Hoje é
Notícias

10/04
2017

Semana Santa

Dom Moacir presidiu a celebração do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor

A concelebração eucarística do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, 9 de abril de 2017, reuniu os fiéis, primeiro, na Esplanada do Theatro Pedro II, na região central, s 8 horas


Dom Moacir presidiu a celebração do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor

Acesse a Galeria de Fotos

A concelebração eucarística do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, 9 de abril de 2017, reuniu os fiéis, primeiro, na Esplanada do Theatro Pedro II, na região central, s 8 horas, local da bênção dos ramos e da saída da procissão. Na Esplanada, o arcebispo dom Moacir Silva, abençoou os ramos e, após a proclamação da leitura do Evangelho, houve o início a procissão pelas ruas do centro de Ribeirão Preto até a Catedral Metropolitana de São Sebastião para a continuidade da concelebração eucarística. Concelebraram o pároco da Catedral padre Francisco Jaber Zanardo Moussa e o mestre de cerimônias padre Antônio lcio de Souza (Padre Pitico), e serviu nas funções litúrgicas o diácono João Paulo Tarlá Júnior.

Na Catedral, ao iniciar a homilia, dom Moacir, explicou o sentido da celebração do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor. No Domingo de Ramos, da Paixão do Senhor, a Igreja entra no mistério do seu Senhor crucificado, sepultado e ressuscitado que, ao entrar em Jerusalém, prenunciou sua majestade. Comemoramos a entrada do Senhor em Jerusalém pela Bênção e Procissão de Ramos ou pela entrada solene das outras missas. Os textos da missa chamam nossa atenção para o mistério da Paixão do Senhor. Inocente, Jesus quis sofrer pelos pecadores. Santíssimo, quis ser condenado a morrer pelos criminosos. Sua morte apagou nossos pecados e sua ressurreição nos trouxe vida nova, explicou o arcebispo.

De acordo com dom Moacir, as leituras da liturgia do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, nos ajudam na preparação para vivermos plenamente a Semana Santa. Na primeira leitura encontramos a figura do Servo Sofredor, que passa pela humilhação de ser surrado, esbofeteado, cuspido no rosto; mas ele não reagiu: continuou confiando no Senhor. Esta profecia se cumpre plenamente na Paixão do Senhor. Na segunda leitura, encontramos Jesus no seu esvaziamento de si mesmo, assumindo a condição de escravo, humilhando-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte e morte de cruz. E nós, já experimentamos este processo esvaziamento de nós mesmos? Ou continuamos cheios de nós mesmos, das nossas verdades, das nossas certezas, dos nossos pontos de vistas, do nosso egoísmo? No Evangelho encontramos a narrativa da Paixão segundo São Mateus. Todos os evangelistas dedicam um espaço muito amplo para a narrativa da Paixão e Morte de Jesus. Cada evangelista, porém, apresenta alguns episódios, alguns pormenores, alguns tópicos exclusivos de cada um, explicou dom Moacir.

O arcebispo também refletiu a respeito do sofrimento pelo qual Jesus Cristo passou, porém, o que prevaleceu acima de tudo foi a vida plena, a ressurreição. Aproveitemos, meus irmãos e minhas irmãs, esta Semana Santa para contemplar o rosto doloroso do Senhor que se manifesta na hora extrema a hora da Cruz. MISTRIO no mistério, diante do qual o homem pode apenas prostrar-se em adoração. Celebrar a paixão e a morte de Jesus é abismar-se na contemplação de um Deus a quem o amor tornou frágil Por amor, Ele veio ao nosso encontro, assumiu os nossos limites e fragilidades, experimentou a fome, o sono, o cansaço, conheceu a experiência das tentações, tremeu perante a morte, suou sangue antes de aceitar a vontade do Pai; e, estendido no chão, esmagado contra a terra, atraiçoado, abandonado, incompreendido, continuou a amar. Desse amor resultou vida plena, que Ele quis repartir conosco até ao fim dos tempos: esta é a mais espantosa história de amor que é possível contar; ela é a boa notícia que enche de alegria o coração dos fiéis, destacou dom Moacir.

Dom Moacir lembrou ainda o sentido da contemplação da cruz e lembrou das vítimas da guerra na Síria. Contemplar a cruz, onde se manifesta o amor e a entrega de Jesus, significa assumir a mesma atitude e solidarizar-se com aqueles que são crucificados neste mundo: os que sofrem violência, os que são explorados, os que são excluídos, os que são privados de direitos e de dignidade, as vítimas do tráfico humano; as vítimas da guerra, as vítimas do ataque com armas químicas nesta semana na Síria, vitimando mais de 80 pessoas, dentre as quais 27 crianças. Olhar a cruz de Jesus significa denunciar tudo o que gera ódio, divisão, medo, em termos de estruturas, valores, práticas, ideologias; significa evitar que os homens continuem a crucificar outros homens; significa aprender com Jesus a entregar a vida por amor; significa defender e promover a vida humana, desde a sua concepção até sua morte natural, salientou o arcebispo

E, ao finalizar a homilia, o arcebispo convidou os fiéis a viverem com intensidade e fé a Semana Santa. Contemplemos a revelação plena do amor de Deus por todos e cada um de nós no Cristo crucificado. Aproveitemos a Semana Santa para isso. Que o Senhor nos conceda aprender o ensinamento de sua Paixão e ressuscitar com ele em sua glória. Assim seja!, concluiu dom Moacir.


CONTATO

Rua Tibiriçá nº 879 – Centro
CEP: 14010-090
Ribeirão Preto/SP


Atendimento

de 2ª a 6ª feira
Das 8h às 12h
Das 13h às 17h (16) 3610 8477

Copyright © 2019 - Arquidiocese de Ribeirão Preto - Desenvolvido por Com5