparecido Mérlo Cunha

da segunda turma da Escola Diaconal Arquidiocesana São Lourenço. A concelebração eucarística de ordenação ocorreu no Ginásio do Centro Universitário Claretiano, em Batatais (SP).

A concelebração eucarística presidida pelo arcebispo dom Moacir Silva contou com a presença de padres, diáconos, religiosos e religiosas, seminaristas, candidatos ao diaconato permanente, esposas, familiares dos ordinandos e grande número de fiéis.

Com o lema de ordenação Eis que estou no meio de vós, como aquele que serve Lc 22, 27b, os 12 ordinandos deram o seu sim para viver o primeiro grau do Sacramento da Ordem, e assumem a dupla sacramentalidade: a vida familiar e o serviço diaconal como sinal sacramental de Cristo-Servo.

Em pé, os diáconos (na ordem): Marcelo, Alessandro, Carlos, Paulo César, Valter e Sérgio
Sentados, os diáconos: João Paulo, Ricardo, Adriano, Wilson, José Roberto e Paulo Moroti

Homilia de Dom Moacir Silva


Queridos irmãos e queridas irmãs, estamos para ordenar Diáconos estes nossos filhos, que vocês contam entre vossos amigos ou parentes.

Eles escolheram como lema de Ordenação a afirmação de Nosso Senhor: Eis que estou no meio de vós, como aquele que serve (Lc 22, 27b).

Toda a vida de Jesus foi um serviço a humanidade; o ponto alto do serviço de Jesus foi a entrega total da sua vida por nós, na cruz.

Diante da mentalidade do mundo que busca poder, domínio sobre os outros, Jesus se apresenta como servo de todos e nos convida a fazermos o mesmo. Ele nos chama a sermos servidores.

Caros ordinandos, vocês escolheram como lema de ordenação e programa de vida ministerial a afirmação de Jesus: Eis que estou no meio de vós, como aquele que serve; vocês estão se propondo a concretizar, no dia a dia, este testemunho de Jesus. Aqui vale apena lembrar um trechinho da homilia do Papa Francisco no Jubileu dos diáconos, que ao falar do ser servo, disse: Mas por onde começar para nos tornarmos servos bons e fiéis (cf. Mt 25, 21)? Como primeiro passo, somos convidados a viver na disponibilidade. Diariamente, o servo aprende a desprender-se da tendência a dispor de tudo para si e de dispor de si mesmo como quer. Treina-se, cada manhã, a dar a vida, pensando que o dia não será dele, mas deverá ser vivido como um dom de si. De fato, quem serve não é um guardião cioso do seu tempo, antes renuncia a ser senhor do seu próprio dia. Sabe que o tempo que vive não lhe pertence, mas é um dom que recebe de Deus a fim de, por sua vez, o oferecer: só assim produzirá verdadeiramente fruto. Quem serve não é escravo de quanto estabelece a agenda, mas, dócil de coração, está disponível para o não-programado: pronto para o irmão e aberto ao imprevisto, que nunca falta sendo muitas vezes a surpresa diária de Deus. O servo está aberto surpresa, s surpresas diárias de Deus. O servo sabe abrir as portas do seu tempo e dos seus espaços a quem vive ao seu redor e também a quem bate porta fora do horário, custa de interromper algo que lhe agrada ou o merecido repouso. O servo não se cinge aos horários.

Caros ordinandos, semelhança dos que foram escolhidos pelos apóstolos para o serviço da caridade, como ouvimos na segunda leitura, vocês devem ser homens de bem, cheios do Espírito Santo e da sabedoria. 

Enraizados e alicerçados na fé, vocês deverão caminhar de modo irrepreensível diante de Deus e da humanidade, como convém a ministros de Cristo e dispensadores dos mistérios de Deus.

O diaconado permanente foi uma realidade marcante no início da Igreja. Agora, em nossos dias, a Igreja Católica está vivendo uma nova era diaconal. Esta nossa celebração testemunha isso; 12 novos diáconos para nossa Arquidiocese.

