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14/11
2016

Jubileu Extraordinário da Misericórdia - Ano Santo

Mais de 2 mil fiéis no encerramento do Ano Santo da Misericórdia em Ribeirão Preto

As constantes chuvas no domingo, 13 de novembro de 2016, não afastaram os mais de 2 mil fiéis da Arquidiocese de Ribeirão Preto, que estiveram na Catedral Metropolitana de São Sebastião, em Ribeirão Preto (SP), s 15 horas, para a celebração


Mais de 2 mil fiéis no encerramento do Ano Santo da Misericórdia em Ribeirão Preto

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As constantes chuvas no domingo, 13 de novembro de 2016, não afastaram os mais de 2 mil fiéis da Arquidiocese de Ribeirão Preto, que estiveram na Catedral Metropolitana de São Sebastião, em Ribeirão Preto (SP), s 15 horas, para a celebração de Encerramento do Ano Santo da Misericórdia Jubileu Extraordinário da Misericórdia. Nem o cancelamento das quatro procissões previstas em quatro pontos estratégicos da região central, desmotivou os fiéis que vieram diretamente para a Catedral e lotaram as dependências da Igreja Mãe da Arquidiocese. A missa foi presidida pelo arcebispo dom Moacir Silva e contou com as presenças de: padres, diáconos, religiosos e religiosas, e caravanas das 85 paróquias, 5 quase paróquias, 2 reitorias e 1 área pastoral.

A Porta Santa da Catedral Metropolitana de São Sebastião esteve aberta desde o dia 13 de dezembro do ano de 2015. Durante todo o Ano Santo vivenciamos com alegria, entusiasmo e cheios de esperança o Ano Santo da Misericórdia e concluímos esta etapa na certeza de que seus frutos permanecerão para sempre. 

Nas escadarias do presbitério ficaram expostas quatro cruzes de madeira, sinal e marco do Ano Santo da Misericórdia. Elas foram, antes do encerramento da missa, abençoadas pelo arcebispo, para serem enviadas a quatro pontos distintos da Arquidiocese, como sinal do Jubileu Extraordinário da Misericórdia: Comunidade Missionária Divina Misericórdia, em Batatais, por ser uma obra da misericórdia para com os irmãos pobres e abandonados; Mosteiro Regina Pacis (Colégio Vita et Pax), em Ribeirão Preto, marcando a presença da vida religiosa na Arquidiocese, através das obras espirituais e corporais da misericórdia prestados pelas congregações e ordens religiosas;  Santuário Senhor Bom Jesus da Lapa, em Jardinópolis, por ser o santuário de maior fluxo de fiéis, que tem no Senhor crucificado ponto de referência para sua fé e Santuário Santa Rita de Cássia, em Santa Rita do Passa Quatro, elevado categoria de santuário em 1 de novembro de 2016, no ano Santo da Misericórdia.

Durante todo o Ano Santo da Misericórdia, foi-nos pedido que a Cruz de Cristo fosse evidenciada, pois ela traduz toda misericórdia do Pai. Neste contexto encontramos no subsídio do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização: Através dos séculos, a Cruz foi sinal do mais terrível dos suplícios e, em certo sentido, ainda hoje o é.

De fato, quantos cristãos, até hoje, em nome da Cruz de Cristo, oferecem a sua vida no martírio. Por isso, ela adquire um elevado valor simbólico, especialmente neste Ano Santo, sobretudo nas terras e nas Igrejas que ainda sofrem violências e opressões por causa da sua fé em Cristo morto e ressuscitado. Com efeito, para o cristão, árvore da Cruz foi enxertada na árvore da justiça e da paz, que é Cristo, árvore da vida, tálamo, trono, altar da nova aliança. De Cristo, novo Adão adormecido na cruz, saiu o admirável sacramento de toda a Igreja. A cruz é o sinal da realeza de Cristo sobre os que no Batismo foram configurados com Ele, pela sua morte e ressurreição. Na tradição dos Padres, a Cruz é o sinal do Filho do homem que aparecerá nos finais dos tempos, mas também é o sinal da grande misericórdia do Pai, que, por amor a humanidade, oferece o Filho como vítima de expiação pelos pecados dos homens. Por esse motivo, a Cruz representa também o principal sinal e referência do Ano Santo.

