Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão

Por ocasião dos 50 anos do Sínodo dos Bispos, o Papa Francisco afirmou: “O caminho da sinodalidade é o caminho que Deus espera da Igreja do terceiro milênio. O que o Senhor nos pede, de certo modo, está já tudo contido na palavra ‘Sínodo’. Caminhar juntos – Leigos, Pastores, Bispo de Roma – é um conceito fácil de exprimir com palavras, mas não é assim tão fácil pô-lo em prática” (Discurso do Papa Francisco em comemoração do 50º aniversário da instituição do Sínodo dos Bispos, 17 de outubro de 2015).

Neste ano, o Papa Francisco nos convoca para um caminho sinodal, rumo à XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, com o tema: “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”. Este caminho começa nas Arqui (Dioceses) do mundo inteiro.

Nos dias 9 e 10 de outubro de 2021, o Santo Padre abrirá solenemente o Sínodo no Vaticano. Constarão desta abertura um momento de encontro e reflexão, um momento de oração e a celebração da Eucaristia.

No dia 17 de outubro de 2021, uma semana depois da abertura no Vaticano, acontecerá a abertura do Sínodo nas Arqui (dioceses) do mundo inteiro, sob a presidência do respectivo bispo diocesano, seguindo o mesmo esquema: um momento de encontro e reflexão, um momento de oração e a celebração da Eucaristia.

Inicia-se, então, a fase diocesana, cujo objetivo é a consulta do Povo de Deus (cf. Constituição Apostólica Episcopalis Communio sobre o Sínodo dos Bispos, 5, 2) para que o processo sinodal seja realizado na escuta da totalidade dos batizados. Esta fase vai de outubro de 2021 a abril de 2022.

A consulta nas Arqui (dioceses) será realizada através dos órgãos de participação previstos pelo direito (por exemplo: Conselho de Pastoral, Conselho Presbiteral), sem excluir outras modalidades consideradas oportunas para que a própria consulta seja real e eficaz (cf. Episcopalis Communio, 6).

A consulta do Povo de Deus em cada Arqui (diocese) se concluirá com uma Reunião pré-sinodal, que será o momento culminante do discernimento diocesano.

Após o encerramento da fase diocesana, cada Arqui (diocese) enviará suas contribuições à Conferência Episcopal (CNBB) até a data estabelecida pela própria Conferência Episcopal. Na reunião do Conselho Permanente da CNBB, nos dias 16 e 17 de junho de 2021, ficou estabelecida a data 25 de março de 2022. Portanto, nossa Arquidiocese deverá concluir a fase diocesana antes deste tempo.

Terá início, então, um período de discernimento para os pastores reunidos em assembleia (Conferência Episcopal – CNBB), aos quais é pedido que escutem o que o Espírito despertou nas Igrejas a eles confiadas.

Em seguida, vem a fase continental, de setembro de 2022 a março de 2023. O objetivo desta fase é dialogar em nível continental sobre o texto do primeiro Instrumento de Trabalho (preparado pela Secretaria Geral do Sínodo), realizando um ulterior ato de discernimento à luz das particularidades culturais específicas de cada continente.

Por fim, a fase da Igreja Universal, em outubro de 2023. A Secretaria Geral do Sínodo enviará o segundo Instrumento de Trabalho aos participantes da Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos. A celebração do Sínodo dos Bispos em Roma será de acordo com os procedimentos estabelecidos na Constituição Apostólica Episcopalis Communio, do Papa Francisco.

Estamos vivendo um tempo especial em nossa Igreja, um tempo de graça. Uma Igreja sinodal é uma Igreja relacional onde todo o povo de Deus caminha junto, onde todos, batizados discípulos missionários, qualquer que seja a sua vocação e a sua posição, se reencontram na interdependência e na mutualidade. Vivamos intensamente o nosso Ser Igreja em saída.

Dom Moacir Silva
Arcebispo Metropolitano

Boletim Igreja-Hoje
Julho/2021

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