A vocação ao serviço da Pastoral da Educação

De acordo com o Documento 47 da CNBB: “Educação, Igreja e Sociedade”, a educação é condição básica para o desenvolvimento pessoal e o exercício da cidadania, tornando-se, assim, urgência nacional. A Igreja, que recebeu de Jesus Cristo, Mestre do Amor e da Verdade, a missão de educar, sente o dever de contribuir para a superação dos desafios e a melhoria do sistema educativo de nosso país. […] a Pastoral da Educação é a presença evangelizadora da Igreja no mundo da educação, possibilitando, por meio de processos pedagógicos, dinâmicos e criativos, o encontro das pessoas com os valores do Reino de Deus.

A Igreja, através da Pastoral da Educação, deu e dará prioridade à família, à infância e à juventude, à formação de comunidades e de lideranças. Isso, naturalmente, deve se realizar em conjunto com as Pastorais específicas que cuidam da: Família, Criança, Juventude, das comunicações etc. Com elas, a Pastoral da Educação deve manter um diálogo constante. Ser cristão e construir o Reino de Deus requer um processo educativo para que as pessoas livremente assimilem, reconstruam e assumam a proposta de Deus no caminho para a felicidade. É por isso que a Igreja sempre deu grande importância à educação.

Ser chamado para o serviço na Pastoral da Educação é abraçar uma missão de profunda importância e responsabilidade. É um convite para ser um instrumento de Deus no campo da formação integral dos jovens e das crianças, guiando-os não apenas no desenvolvimento acadêmico, mas também no crescimento espiritual e humano. O agente da Pastoral da Educação, é chamado a dar um verdadeiro testemunho de amor e compaixão. É transmitir os valores cristãos e acompanhar os educandos em seu processo de descoberta e amadurecimento. O educador nessa vocação especial tem o papel de ser o intermediário entre o conhecimento e o coração do estudante. Ser chamado para o serviço na Pastoral da Educação é também um convite à dedicação, paciência, criatividade e fé profunda. É um compromisso de formar cidadãos conscientes, críticos e solidários, que possam contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e fraterna. Além disso, como educadores, temos a responsabilidade de ser faróis de sabedoria e esperança na vida dos estudantes. Ajudamos a descobrir suas potencialidades e a trilhar um caminho de crescimento e realização.

Nossa vocação na Pastoral da Educação também envolve uma profunda conexão com a fé e a espiritualidade. Somos chamados a ser exemplos vivos do amor de Deus, manifestando-o por meio de gestos de bondade, compreensão e acolhimento. Essa vocação exige uma constante busca por nossa própria formação espiritual, para que possamos transmitir aos educandos uma fé viva e autêntica. Nesse sentido, é fundamental que atuemos em comunhão com a comunidade educativa, incluindo gestores, demais professores, funcionários e pais. Juntos, temos um propósito comum: oferecer uma educação de qualidade, permeada pelos valores do Evangelho. Cada um, independentemente de sua função ou papel, é convidado a colaborar nessa missão, colocando seus dons e talentos a serviço da formação das novas gerações.

Neste 3º Ano Vocacional da Igreja no Brasil temos uma valiosa oportunidade para refletir sobre a importância da vocação da Pastoral da Educação e renovar nosso compromisso com a formação integral de nossos jovens e crianças. Que cada educador se sinta encorajado e fortalecido em sua vocação, encontrando na oração e no serviço diário a fonte de inspiração e motivação para enfrentar os desafios e construir um futuro melhor.

Que Deus abençoe a todos os educadores que, com amor e dedicação, assumem a missão de formar e educar, e que o testemunho vocacional na Pastoral da Educação seja uma luz que ilumina o caminho dos educandos, guiando-os rumo a um encontro pleno com Cristo e ao serviço do Reino. Que Santa Tereza D’Ávila interceda por todos nós educadores e educadoras.

 

Carlos Alexandre do Nascimento
Professor e Coordenador da Pastoral da Educação

@pastoraleduarquirp

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