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05/10
2016

Catequese

Jubileu da Misericórdia reúne 1 mil catequistas em RP

No Ano Santo Extraordinário da Misericórdia a Comissão para Animação Bíblico-Catequética da Arquidiocese de Ribeirão Preto realizou no domingo, 25 de setembro, o Jubileu da Misericórdia dos Catequistas


Jubileu da Misericórdia reúne 1 mil catequistas em RP

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No Ano Santo Extraordinário da Misericórdia a Comissão para Animação Bíblico-Catequética da Arquidiocese de Ribeirão Preto realizou no domingo, 25 de setembro, o Jubileu da Misericórdia dos Catequistas. Com a presença de ao menos 1 mil catequistas, o jubileu começou com a concentração dos catequistas, s 8 horas, na paróquia São José. Dali os catequistas saíram em peregrinação até a Catedral Metropolitana de São Sebastião. Na chegada Catedral os catequistas se posicionaram defronte a igreja para a celebração do rito da passagem na Porta da Misericórdia, presidido pelo arcebispo dom Moacir Silva. Após o rito os catequistas passaram pela Porta Santa da Misericórdia e deu-se sequência ao rito próprio da missa.

Neste Ano Santo da Misericórdia muitas graças tem sido alcançadas por aqueles que passam pela Porta Santa. Testemunhos são dados por tantas pessoas que estavam longe do Sacramento da Reconciliação, e em virtude do Ano Santo se aproximaram deste Sacramento, expressou padre Severino Germano, integrante e assessor da Comissão para Animação Bíblico-Catequética.

O arcebispo dom Moacir Silva, na homilia, exortou os catequistas a serem anunciadores e discípulos missionários de Jesus Cristo, citando um trecho do discurso do Papa Francisco no Jubileu dos Catequistas, em Roma: Saúdo todos os catequistas de nossa Arquidiocese com as palavras do Papa Francisco, hoje. Neste Jubileu dos Catequistas, pede-se-nos para não nos cansarmos de colocar em primeiro lugar o anúncio principal da fé: o Senhor ressuscitou. Não há conteúdos mais importantes, nada é mais firme e atual. Cada conteúdo da fé torna-se perfeito, se se mantiver ligado a este centro, se for permeado pelo anúncio pascal; mas se, pelo contrário, se isolar, perde sentido e força. Somos chamados continuamente a viver e anunciar a boa-nova do amor do Senhor: Jesus ama-te verdadeiramente, tal como és. Dá-Lhe lugar: apesar das decepções e feridas da vida, deixa-Lhe a possibilidade de te amar. Não te decepcionará.

Dom Moacir, refletindo sobre o tema do Evangelho do 26 Domingo do Tempo Comum (Lc 16,19-31), que apresenta a parábola retratando a história do rico e de Lázaro, assinalou a necessidade da solidariedade diante da indiferença com aqueles que sofrem privações. A Palavra de Deus hoje nos convida refletir sobre a solidariedade para com os mais necessitados e sobre nossa capacidade de partilhar os bens com os pobres. Ela nos adverte que nosso destino eterno é decidido aqui na terra, pelas opções que fazemos. O Evangelho de hoje nos reconduz s reflexões de domingo passado: a relação do ser humano com as riquezas, luz do ensinamento de Jesus com vistas Salvação. O Evangelho fala em termos figurados de um abismo que existe, nesta e na outra vida, entre ricos e pobres. São Lucas está preocupado com o uso da riqueza. De que acusa o rico nesta parábola? De ser cego ou insensível, a ponto de deixar morrer de fome, na porta de sua casa, o pobre Lázaro, que nem as migalhas ou as sobras consegue alcançar. O pecado em questão não é a riqueza, mas a indiferença para com o próximo e o esquecimento de Deus, decorrências da acumulação de dinheiro, frisou o arcebispo.

E, ao concluir a homilia dom Moacir disse: Por fim, peçamos, então, a graça de nos deixamos conduzir sempre pela Palavra de Deus, para vivermos melhor a solidariedade, a partilha, a fraternidade, hoje e sempre. Amém!