Ao inicia a homilia, o arcebispo dom Moacir Silva, recordou a importância de termos vivido com intensidade o Ano Santo da Misericórdia. Nesta Solene celebração conclusiva do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, rendemos graças a Deus por sua infinita misericórdia para com todos e cada um de nós. Somos gratos também ao Papa Francisco por convocar o Ano da Misericórdia e nos recordar que há momentos em que somos chamados, de maneira ainda mais intensa, a fixar o olhar na misericórdia, para nos tornar nós mesmos sinal eficaz do agir do Pai (MV, 3). Com certeza, este Ano Santo foi um tempo de graças e bênçãos para todos nós, quando experimentamos de forma mais intensa o amor misericordioso de Deus, diante das nossas fragilidades e necessidades. Ressalto aqui o fato de nossa igreja Catedral ter-se tornado um templo da misericórdia divina pelo atendimento de confissões, de terça a sexta-feira, em todos os horários, ao longo deste Jubileu. Minha profunda gratidão a todos os padres que atuaram aqui, possibilitando a tanto fiéis o encontro com a misericórdia no sacramento da Penitência, destacou dom Moacir.

O arcebispo ainda lembrou que a porta da Misericórdia permanecerá aberta em nossas vidas e corações. Concluímos, hoje, o Jubileu Extraordinário da Misericórdia, mas não fechamos a Porta da Misericórdia; ela continuará sempre aberta. Primeiro, porque ela é a porta central de nossa igreja-mãe. Não fechamos a porta para manifestar a consequência do Ano da Misericórdia na vida da Igreja que assume uma atitude acolhedora, com portas escancaradas para acolher com amor a quem quer que se arrisque a entrar, lembrou dom Moacir.

Dom Moacir lembrou aos fiéis a importância de estarmos comprometidos com o gesto concreto deste Ano da Misericórdia assumido por toda a Arquidiocese. O Ano da Misericórdia nos motivou, nos impulsionou a sermos mais misericordiosos. O Papa Francisco deseja que em cada diocese o Ano da Misericórdia deixe uma marca, uma obra para se praticar misericórdia. Neste sentido, nossa Arquidiocese assume com mais compromisso a Pastoral Carcerária, que é uma grande obra de misericórdia. Aos encarcerados é preciso que chegue concretamente a misericórdia do Pai que quer estar próximo de quem mais precisa do seu perdão (Papa Francisco Carta ao Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização), explicou o arcebispo.

Ao concluir a homilia, dom Moacir disse: Queridos irmãos e queridas irmãs! Estamos concluindo o Jubileu Extraordinário da Misericórdia. Somos chamados a avançar na vivência e na prática da misericórdia, conscientes de que a Igreja vive uma vida mais autêntica quando professa e proclama a misericórdia (São João Paulo II, DM, 2). Agora, com mais dedicação continuemos a praticar as obras de misericórdia corporais e espirituais, certos de que na raiz das obras de caridade está presente o rosto do Deus misericordioso e a necessidade do homem: elas nascem da experiência do amor de Deus e cumprem o mandamento do amor ao próximo. Que Maria, Mãe de misericórdia, nos ajude a crescer na vivência da misericórdia, hoje e sempre. Amém, concluiu dom Moacir.

Antes dos ritos finais, como marco do jubileu, dom Moacir abençoou as quatro cruzes, símbolos do Ano Santo da Misericórdia, e também as pequenas cruzes que o arcebispo entregou aos Agentes da Pastoral Carcerária, como sinal do gesto concreto do jubileu. Em seguida, numa urna de vidro (cápsula memorial) foi depositado o livro do Jubileu e subsídios utilizados durante o Ano Santo, e em procissão, o arcebispo e a comissão especial para o jubileu, conduziram a urna até a Porta de entrada da Catedral para enterrá-la sob uma tampa de mármore inscrita: Esta Catedral foi Porta da Misericórdia do Ano Santo. Depois da bênção, na saída, os fiéis receberam um livreto explicativo do trabalho da Pastoral Carcerária na Arquidiocese.


Ano Santo - O Jubileu da Misericórdia foi anunciado pelo Papa Francisco, no dia 13 de março de 2015, segundo aniversário de sua eleição ao Pontificado, durante uma celebração penitencial no Vaticano e proclamado em 11 de abril de 2015 com a Bula (documento papal) Misericordiae Vultus (O Rosto da Misericórdia). Seu lema: Misericordiosos como o Pai (Lc 6, 36). O início do Jubileu ocorreu com a abertura da Porta Santa na Basílica de São Pedro, a 8 de dezembro de 2015, na Solenidade da Imaculada Conceição. Nas diocese e arquidioceses a abertura da Porta Santa ocorreu em 13 de dezembro de 2015 e o encerramento em 13 de novembro de 2016. O papa Francisco encerrará o Jubileu com o fechamento da Porta Santa na Basílica de São Pedro, em Roma, no dia 20 de novembro de 2016, na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo.


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