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07/04
2014

Advento

Arcebispo Dom Moacir visita Acampamento Alexandra Kollontai

O arcebispo Dom Moacir Silva visitou as famílias do Acampamento Alexandra Kollontai, em Serrana (SP), na quinta-feira, 4 de abril


Arcebispo Dom Moacir visita Acampamento Alexandra Kollontai

O arcebispo Dom Moacir Silva visitou as famílias do Acampamento Alexandra Kollontai, em Serrana (SP), na manhã de quinta-feira, 4 de abril, acompanhado do pároco da paróquia Divino Espírito Santo, de Serra Azul (SP), padre Manoel Aparecido do Espírito Santo.

Ao caminhar pela área, Dom Moacir declarou apoio s 450 famílias que estão sendo despejadas desde a última segunda-feira (31).

"Minha presença e a presença da Igreja aqui é para dizer que nós estamos juntos na busca por melhorias para cada um de vocês, disse Dom Moacir, acompanhado pelo Padre Manuel da Paróquia de Serra Azul.

O arcebispo ainda se comprometeu em escrever uma carta ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), pedindo maior agilidade ao assentamento das famílias.

Desde 2012, o governador vem assumindo um compromisso junto s famílias de adjudicar a fazenda e implementar um projeto de assentamento rural.

Vocês estão seguindo um caminho legítimo, por isso eu vim aqui hoje, porque vocês têm o direito de ter um pedacinho de chão para produzir e para viver, completou Dom Moacir.

Um efetivo de cerca de 200 policiais militares estão no local para garantirem a saída dos Sem Terra. As famílias que ocupam a Fazenda Martinópolis, de 1817 hectares, já estão desmontando seus barracos.
Suspensão da reintegração de posse

Desde o começo da semana que as famílias Sem Terra e a Defensoria Pública do Estado aguardam a resposta da Justiça sobre a petição, entregue na segunda, solicitando a suspensão da reintegração de posse.

O Acampamento Alexandra Kollontai existe há cerca de seis anos. Há diversos processos de execução fiscal movido contra a Usina Martinópolis, proprietária da Fazenda Martinópolis.

Um deles encontra-se em fase de realização de pericia dos bens da Usina (o prazo para encerramento da pericia é 10 de junho de 2014), incluindo a Fazenda Martinópolis, para futura adjudicação pela Fazenda Pública do Estado de São Paulo.

Trata-se de execução fiscal por dívida declarada e não paga pela Usina Martinópolis. A dívida de R$ 300 milhões por sonegação de Imposto sobre Operações Relativas Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços (ICMS) ultrapassa o valor dos bens da Usina, dentre eles o imóvel rural denominado Fazenda Martinópolis.

Fonte: www.mst.org.br/node/15921


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