Antes da bênção, o padre Severino Germano agradeceu a presença dos catequistas, e sublinhou a importância da participação nas atividades da comissão.


Leia a Homilia de Dom Moacir Silva

Saúdo todos os catequistas de nossa Arquidiocese com as palavras do Papa Francisco, hoje. Neste Jubileu dos Catequistas, pede-se-nos para não nos cansarmos de colocar em primeiro lugar o anúncio principal da fé: o Senhor ressuscitou. Não há conteúdos mais importantes, nada é mais firme e atual. Cada conteúdo da fé torna-se perfeito, se se mantiver ligado a este centro, se for permeado pelo anúncio pascal; mas se, pelo contrário, se isolar, perde sentido e força. Somos chamados continuamente a viver e anunciar a boa-nova do amor do Senhor: Jesus ama-te verdadeiramente, tal como és. Dá-Lhe lugar: apesar das decepções e feridas da vida, deixa-Lhe a possibilidade de te amar. Não te decepcionará.

Passamos pela Porta da Misericórdia cantando: misericordiosos como o Pai: o lema deste Ano Jubilar. Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso. Obviamente, não se trata de um slogan, mas de um compromisso de vida, que explicita o mandamento de Jesus no Sermão da Montanha segundo o qual devemos ser perfeitos como o nosso Pai celeste. De fato, ser perfeito significa ser misericordioso como Deus, que durante a história da salvação não fez outra coisa senão revelar o seu amor infinito pela humanidade, culminando na entrega total de Cristo na Cruz. Essa perfeição no amor não se mede na quantidade, mas no compromisso dos discípulos se tornarem sinais, canais, testemunhas da misericórdia infinita de Deus. Este é o caminho da santidade! Na prática, ser misericordiosos significa saber perdoar e doar-se. Saber perdoar, longe de ignorar as exigências da justiça humana, é uma expressão da gratuidade do amor de Deus, que nos convida, não a condenar o irmão que peca, mas a recuperar a sua dignidade de filho do Pai. Por outro lado, estar dispostos a doar-se, significa reconhecer que, na medida que recebemos de Deus todos os dons, devemos nos dar aos irmãos, para que nesta mesma medida recebamos ainda mais de Deus! (Papa Francisco Audiência Geral de 21/09/16).

A Palavra de Deus hoje nos convida refletir sobre a solidariedade para com os mais necessitados e sobre nossa capacidade de partilhar os bens com os pobres. Ela nos adverte que nosso destino eterno é decidido aqui na terra, pelas opções que fazemos.

O Evangelho de hoje nos reconduz s reflexões de domingo passado: a relação do ser humano com as riquezas, luz do ensinamento de Jesus com vistas Salvação. O Evangelho fala em termos figurados de um abismo que existe, nesta e na outra vida, entre ricos e pobres.

O evangelho de São Lucas não deixa de apresentar um exemplo chocante do abismo entre o rico que fazia festas esplendidas todos os dias e o pobre Lázaro. O nome dele significa Deus ajuda.

De fato, aqui na terra não tem ninguém que cuide dele: vive na fome, na doença, no abandono, no meio de cachorros (os cachorros vinham lamber suas feridas). Mas, do outro lado, Deus vai acolhê-lo e terá um lugar junto de Abraão.

A história do rico e de Lázaro deve ser lida com atenção, para não deformar sua mensagem. Jesus não faz um juízo moral sobre os dois personagens: ele não diz que o rico é mau, ladrão, desonesto, injusto, nem faz elogios ao pobre Lázaro como bom. uma história e que circulava na Palestina antes de Jesus. Em si mesma, ela não tem nada de cristão. um grito de protesto dos pobres, contra os que nada fazem por eles, e a ameaça de uma vingança: do outro lado, na outra vida, vocês irão sofrer o que nos passamos aqui.

