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09/12
2016

Arcebispo

Dom Moacir celebrou 30 anos de vida sacerdotal

O arcebispo dom Moacir Silva celebrou no dia 6 de dezembro de 2016, na paróquia Nossa Senhora de Fátima, Sumaré, em Ribeirão Preto (SP), a missa de ação de graças pelos 30 anos de vida sacerdota


Dom Moacir celebrou 30 anos de vida sacerdotal

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O arcebispo dom Moacir Silva celebrou no dia 6 de dezembro de 2016, na paróquia Nossa Senhora de Fátima, Sumaré, em Ribeirão Preto (SP), a missa de ação de graças pelos 30 anos de vida sacerdotal, e na ocasião recordou-se também o aniversário de 12 anos de ordenação episcopal, a ser celebrado no dia 11 de dezembro. Um grande número de padres, diáconos, religiosos, religiosas, seminaristas, familiares e agentes de pastoral esteve presente na missa para render graças a Deus pelo jubileu de pérola sacerdotal de dom Moacir Silva. A recordação da vida apresentou um breve histórico vocacional de dom Moacir, ilustrado por símbolos que marcaram a trajetória do arcebispo, desde os tempos de juventude, seminário, ordenação sacerdotal e episcopal, em São José dos Campos, e o período como arcebispo na Arquidiocese de Ribeirão Preto. A celebração contou com a animação litúrgica (cânticos) do Coral da paróquia Nossa Senhora Aparecida, de Sertãozinho.

Ordenação Sacerdotal

Com o lema sacerdotal: Sacerdote: homem de Deus em meio aos homens, o arcebispo metropolitano de Ribeirão Preto, dom Moacir Silva, foi ordenado sacerdote em 6 de dezembro de 1986, pelas mãos de Dom Eusébio Oscar Scheid, SCJ, sendo o sexto padre a ser ordenado na Diocese de São José dos Campos. Dom Moacir Silva, 62, natural de São José dos Campos (SP), entrou para o seminário aos 21 anos. Fez o Curso Filosófico, entre 1980 e 1982, no Seminário Bom Jesus, em Aparecida e o Curso Teológico, entre 1983 e 1986, no Instituto Teológico Sagrado Coração de Jesus, em Taubaté.

Episcopado

Dom Moacir ainda tem motivos para agradecer a Deus no mês de dezembro. No dia 11, completa 12 anos de ordenação episcopal. Dom Moacir foi nomeado bispo diocesano de São José dos Campos (SP), em 20 de outubro de 2004. A Ordenação Episcopal ocorreu no dia 11 de dezembro de 2004, em São José dos Campos, acompanhada por mais de 7 mil pessoas. Dom Nelson Westrupp, SCJ, foi o bispo ordenante e os coordenantes foram: Cardeal Raymundo Damasceno Assis e Dom Dimas Lara Barbosa. Seu lema episcopal é Permanecei em mim (Jo 15, 4), que expressa sua firme convicção de que só é possível viver e realizar bem o ministério episcopal numa profunda intimidade com Jesus Cristo, o Bom Pastor.

Em 24 de abril de 2013, dom Moacir foi nomeado pelo papa Francisco arcebispo metropolitano de Ribeirão Preto, e tomou posse na Catedral Metropolitana de São Sebastião, em 23 de junho de 2013.


Leia a íntegra da Homilia


Queridos irmãos e queridas irmãs! Agradeço a cada um de vocês que veio rezar comigo nesta ação de graças pelos trinta anos de ordenação presbiteral e doze anos de ordenação episcopal.

Ao preparar-me para o ministério presbiteral, desejei viver o ministério como homem de Deus em meio aos homens, consciente de que o segredo do ministério presbiteral reside na profunda comunhão com Jesus Cristo. Ao ser nomeado para o ministério episcopal renovei esta consciência e decidi escutar diariamente o convite/mandato de Jesus: Permanecei em mim, consciente de que somente permanecendo nEle e Ele em mim, poderei realizar a missão que Ele me confia, na sua Igreja.

Aqui, recordo um ensinamento de Bento XVI que disse: O núcleo do sacerdócio é o fato de sermos amigos de Jesus Cristo. Somente assim podemos falar verdadeiramente in persona Christi, embora a nossa distância interior de Cristo não possa comprometer a validade do Sacramento. Ser amigo de Jesus, ser sacerdote, significa ser homem de oração... Assim aprendemos a viver, a sofrer e a agir com Ele e por Ele. A amizade com Jesus é sempre amizade com os seus. Só podemos ser amigos de Jesus na comunhão com Cristo inteiro, com a cabeça e o corpo; na videira exuberante da Igreja, animada pelo seu Senhor [...] Ser sacerdote significa tornar-se amigo de Jesus Cristo, e isto cada vez mais com toda a nossa existência. O mundo tem necessidade de Deus não de um deus qualquer, mas do Deus de Jesus Cristo, do Deus que se fez carne e sangue, que nos amou a ponto de morrer por nós, que ressuscitou e criou em Si mesmo um espaço para o homem. Este Deus deve viver em nós, e nós nele. Esta é a nossa vocação sacerdotal: somente deste modo o nosso agir presbiteral pode dar fruto. (Missa Crismal 2006).

