Dom Moacir celebra missa do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor na Catedral

Dom Moacir celebra missa do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor na Catedral

A Catedral Metropolitana de São Sebastião, no Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, 24 de março de 2024, por motivo da chuva precisou cancelar a procissão e realizar o rito e a bênção dos Ramos no hall de entrada da Igreja. O arcebispo dom Moacir Silva, abençoou os ramos e, após a proclamação da leitura do Evangelho, houve o início da procissão pelo corredor central da Igreja para a continuidade dos ritos da missa. Concelebraram o vigário paroquial da Catedral, padre João Marcos da Silva Carvalho e o mestre de cerimônias padre Antônio Elcio de Souza (Padre Pitico).

Homilia

Na introdução homilia o arcebispo Dom Moacir falou sobre o sentido da celebração do Domingo de Ramos onde a liturgia nos apresenta o significado da vida cristã. “No Domingo de Ramos, a liturgia convida-nos a contemplar o nosso Deus que, por amor, desceu ao nosso encontro, partilhou a nossa humanidade, fez-Se servo dos homens, deixou-Se matar para que o egoísmo e o pecado fossem vencidos. A cruz (que a liturgia deste domingo coloca no horizonte próximo de Jesus) apresenta-nos a lição suprema, o último passo desse caminho de vida nova que, em Jesus, Deus nos propõe: a doação da vida por amor. Os ritos do Domingo de Ramos refletem a exultação do povo à espera do Messias mas, ao mesmo tempo, caracterizam-se em pleno sentido como Liturgia ‘da paixão’. Com efeito, eles abrem-nos a perspectiva do drama já iminente, que acabamos de reviver na narração do evangelista Marcos. Também as outras leituras nos introduzem no mistério da paixão e morte do Senhor. Também os textos da missa chamam nossa atenção para o mistério da Paixão do Senhor. Inocente, Jesus, dignou-se sofrer pelos pecadores. Santíssimo, quis ser condenado a morrer pelos criminosos. Sua morte apagou nossos pecados e sua ressurreição trouxe-nos a justificação”, explicou o arcebispo.

Ao meditar o Evangelho (Marcos 14,1-15,47) Dom Moacir salientou as características trazidas pelo evangelista ao apresentar o processo de condenação e morte de Jesus em distinção aos outros evangelistas. “No Evangelho de Marcos, não se encontra ninguém que esteja do lado de Jesus. Ele é abandonado pelos discípulos, é traído pela multidão que prefere Barrabás, é esbofeteado, zombam dele, batem-lhe e é humilhado pelos soldados, é insultado pelos que passam e pelos chefes do povo que estão presentes na hora da crucifixão. Somente as trevas estão ao seu redor, envolvendo-o. Somente no fim, depois de ter narrado a sua morte, percebe-se que ‘estavam ali algumas mulheres, que olhavam de longe’. São Marcos faz questão de sublinhar que Jesus se sentiu completamente só. Outra característica da narrativa de São Marcos é a sua insistência nas reações muito humanas de Jesus diante da morte. Somente Marcos observa que, no Jardim das Oliveiras, quando percebe que estão procurando por ele para matá-lo, Jesus ‘começou a sentir pavor e angústia’. Os outros evangelistas evitam apresentar-nos um Jesus assustado”, frisou o arcebispo.

Dom Moacir na sequência ainda destacou outros pontos relevantes trazidos pelo evangelista. “Marcos nos apresenta um Jesus que é nosso companheiro de sofrimento. Como nós, ele passou pela experiência do quanto é exigente obedecer ao Pai. Se o contemplarmos, sentimo-nos atraídos a segui-lo, porque o sentimos como um dos nossos. Uma outra característica da narrativa da paixão feita por Marcos é nos apresentar Jesus sempre em silêncio. Durante o processo não sai uma única palavra de seus lábios. Diante dos insultos, das provocações, das mentiras, ele fica calado. Na vida encontramos diversos significados para o silêncio. Há o silêncio que é sinal de fraqueza e de falta de coragem. E há também o silêncio que é fortaleza de espírito, ou seja, o silêncio de quem não aceita provocações, o silêncio de quem não se perturba diante da arrogância, do insulto, da calúnia. Foi este o silêncio de Jesus. O ponto culminante de toda a narrativa da paixão de Jesus segundo São Marcos, é a profissão de fé, proclamada aos pés da cruz, pelo comandante dos soldados romanos: ‘Na verdade, este homem era Filho de Deus’. É da boca de um soldado estrangeiro que procede a fórmula usada pelos primeiros cristãos para proclamar a própria fé em Cristo”, comentou o arcebispo.

O arcebispo continuou a meditação do Evangelho indicando o sentido da morte de Jesus associado a missão salvífica e a vivência do amor. “A morte de Jesus tem de ser entendida no contexto daquilo que foi a sua vida. Desde cedo, Jesus percebeu que o Pai O chamava a uma missão: anunciar o mundo novo, de justiça, de paz e de amor para todos os homens. Para concretizar este projeto, Jesus passou pelos caminhos da Palestina ‘fazendo o bem’ e anunciando a proximidade de um mundo novo, de vida, de liberdade, de paz e de amor para todos. Ensinou que Deus era amor e que não excluía ninguém, nem mesmo os pecadores; ensinou que os leprosos, os paralíticos, os cegos não deviam ser marginalizados, pois não eram amaldiçoados por Deus; ensinou que eram os pobres e os excluídos os preferidos de Deus e aqueles que tinham um coração mais disponível para acolher o ‘Reino’; e avisou os ‘ricos’ (os poderosos, os instalados) de que o egoísmo, o orgulho, a autossuficiência, o fechamento, só podiam conduzir à morte. A morte de Jesus tem de ser entendida no contexto daquilo que foi a sua vida. Aproveitemos, meus irmãos e minhas irmãs, esta Semana Santa para contemplar o Mistério da Paixão do Senhor e aprender dela as grandes lições para a nossa vida. Que o Senhor nos ajude nesta contemplação, hoje e sempre. Amém!”, finalizou o arcebispo.

Semana Santa

Semana Santa: De 25 a 31 de março as comunidades paroquiais vivem a espiritualidade da Semana Santa, especialmente o Tríduo Pascal, em preparação a festa da Páscoa na Ressurreição do Senhor. Uma extensa programação foi preparada pelas paróquias, por isso, vamos nos preparar e viver com ardor a fé em Cristo Ressuscitado.

Acesse a Programação da Semana Santa nas Paróquias:

Paróquias da Cidade de Ribeirão Preto

Paróquias das foranias do Interior

 

 

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