Hoje é
Notícias

09/01
2017

Arcebispo

Dom Moacir presidiu celebração na Solenidade da Santa Mãe de Deus

Na solenidade da Santa Mãe de Deus, Maria, 31 de dezembro de 2016, s 20 horas, o arcebispo dom Moacir Silva presidiu a Eucaristia na Catedral Metropolitana de São Sebastião


Dom Moacir presidiu celebração na Solenidade da Santa Mãe de Deus

Na solenidade da Santa Mãe de Deus, Maria, 31 de dezembro de 2016, s 20 horas, o arcebispo dom Moacir Silva presidiu a Eucaristia na Catedral Metropolitana de São Sebastião, em Ribeirão Preto (SP). Concelebrou o pároco padre Francisco Jaber Zanardo Moussa, e serviu nas funções litúrgicas o diácono João Paulo Tarlá Júnior. Um grande número de fiéis participou da concelebração eucarística no encerramento do ano civil.

Nos ritos finais, dom Moacir Silva concedeu a bênção e votos de um novo ano abençoado: E com a bênção solene, eu desejo a todos e a cada um de vocês um abençoado e feliz ano de 2017, extensivo a todos os fiéis da Arquidiocese de Ribeirão Preto.

Leia a homilia na íntegra

Queridos irmãos e queridas irmãs! Estamos chegando ao final de mais um ano. Então, é momento para redermos graças a Deus, nosso Senhor, por todos os dons e graças que Ele nos concedeu ao longo deste ano. O Senhor nos acompanhou em tudo, nos momentos alegres e felizes, como também nos momentos de decisões importantes, de dificuldades, de desafios, de sofrimentos e dores. Em tudo o Senhor nos acompanhou com sua graça e sua infinita misericórdia. Por isso, a vós, ó Deus, louvamos, a vós, Senhor, cantamos. A vós, eterno Pai, adora toda a terra.

Na oitava do Natal celebramos a Solenidade da Mãe de Deus, Maria. a festa da maternidade divina e veneração quela que é Mãe de Cristo e Mãe da Igreja. 

A Solenidade da Maternidade de Maria dizia o Beato Paulo VI é ocasião própria para renovar a adoração ao recém-nascido Príncipe da Paz, para escutar de novo o jubiloso anúncio evangélico, e para pedir a Deus por mediação da Rainha da Paz o dom supremo da Paz. Por isso na feliz coincidência da oitava do Natal com o principio do ano novo (MC, 5,2) celebramos também o Dia Mundial da Paz.

Nesta Solenidade, queremos, com Maria, meditar a Palavra de Deus. A primeira leitura, do livro dos Números, é uma bênção sacerdotal do Antigo Testamento, usada para encerrar as grandes celebrações litúrgicas do templo de Jerusalém. 

A bênção é destinada a todo o povo de Deus. As palavras são carregadas de significados. Abençoar significa dar a vida que se manifesta como crescimento, aumento, sucesso, fertilidade e prosperidade e como conseqüência o povo tem a proteção de Deus.

A bênção, além de ser sinal do carinho e proteção de Deus, é educativa. Termina pedindo que Deus dê ao povo a paz. Em Jesus, o Príncipe da paz, o Pai nos deu a bênção em plenitude.

A carta de São Paulo aos Gálatas acentua que o Filho de Deus entrou de verdade na família humana: ele é nascido de mulher. Maria é a porta de entrada que torna Jesus um de nós. São Paulo acrescenta que ele veio para fazer de nós filhos, com Ele. O Filho de Deus se faz humano, nascido de uma mulher, para que o homem se converta em filho de Deus por adoção. 

Desde agora, impulsionados pelo Espírito, podemos chamar a Deus de Pai e ao semelhante a nós de irmão. A Encarnação de Deus em nossa raça humana é a grande esperança para a paz e para a reconciliação dos homens entre si e com Deus. O dom do Pai é Cristo Jesus; Ele é nossa paz.

O Evangelho de hoje é a continuação do trecho lido na noite de Natal. Os pastores foram s pressas a Belém. Uma curiosidade santa os impelia, desejosos de verem numa manjedoura este menino, de quem o anjo tinha dito que era o Salvador, o Messias, o Senhor. A grande alegria, de que o anjo falara, apoderara-se dos seus corações e dava-lhes asas. Eles encontraram Maria e José, e o recém-nascido deitado na manjedoura.

Eles não encontram nada de extraordinário. Encontram somente um menino, com seu pai e sua mãe. Mas naquele ser fraco, necessitado de ajuda e proteção, eles reconhecem o Salvador. Eles percorreram o caminho da obediência da fé, pois obedeceram a palavra do Anjo: encontrareis um recém-nascido...