A celebração do aniversário de Ordenação é sempre uma oportunidade para refletir sobre o ministério recebido. Neste sentido, escutamos São Paulo falando aos anciãos de feso e a nos Bispos e Padres: Cuidai de vós mesmos e de todo rebanho, sobre o qual o Espirito Santo vos colocou como guardas, para pastorear a Igreja de Deus, que ele adquiriu com o sangue do próprio Filho (At 20,28).

Cuidai de vós mesmos... Aqui está uma das motivações da Pastoral Presbiteral. O cuidar de si mesmo significa qualificar-se bem, atualizar-se, ser competente naquilo que faz; significa cuidar da saúde física, emocional e espiritual.

Cuidai de vós mesmos e de todo rebanho... Cuidar do rebanho! Aqui vale lembrar o que disse o Diretório para o Ministério e a Vida dos Presbíteros: Pastor da comunidade imagem de Cristo, Bom Pastor, que oferece a sua vida por toda Igreja, o sacerdote existe e vive para ela; por ela reza, estuda, trabalha e se sacrifica; por ela está disposto a dar a vida, amando-a como Cristo, dirigindo para ela todo o seu amor e a sua estima, prodigando-se com todas as forças e sem limites de tempo por torná-la, imagem da Igreja esposa de Cristo, cada vez mais bela e digna da complacência do Pai e do amor do Espirito Santo (77b).

Cuidai de vós mesmos e de todo rebanho, sobre o qual o Espirito Santo vos colocou como guardas... Não nos esqueçamos de que é o Espírito Santo que conduz a Igreja; portando, por trás de um Decreto de nomeação, de uma Provisão está a ação do Espirito Santo. Isso exige sempre de nós, espírito de fé e obediência fé.

Cuidai de vós mesmos e de todo rebanho, sobre o qual o Espirito Santo vos colocou como guardas, para pastorear a Igreja de Deus... Pastorear a Igreja de Deus. A Igreja é de Deus; Igreja que Ele adquiriu com o sangue do próprio Filho. A Igreja não é minha; portanto não posso fazer com ela aquilo que eu acho simplesmente. Na Igreja, sou servidor de Cristo e administrador dos mistérios de Deus e o que se exige dos administrares é que sejam fieis (cf. 1Cor 4, 1-2). A Igreja, que custou o Sangue de Cristo, não é minha, é de Deus. Quanta responsabilidade!

Na Igreja devo ser sempre servidor, a exemplo de Cristo que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos (Mt 20, 28). No serviço Presbiteral, quero recordar o ensinamento do Papa Francisco: sede pastores com o cheiro das ovelhas, que se sinta este , serem pastores no meio do seu rebanho, e pescadores de homens. verdade que a chamada crise de identidade sacerdotal nos ameaça a todos e vem juntar-se a uma crise de civilização; mas, se soubermos quebrar a sua onda, poderemos fazer-nos ao largo no nome do Senhor e lançar as redes. um bem que a própria realidade nos faça ir para onde, aquilo que somos por graça, apareça claramente como pura graça, ou seja, para este mar que é o mundo atual onde vale só a unção não a função e se revelam fecundas unicamente as redes lançadas no nome dAquele em quem pusemos a nossa confiança: Jesus (Missa Crismal 2013).

Ainda neste serviço presbiteral, reproduzo o pedido do Papa Francisco aos sacerdotes, na Carta Apostólica Misericordia et misera (10): Aos sacerdotes, renovo o convite para se prepararem com grande cuidado para o ministério da Confissão, que é uma verdadeira missão sacerdotal. Agradeço-vos vivamente pelo vosso serviço e peço-vos para serdes acolhedores com todos, testemunhas da ternura paterna não obstante a gravidade do pecado, solícitos em ajudar a refletir sobre o mal cometido, claros ao apresentar os princípios morais, disponíveis para acompanhar os fiéis no caminho penitencial respeitando com paciência o seu passo, clarividentes no discernimento de cada um dos casos, generosos na concessão do perdão de Deus. Como Jesus, perante a adúltera, optou por permanecer em silêncio para a salvar da condenação morte, assim também o sacerdote no confessionário seja magnânimo de coração, ciente de que cada penitente lhe recorda a sua própria condição pessoal: pecador mas ministro da misericórdia.

Por fim, suplicamos a Maria: Mãe de Jesus Cristo, estivestes com Ele nos inicios da sua vida e missão, Mestre O procurastes entre a multidão, assististe-O levantado na terra, consumado para o sacrifício único e eterno, e tiveste perto João, vosso filho, acolhei desde o principio os chamados, protegei o seu crescimento, acompanhai na vida e no ministério vossos filhos, ó Mãe dos sacerdotes. Amém (São João Paulo II PDV).

Dom Moacir Silva
Arcebispo Metropolitano de Ribeirão Preto

6 de dezembro de 2016



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