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02/07
2014

Capela

Cruz do Pedro completa 125 anos de história

No cair da tarde da véspera da solenidade de São Pedro e São Paulo, 28 de junho, a sede da Fazenda Boa Vista, na estrada antiga que liga Bonfim Paulista a Guatapará, acolheu dezenas de peregrinos provenientes de diversas localidades que começara


Cruz do Pedro completa 125 anos de história

No cair da tarde da véspera da solenidade de São Pedro e São Paulo, 28 de junho, a sede da Fazenda Boa Vista, na estrada antiga que liga Bonfim Paulista a Guatapará, acolheu dezenas de peregrinos provenientes de diversas localidades que começaram a chegar para as festividades de São Pedro. Os peregrinos se reuniram ao redor da fogueira e dos andores preparados pelos responsáveis da fazenda e da festa para a reza terço em honra aos apóstolos São Pedro e São Paulo e, em seguida, participaram da procissão até a capela construída em memória do menino Pedro, assassinado e encontrado neste local, em 1889. Ali, primeiramente fora edificada uma cruz, e posteriormente a construção da capela. Da tradição e religiosidade popular o lugar é denominado Cruz do Pedro.

No dia seguinte, 29, solenidade de São Pedro e São Paulo Apóstolos, na frente da capela da Cruz de Pedro, o pároco da Imaculada Conceição, de Dumont, padre Marcos Roberto Carlos presidiu a Eucaristia, e na homilia, ressaltou a história do martírio dos Apóstolos Pedro e Paulo, e a trouxe para os dias atuais ao exemplificar com a história do menino Pedro: Quantos mártires do nosso tempo fazem a sua história! Exemplo disso é a história do Menino Pedro [...]. Unido na coroa do Martírio, entregou a sua vida [...]. E nós, muitas vezes, quanto deixamos de morrer, também, um pouco pelo outro? Enfim, esta devoção popular cresce a cada dia, sempre atraindo um grande número de fiéis que há 125 anos acorrem a Cruz do Pedro, destacou padre Marcos.

Festa da Cruz do Pedro - Narra a história que em 29 de junho de 1889 ia frente de um carro de boi como candeeiro um garoto de nome Pedro, com idade estimada em 9 anos, filho da viúva Constância. (Pesquisas históricas evidenciam que o menino era filho dos escravos João e Constância, liberto pela lei de 1871 e assassinado por volta de 1885). Sendo acusado de roubo pelo carreteiro Teodoro, o garoto Pedro afirmava que não havia roubado seu picuá de comida, mesmo assim foi espancado brutalmente até a morte. Seu corpo foi encontrado pela mãe, conduzida até o local, pelo pequeno cãozinho companheiro de Pedro. O corpo do menino estava dependurado em uma árvore simulando suicídio. A história conta que a mãe suportou a dor da perda e jurou que as mãos do assassino iriam secar. Pouco tempo depois do ocorrido, as mãos de Teodoro secaram. No lugar onde o corpo foi encontrado, ergueu-se uma Cruz, denominada mais tarde como Cruz do Pedro. Com as constantes visitas e peregrinações, no início do século XX, foi construída uma capela, ao que consta em pesquisas, depois de 1908, no período que Ribeirão Preto já era diocese. Estima-se que o morador da fazenda Boa Vista, Antônio Rodrigues Nunes, na madrugada de 28 para 29 de junho de 1938, deu início a organização da reza do terço e procissão que segue até os dias atuais.

Fonte: MOLINA, Sandra R. A Cruz do Pedro: memórias do menino que virou festa. Anais do XXI Encontro Estadual de História ANPHU-SP, Campinas, setembro 2012.

Colaboração: Seminarista Rafael Ribeiro e Padre Marcos Roberto Carlos






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