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28/07
2016

Pastoral Presbiteral

Retiro espiritual dos padres em São Pedro

O Presbitério de Ribeirão Preto, acompanhado por dom Moacir Silva, arcebispo metropolitano e orientados por dom Angélico Sândalo Bernardino, bispo emérito de Blumenau


Retiro espiritual dos padres em São Pedro

O Presbitério de Ribeirão Preto, acompanhado por dom Moacir Silva, arcebispo metropolitano e orientados por dom Angélico Sândalo Bernardino, bispo emérito de Blumenau (SC), celebrou o Retiro Anual nos dias 11 a 15 de julho, na Casa de Retiros do Seminário Santo Antônio dos Freis Capuchinhos, no Alto da Serra de São Pedro, na Diocese de Piracicaba (SP).

Escrevo que o Presbitério celebrou seu retiro anual, porque dom Angélico, com sua sábia experiência, capacidade inigualável de comunicação, expressando a riqueza de onze conferências com a dinâmica da humildade que lhe é característica, reconduziu os participantes Espiritualidade Presbiteral, remetendo-os a um Encontro Profundo com a Santíssima Trindade, com a Pessoalidade ntima e a Eclesialidade da Igreja particular de Ribeirão Preto.

O convite foi de cristificar, eucaristificar e pelo exercício da parada silenciosa e dinâmica de um retiro espiritual, olhando-se no espelho, enxergar o rosto do próprio Cristo, que por sua vez nos revela o rosto misericordioso do Pai, por obra do Espírito Santo.

Partilhou desde o início a jaculatória que o próprio Pregador reza antes de dormir e ao acordar, todos os dias diante de uma pintura do Sagrado Coração de Jesus: Jesus, fique com o meu coração e me dê o seu. E me desculpe pela troca! Iniciando cada uma das conferências orientadoras com a Palavra de Deus, declamando de cor, inúmeros Salmos, incentivou a Leitura Orante da Palavra, a contemplação silenciosa diante do Santíssimo Sacramento, da natureza e a revisão da capacidade de perdoar, a promoção da comunhão e unidade do Presbitério, partilhando igualmente inúmeras experiências de 59 anos de Sacerdócio e de 41 anos de Episcopado.

A partir de seu lema episcopal: Deus é Amor, Dom Angélico transpirou sua fidelidade a Deus, Igreja, a si mesmo e ao mundo. Insistiu de que a primordial condição para falar de Deus, é falar com Deus! Citou vastamente a Palavra proclamada, os Documentos da Igreja e inúmeros autores que nos remetem ao mais profundo encontro conosco mesmos, com a Santíssima Trindade e com o Mundo, especialmente encontrando o rosto misericordioso de Deus no rosto sofrido e machucado dos irmãos, os mais surrados pela vida. Não por último fez referências aos Papas São João Paulo II, Bento XVI e Francisco, entre outros.

Insistiu que a Espiritualidade Presbiteral depende do Presbítero Contemplativo, Orante e abastecido pelo amor: Deus é Amor! Daí o Presbítero ser o homem que se deixa envolver pelo amor, como plenitude da lei. Amar o próximo como a si (Mt 22,34s); Amar o próximo como amamos a Jesus (Mt 25,31s); Amar o próximo como Jesus nos ama (Jo 13,34) e Amar o próximo como Pai e Filho nos amam (Jo 17,22). O sinal do cristão e do Presbítero deixado por Jesus é o Amor! O amor fraterno é a chave da felicidade.

Elencou com propriedade e contundência o Presbítero Sacerdote, Profeta e Pastor, que tem a fundamental missão de anunciar o Reino de Deus! Apresentou Jesus Cristo, o Bom Pastor, como modelo perfeito do Presbítero; o Amor dentro e fora da Comunidade; a Caridade Pastoral, a Vida em Presbitério e algumas dificuldades inerentes a todos os Presbitérios. Não só tocou em feridas presbiterais, mas sugeriu o curativo. Orientou as reflexões pessoais com autoridade de quem ama: sendo antes misericordioso mais do que punitivo. Referiu-se ao Ano da Misericórdia perpassando as 14 Obras de Misericórdia Corporais e Espirituais, bem como o insistente esforço de uma verdadeira conversão sem medo. 

Abordou a virtude da castidade, aludindo ao Celibato, como dom de Deus, como carisma antes de mera disciplina. Amar uma pessoa, significa amá-la como Deus a idealizou (Fiódor Dostoiévski), e não como desejamos, ela seja. Não se deve nunca esquecer que o julgamento de Deus é o perdão.

Concluiu suas colocações abordando a Igreja dos Atos dos Apóstolos, convidando todos santidade, resgatando-nos mutuamente em nossa dignidade: a de sermos antes de tudo Filhos de Deus! Nem de longe este texto esgota toda a riqueza partilhada por Dom Angélico tanto nas reflexões, como nas celebrações, especialmente em suas magníficas homilias. um resumo!

A Equipe da Pastoral Presbiteral preparou um retiro que conduziu os Padres a momentos de profunda riqueza espiritual, litúrgica e de sensível fraternidade presbiteral. Embora o pregador de cada retiro seja a Palavra, o Verbo, Jesus falando em todo ambiente a cada um, de modos diferentes, o nosso Retiro foi um verdadeiro dom de Deus, com as orientações de Dom Angélico, com as celebrações e momentos de oração, sendo a Eucaristia o mais profundo encontro com a Santíssima Trindade. A presença cheia de ternura de nosso Arcebispo Metropolitano, dom Moacir Silva, do início ao término do Retiro, também nos ajudou a fazermos a experiência da colegialidade e do amor por nossa Igreja particular de Ribeirão Preto.

Enquanto Jesus se coisificou, nós nos cristianizamos neste Retiro que certamente surtirá seus efeitos em nosso ministério a serviço do Reino de Deus por meio de nossas amadas Comunidades. O retiro continua. E com dom Angélico, desejamos preservar De Esperança em Esperança, Esperança Sempre!

Pe. Gilberto Kasper 
Assessor da Pastoral da Comunicação









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