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19/12
2016

Comissão Arquidiocesana em Defesa da Vida

Arquidiocese unida rezou o Terço da Vida

A Comissão Arquidiocesana em Defesa da Vida (CADV), agentes das diversas pastorais e movimentos, jovens do Setor Juventude, padres, seminaristas e um grande número de fiéis se reuniram no sábado, 10 de dezembro


Arquidiocese unida rezou o Terço da Vida

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A Comissão Arquidiocesana em Defesa da Vida (CADV), agentes das diversas pastorais e movimentos, jovens do Setor Juventude, padres, seminaristas e um grande número de fiéis se reuniram no sábado, 10 de dezembro, s 15 horas, na Praça XV de Novembro, região central de Ribeirão Preto (SP), para a reza do Terço da Vida. O arcebispo dom Moacir Silva presidiu o momento de oração, motivado pelas preocupações e circunstâncias atuais, onde o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu descriminalizar o aborto no primeiro trimestre de gestação, ao julgar um caso concreto, e o Congresso Nacional anunciou a criação de comissão especial para debater o aborto no país. Com o terço na mão, em defesa da vida, a Arquidiocese rezou para que este crime (aborto) não prevaleça em nossa nação!

O espaço da Praça XV, no calçadão, onde os participantes se concentraram, chamou a atenção dos pedestres pela ornamentação e manifestação dos fiéis: o banner de Nossa Senhora Grávida, réplicas de bebês em gestação feitos de silicone, vasos com flores, e muitas rosas, para a cada recitação da Ave-Maria, uma rosa ser ofertada a Nossa Senhora, sinal da vida e da esperança de uma sociedade unida em defesa da vida.  

Antes de iniciar a recitação do terço, o arcebispo dom Moacir Silva, leu da Nota da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB): Nota da CNBB em defesa da vida, publicada em 1 de dezembro de 2016, e frisou a necessidade de defendermos incondicionalmente a vida, desde a concepção até a morte natural. O arcebispo conclamou os fiéis a rezarem em defesa da vida e a estarem atentos e contrários a todas as situações que não defendam a vida. Nós nos reunimos aqui para um momento em defesa da vida desde a concepção até a morte natural. A CNBB publicou uma nota e nós nos reunimos em atenção a este pedido e por causa do nosso compromisso com a defesa da vida. Por isso publicamente vamos rezar o terço pela vida, disse dom Moacir. A nota da CNBB expressa o seguinte apelo:

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, por meio de sua Presidência, manifesta sua posição em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural (cf. Constituição Federal, art. 1°, III; 3°, IV e 5°, caput). A CNBB respeita e defende a autonomia dos Poderes da República. Reconhece a importância fundamental que o Supremo Tribunal Federal (STF) desempenha na guarda da Constituição da República, particularmente no momento difícil que atravessa a nação brasileira. Discorda, contudo, da forma com que o aborto foi tratado num julgamento de Habeas Corpus, no STF. Reafirmamos nossa incondicional posição em defesa da vida humana, condenando toda e qualquer tentativa de liberação e descriminalização da prática do aborto. Conclamamos nossas comunidades a rezarem e a se manifestarem publicamente em defesa da vida humana, desde a sua concepção. Nossa Senhora, Mãe de Jesus e nossa Mãe, interceda por nós, particularmente pelos nascituros.

Terminada a leitura da nota, dom Moacir deu início a meditação dos mistérios gozosos do terço, precedida por breve reflexão sobre a defesa da vida: Anunciação a Maria, Visitação de Nossa Senhora a sua prima Isabel, Nascimento de Jesus, Apresentação do Menino Jesus no Templo e Perda e encontro do Menino Jesus no Templo. As recitações da Ave-Maria foram rezadas pelos fiéis que ao final da oração ofertavam uma rosa a Nossa Senhora e ao final de cada mistério cânticos mariano eram entoados.

De acordo com a Comissão Arquidiocesana em Defesa da Vida (CADV), o ato público e a recitação do terço configuraram o posicionamento público da Arquidiocese de Ribeirão Preto. Em nota, a comissão diz: não podemos aceitar, tampouco concordar com a decisão da mais alta Corte (STF) do país, quanto a descriminalização do aborto, até o terceiro mês de gravidez, decisão essa que fere, frontalmente o artigo 5 (caput) da Constituição Federal que declara a vida humana como um direito inviolável e que configura o Estado Democrático de Direito. Fere ainda o Pacto de São José (Costa Rica, 1989), o qual o Brasil é signatário, que em seu artigo 4, garante o direito vida desde o momento de sua concepção.   

Para a integrante da CADV, Cristiane Ferreira da Silva, a manifestação expressou o desejo de seguirmos em frente e darmos continuidade a incisiva luta em defesa da vida. A beleza deste momento de fé  nos ajudou a sentir a grandeza da Vida, expressou Cristiane.

O coordenador de pastoral, padre Luis Gustavo Tenan Benzi, antes da bênção de dom Moacir, agradeceu a presença de todos e sinalizou a importância de nos reunirmos para rezar e também manifestarmos gestos que expressem a defesa da vida. No encerramento desta manifestação em favor da vida eu agradeço a Deus pela oportunidade nos dada, por intermédio do incentivo de nosso arcebispo dom Moacir, de estamos aqui manifestando a favor da vida, escolhendo como nos pede a Palavra de Deus a vida. Uma oportunidade que nós celebramos através da oração do terço Virgem Maria, aquela que nos trouxe o autor da vida. significativo nós fazermos a nossa manifestação neste lugar onde nasceu a nossa cidade de Ribeirão Preto. Foi neste terreno que começou a nossa história. significativo e a providência de Deus colaborou para isso, nós celebrarmos essa nossa manifestação hoje, 10 de dezembro, o dia que a Organização das Nações Unidas proclamou o Dia dos Direitos Humanos. E nós estamos aqui nos manifestando pelo direito daqueles que daqueles que não podem se manifestar pelos seus direitos: as crianças que são abortadas. Que todos nós façamos o possível para defender a vida humana em todos os seus estágios, concluiu padre Gustavo.




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