Discípulo é aquele que, diante da mensagem de Deus que ressoa no Evangelho, sente-se provocado, responde com um sim e não procura outras provas além da Palavra, porque nela reconhece a voz do Pai que o chama para a salvação.

Aprendamos com os pastores de Belém. Tendo chegado diante do Menino, o que eles fazem? Eles continuam observando, pasmados, extasiados, a obra estupenda que Deus operou para os homens; a seguir, correm para anunciar aos outros a própria alegria; e todos os que escutam ficam também admirados.

A reação de Maria diante da narração dos pastores deve ser destacada. O Evangelho diz que ela guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu coração. O que quer dizer isso? Significa que ela mantinha unidos, reunia no seu coração todos os eventos que lhe estavam para acontecer; colocava cada um dos elementos, cada palavra, cada acontecimento no interior do tudo confrontando-o, conservando-o e reconhecendo que tudo deriva da vontade de Deus. Maria não se limita a uma primeira compreensão superficial daquilo que acontece na sua vida, mas sabe olhar em profundidade, deixa-se interpelar pelos eventos, elabora-os, discerne-os e alcança aquele entendimento que só a fé pode garantir. a humildade profunda da fé obediente de Maria, que acolhe em si mesma também aquilo que não compreende no agir de Deus, deixando que seja Deus quem abre a sua mente e o seu coração. 

O Evangelho quer ensinar que Maria sabe ver em tudo o que acontece o projeto de Deus. Ela não se porta como nós que, muitas vezes, nos deixamos perturbar por qualquer contrariedade insignificante ou por qualquer novidade da qual tomamos conhecimento. Ela sabe meditar no seu coração tudo, e desta forma sempre consegue descobrir o projeto do amor de Deus.

Nesta Solenidade da Santa Mãe de Deus, a Rainha da Paz, celebramos o Dia Mundial da Paz. Para este dia, o Papa Francisco, apresenta sua mensagem com o tema: A não-violência: estilo de uma política para a paz.

Diz o Santo Padre: desejo deter-me na não-violência como estilo duma política de paz, e peço a Deus que nos ajude, a todos nós, a inspirar na não-violência as profundezas dos nossos sentimentos e valores pessoais. Sejam a caridade e a não-violência a guiar o modo como nos tratamos uns aos outros nas relações interpessoais, sociais e internacionais [...]; possa a não-violência tornar-se o estilo caraterístico das nossas decisões, dos nossos relacionamentos, das nossas ações, da política em todas as suas formas (1c).

O Santo Padre apresenta o caminho para a não-violência, o seguimento de Jesus Cristo. O próprio Jesus viveu em tempos de violência. Ensinou que o verdadeiro campo de batalha, onde se defrontam a violência e a paz, é o coração humano: Porque é do interior do coração dos homens que saem os maus pensamentos (Mc 7, 21)... Jesus traçou o caminho da não-violência que Ele percorreu até ao fim, até cruz, tendo assim estabelecido a paz e destruído a hostilidade (cf. Ef 2, 14-16). 

O Papa lembra o papel da família, na formação para a não-violência. Se a origem donde brota a violência é o coração humano, então é fundamental começar por percorrer a senda da não-violência dentro da família [...]. Esta constitui o cadinho indispensável no qual cônjuges, pais e filhos, irmãos e irmãs aprendem a comunicar e a cuidar uns dos outros desinteressadamente e onde os atritos, ou mesmo os conflitos, devem ser superados, não pela força, mas com o diálogo, o respeito, a busca do bem do outro, a misericórdia e o perdão. A partir da família, a alegria do amor propaga-se pelo mundo, irradiando para toda a sociedade. Aliás, uma ética de fraternidade e coexistência pacífica entre as pessoas e entre os povos não se pode basear na lógica do medo, da violência e do fechamento, mas na responsabilidade, no respeito e no diálogo sincero (5a).

Por fim, o Papa nos conclama: No ano de 2017, comprometamo-nos, através da oração e da ação, a tornar-nos pessoas que baniram dos seus corações, palavras e gestos da violência, e a construir comunidades não-violentas, que cuidem da casa comum. Nada é impossível, se nos dirigimos a Deus na oração. Todos podem ser artesãos de paz (7b).

Que Maria, Rainha da Paz, neste Ano Mariano ajude a cada um de nós a sermos melhores construtores da paz, da harmonia e da fraternidade, ao longo do novo ano e sempre. Amém.

Dom Moacir Silva
Arcebispo Metropolitano


CONTATO

Rua Tibiriçá nº 879 – Centro
CEP: 14010-090
Ribeirão Preto/SP


Atendimento

de 2ª a 6ª feira
Das 8h às 12h
Das 13h às 17h (16) 3610 8477

Copyright © 2019 - Arquidiocese de Ribeirão Preto - Desenvolvido por Com5