51º Ano da Romaria da Mãe Aparecida em Bonfim Paulista

O 51º Ano da Romaria da Mãe Aparecida, em 12 de outubro, solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, reuniu ao menos 50 mil fiéis que percorreram os doze quilômetros, da Câmara Municipal de Ribeirão Preto até a paróquia Senhor Bom Jesus do Bonfim, no Distrito de Bonfim Paulista. Após dois anos de interrupção da romaria por motivo da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), a romaria voltou a ser realizada e os romeiros se concentraram a partir das 5 horas da manhã, no estacionamento da Câmara Municipal de Ribeirão Preto, onde acompanharam algumas apresentações musicais, e antes da saída da caminhada religiosa, às 6h, o padre Severino Germano da Silva, pároco da paróquia São Mateus Apóstolo, no Quintino Facci I, em Ribeirão Preto, abençoou os romeiros, que partiram com destino a paróquia Senhor Bom Jesus do Bonfim.

Acolhida do andor e missa

Às 11 horas, ao ressoar dos sinos, o cortejo com o andor adentrou no Distrito de Bonfim Paulista acompanhado por milhares de fiéis. O arcebispo dom Moacir Silva, acolheu os peregrinos e o andor com a imagem de Nossa Senhora Aparecida, com uma saudação especial: “Sejam todos bem-vindos para este encontro agora com Jesus na Eucaristia. É a mãe que sempre nos leva a Jesus e olhando vocês eu vejo a imagem da Igreja, o santo povo de Deus caminhando juntos e isso é Igreja. Caminhando juntos! E isso é Igreja sinodal. Uma Igreja que conta com a presença da Mãe e ela está sempre junto, e faz parte da Igreja, e ela está na Igreja e caminha conosco. Obrigado pelo testemunho de fé que cada um de vocês está dando nesta manhã, demonstrando a sua devoção, o seu carinho para com a Mãe Aparecida, nossa Mãe, rainha e padroeira”, disse dom Moacir.

Na sequência teve início a celebração eucarística presidida pelo arcebispo e concelebrada pelo pároco padre Mário Reis da Silveira, pároco de Senhor Bom Jesus do Bonfim, e os serviço litúrgico do diácono Eduardo Cavalin Alves.

Homilia

Na introdução da homilia o arcebispo dom Moacir Silva saudou os romeiros e recordou que no Brasil celebramos também no dia da padroeira do Brasil o dia das crianças, e refletiu a situação muitas vezes de vulnerabilidade da infância, e da atual situação política vivida no Brasil. “Queridos irmãos e irmãs, devotos e devotas da Mãe Aparecida, hoje vivemos no Brasil o ‘Dia das Crianças’, que deve ser um dia de muita esperança, porque uma criança é sempre um sinal de esperança e de vida, mas não podemos esquecer das situações complicadas que muitas crianças vivem. Eu penso nas crianças sem família, penso nas crianças em situação de rua, penso nas crianças que não tem voz, penso nas crianças que não tem o suficiente e o necessário para o seu desenvolvimento normal e integral, penso nas crianças que muitas vezes passa fome, situação difícil que trazemos e colocamos nas mãos da Mãe Aparecida. Ela é nossa mãe, nossa rainha e nossa padroeira do Brasil. E pensamos em nosso país nesse momento difícil, um país dividido, um país polarizado, e todos nós temos consciência de que essa divisão e polarização não leva a nada, só complica o desenvolvimento necessário do nosso povo. Vemos políticos utilizando da fé, da religião, para fins políticos, outra coisa que não podemos admitir de forma alguma, é instrumentalizar a fé do povo, instrumentalizar a religião, para outros fins que não o culto verdadeiro a Deus”, alertou o arcebispo.

Ao meditar o texto do Evangelho (Jo 2,1-11 – Bodas de Caná) o arcebispo destacou a sensibilidade de Maria em estar atenta as nossas necessidades. “Quando olhamos o Evangelho encontramos Maria naquela festa de casamento. Eu gosto muito de contemplar Maria, em Caná na Galiléia, por causa de uma qualidade fundamental: a sua sensibilidade diante das pessoas, a sensibilidade diante das situações complicadas. É ela que percebe o intolerável da festa, a falta do vinho, que iria marcar negativamente aquele casal que iniciava a sua vida familiar. Ali está a mãe atenta a tudo, e não foi apenas em Caná que ela esteve atenta a tudo. Ela não perdeu esta função e missão, e continua atenta a cada um de nós, seus filhos e filhas. A nossa fé nos diz que Maria glorificada junto de Deus não esqueceu os amigos de seu Filho que peregrinam neste mundo no meio de tantos desafios. Ela continua atenta as nossas necessidades. É por isso que nós estamos aqui hoje. É por isso que vocês fizeram esta caminhada bonita. Por que vocês acreditam que a Mãe não esquece e está atenta a cada um de vocês na vida pessoal, familiar, profissional”, destacou dom Moacir.

Ao final da celebração eucarística, o padre Mário Reis da Silveira agradeceu a presença dos romeiros, e na sequência o arcebispo abençoou os frascos de água benta a serem distribuídos aos fiéis, e assim foi concluída o 51º Ano da Romaria de Nossa Senhora Aparecida.

Organização: A organização da Romaria de Nossa Senhora Aparecida tem o apoio das Secretarias Municipais da Cultura e Turismo, Infraestrutura, Fiscalização Geral, Vigilância Sanitária, Coordenadoria de Limpeza Urbana, Administração Regional de Bonfim Paulista, Guarda Civil Metropolitana, Empresa de Trânsito e Transporte Urbano de Ribeirão Preto (Transerp), Polícia Militar e Paróquia Senhor Bom Jesus do Bonfim (Arquidiocese de Ribeirão Preto).

Romaria: O idealizador da Romaria foi o subtenente Luiz Gonzaga do Carmo. A primeira Romaria saiu do bairro Vila Virgínia, próximo à Igreja Santa Maria Goretti, em 31 de agosto de 1969, com 43 romeiros. Em 21 de julho de 2016 foi aprovado o Projeto de Lei n° 1223/2016, instituindo a tradicional “Romaria de Nossa Senhora Aparecida” como patrimônio cultural, histórico, imaterial do município de Ribeirão Preto (Com Informações: www.ribeiraopreto.sp.gov.br)

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