Nós, os ministros ordenados, bispos, presbíteros e diáconos, somos chamados a promover a comunhão. Somos um grupo a serviço do povo de Deus. Nossa missão é de levar o povo de Deus Comunhão e Santidade de vida. Somos servidores da Comunhão. Somos servidores do povo de Deus, para que ele possa cumprir sua missão, de ser em nome de Cristo sal, luz e fermento da humanidade. 

A missão dos diáconos está ligada ao Cristo-Servo. Esta é a sua identidade. Ele coloca em evidência e potencializa para todo o povo de Deus dimensão do serviço. 

Contemplando o diácono devemos compreender a alegria do serviço. Para viver assim o diácono deve procurar o alimento na Palavra de Deus e na proximidade da Eucaristia. 

No diaconado a Palavra e a Eucaristia motivam e potenciam o exercício da Caridade, que desde o tempo dos Apóstolos é prioritária na prática desse ministério. 

Aqui é importante ressaltar, também, duas características dos diáconos permanentes em relação aos leigos e aos presbíteros: 

Primeira característica: Assim como existe no matrimônio cristão um amor conjugal, específico e diferente dos outros, por ser total e definitivo, assim também há um serviço definitivo e total que é próprio do diácono, com uma graça sacramental.

O diácono consagra toda sua existência a Deus para servir. Os demais serviços, exercidos pelos leigos na Igreja são necessários, mas não têm a marca da consagração total própria do diácono.

O diácono é, na Igreja, a ponte entre a Hierarquia e o Laicato. E isso porque ele vive no meio do mundo, participando plenamente da vida dos leigos como ministro consagrado. 

O diácono é a expressão do ministério ordenado o mais próximo possível da realidade laical e do protagonismo dos leigos. Ao lado dos leigos que querem santificar o mundo por suas vidas, estão aqueles que são ministros consagrados que, pelo testemunho de presença nas mesmas realidades, ajudam os leigos a viver os valores cristãos. 

Segunda Característica: Em relação aos presbíteros, o diácono permanente contribui com sua larga experiência de inserção na vida familiar, profissional e no mundo. O diácono permanente deve ser um homem de oração, um homem de Deus, como homem casado e chefe de família amadurecido e com uma vasta e valiosa experiência de vida nas várias profissões. 

Assim, mais inserido no mundo que o presbítero, que exerce principalmente a missão profética e sacerdotal, o diácono permanente está a serviço da vida e colabora no surgimento, promoção e discernimento dos serviços e ministérios dos cristãos leigos e leigas. O diácono está próximo dor do mundo, passa pela dureza e provações da vida, por isso tem sensibilidade especial pelo sofrimento dos pobres. 

Caros filhos, daqui a pouco vocês serão, fortalecidos com o dom do Espírito Santo, para ajudar o Bispo e seu Presbitério no serviço da Palavra, do altar e da caridade, mostrando-se servos de todos.

Como ministros do Altar, irão proclamar o Evangelho, preparar o sacrifício e repartir entre os fiéis o Corpo e o Sangue do Senhor.

Vocês serão consagrados pela imposição das mãos, que procede dos Apóstolos, e vinculados mais intimamente ao serviço do altar e exercerão o serviço da caridade em nome do Bispo ou do Pároco.

Amparados por Deus, vocês deverão agir, de tal modo em seu ministério, que possam ser reconhecidos como verdadeiros discípulos daquele que não veio para ser servido, mas para servir, Jesus Cristo, nosso Senhor.

Que o Cristo Jesus, o Servidor por excelência, seja sempre o modelo a ser seguido por vocês. Que Maria, a humilde serva do Senhor, acompanhe o ministério diaconal de vocês, hoje e sempre. Amém.

Dom Moacir Silva
Arcebispo Metropolitano de Ribeirão Preto

16 de julho de 2016


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