Muito parecida é a mensagem de Amós na primeira leitura: os que agora fazem festa e humilham o povo, amanhã serão os primeiros a serem deportados para o exílio.

Jesus usou a parábola, sobretudo, para frisar que é agora, aqui na terra, que se decide o nosso destino eterno. Não adianta esperar depois. Depois da morte a situação é irreversível, não vai mudar.

São Lucas está preocupado com o uso da riqueza. De que acusa o rico nesta parábola? De ser cego ou insensível, a ponto de deixar morrer de fome, na porta de sua casa, o pobre Lázaro, que nem as migalhas ou as sobras consegue alcançar. O pecado em questão não é a riqueza, mas a indiferença para com o próximo e o esquecimento de Deus, decorrências da acumulação de dinheiro.

O rico cria um abismo entre si e o irmão. Está fisicamente perto dele, mas seu coração está longe. Não tem um pingo de solidariedade, não enxerga a miséria e o sofrimento alheio. (Será que não acontece o mesmo no Brasil de hoje, na nossa cidade, na nossa paróquia?)

Como, então, o rico pode esperar que, na outra vida, não lhe seja cobrada essa falta de solidariedade?

Novamente é preciso tomar cuidado para não tomar a descrição do abismo como um ensinamento de Jesus sobre um castigo eterno. Jesus usou um conto popular, para lembrar que é nesta vida que as coisas se decidem. A eternidade é um dom. Aqui, na vida terrena, temos que viver a experiência deste dom, em duplo sentido: saber ver os bens como procedentes de Deus e saber dar aos mais necessitados os bens que recebemos.

A parábola de Jesus aponta para outra lição que hoje, Dia da Bíblia, vale a pena ressaltar. No final da parábola, o rico pede a Abraão que envie Lázaro para avisar seus irmãos.

A resposta de Abraão é curta e direta: Eles têm Moisés e os profetas, que os escutem! Mas se os irmãos do rico forem surdos Palavra, e viverem no egoísmo, não adiantará alguém ir até eles. No egoísmo, o ser humano se nega ação do Espírito Santo, que move os corações e faz acontecer a partilha. Surdos Palavra de Deus, desconhecem os mandamentos a ser guardado.

Esta é uma advertência para todos nós. A Palavra da Sagrada Escritura é a luz que pode iluminar o nosso caminho. seguindo esta luz que encontraremos, aqui na terra, a solidariedade, a fraternidade, e, na outra vida acolhida na casa de Deus.

Um retrato do verdadeiro fiel, que escuta a Palavra de Deus, que se deixa orientar pela Palavra de Deus, nos é dado pela segunda leitura, ou seja, Timóteo (Bispo da comunidade de feso). Ele procura a justiça, a piedade, a fé, o amor, a firmeza, a mansidão, que são as verdadeiras riquezas, que enriquecem a pessoa humana.

Hoje, dia a Bíblia, o Evangelho recomenda: atenção s Sagradas Escrituras. Escutar Moisés e os profetas, os evangelhos, os Atos dos apóstolos e as Cartas nos põe dentro do espírito de Deus, nos ilumina e inspira para fazer a vontade do Senhor. Lendo e meditando a Palavra de Deus poderemos abrir os olhos, sair da cegueira do nosso apego a nós mesmos e aos nossos bens, para enxergar melhor o que devemos fazer.

A ligação entre a Palavra e a ação eucarística nos mostra hoje o seguinte: Nós, que celebramos a Eucaristia, escutamos Moisés, os profetas, Jesus Cristo e temos entre nós a presença do Ressuscitado entre os mortos. Estamos convencidos disso? Celebrar a Eucaristia é algo extraordinariamente comprometedor, é realmente um juízo de Deus sobre nós.

Por fim, peçamos, então, a graça de nos deixamos conduzir sempre pela Palavra de Deus, para vivermos melhor a solidariedade, a partilha, a fraternidade, hoje e sempre. Amém!

Dom Moacir Silva
Arcebispo Metropolitano


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