Arcebispo preside a Missa da Solenidade do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo na paróquia Jesus de Belém

Arcebispo preside a Missa da Solenidade do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo na paróquia Jesus de Belém

O arcebispo dom Moacir Silva presidiu a Missa da noite de Natal, 24 de dezembro de 2022, na Comunidade Jesus Esperança, pertencente a paróquia Jesus de Belém, no Quintino Facci II, em Ribeirão Preto. Concelebrou o pároco padre Nilton Peres de Souza. Na ocasião foi rendida graças pelos 40 anos de criação da paróquia, erigida em 24 de dezembro de 1982, por dom Romeu Alberti.

Na recordação da vida a comunidade paroquial fez breve memória das quatro décadas da vida eclesial, os desafios, as conquistas, e a esperança em continuar os trabalhos pastorais e de evangelização.

Homilia

No início da homilia, dom Moacir, parabenizou da comunidade e convidou a viver três atitudes: gratidão, esperança e proposição. “Parabéns, Paróquia Jesus de Belém pelos seus 40 anos de existência, atuando na ação evangelizadora em nossa Arquidiocese de Ribeirão Preto. A celebração deste aniversário nos convida a três atitudes: gratidão, avaliação e proposição”.

Ao refletir a primeira atitude o arcebispo destacou a importância da gratidão. “Gratidão a Deus, nosso Senhor, por todos os dons, graças e benefícios que Ele concedeu a esta comunidade paroquial, ao longo desses 40 anos. Pense-se, por exemplo, quantos batismos realizados, quantas crismas, quantas eucaristias celebradas, quantas reconciliações, quantos matrimônios abençoados, quantos enfermos ungidos; quantas orientações realizadas, quanto anúncio da Palavra de Deus! Por tudo isso, Deus seja louvado! Gratidão também às pessoas, padres, leigos que conduziram os passos desta comunidade paroquial ao longo desses 40 anos; fizeram a história”, expressou dom Moacir.

Na segunda atitude o arcebispo propôs fazer uma ampla avaliação da caminhada paroquial. “Este aniversário é também um convite para a purificação da memória, pois ele deve ser um momento de avaliação de nossa caminhada eclesial, de pedido de perdão pelas falhas acontecidas, nesta caminhada, ao longo desses 40 anos. A purificação da memória ‘requer de todos um ato de coragem e de humildade’, dizia São João Paulo II (IM, 11b). Lançando um olhar para as nossas pastorais – tão importantes para a vida da Paróquia – ao longo da sua existência, perguntando: o que poderia ter sido melhor e não foi? Onde elas poderiam ter avançado e não avançou? É importante que cada pastoral se coloque neste questionamento, nesta avaliação; da mesma forma, cada agente de pastoral é convidado a fazer esta reflexão”, explicou dom Moacir.

E, na terceira e última atitude, dom Moacir sinalizou a necessidade de avançar com novas propostas e projetos. “A celebração deste aniversário nos convida a relançar a vida paroquial. A partir deste evento comemorativo, em que aspecto nossa comunidade paroquial precisa avançar mais? Quais projetos para esta nova etapa da caminhada eclesial? Hoje mais do que nunca, a paróquia é chamada a acolher as instâncias do tempo para adequar o próprio serviço às exigências dos fiéis e das alterações históricas. É necessário um renovado dinamismo, que permita de redescobrir a vocação de cada batizado a ser discípulo de Jesus e missionário do Evangelho, à luz dos documentos do Concílio Vaticano II e do Magistério sucessivo”, destacou o arcebispo.

Ao meditar a liturgia da solenidade do Natal de Nosso Senhor, dom Moacir apontou a relevância de celebrarmos o verdadeiro sentido do natal que encontra na família de Nazaré a simplicidade revelada no Menino de Belém. “Agora podemos perguntar: Qual é a festa de Natal que agrada a Deus? Para descobrir os gostos de Deus, precisamos olhar como foi o primeiro Natal. Foi um Natal cheio de surpresas, obrigando Maria e José a ajustarem as suas vidas; mas a maior das surpresas aparece na noite de Natal: o Filho do Altíssimo é um bebê; o Verbo de Deus, a Palavra divina é um infante, ou seja, ‘incapaz de falar’; não vieram acolher o Salvador as autoridades do tempo, mas simples pastores que guardavam os rebanhos de noite. Quem o teria imaginado? Mas Natal é celebrar o inédito de Deus, ou melhor, um Deus inédito, que subverte os nossos planos e expetativas. Celebrar o Natal é acolher na terra as surpresas do céu. Por fim, nossa gratidão. Obrigado, Menino de Belém, por vir partilhar conosco a Tua vida e, assim, nos tornar participantes desta vida. Ajuda-nos a viver intensamente este mistério, hoje e sempre. Amém!”, concluiu o arcebispo.

Acolhida ao Menino Jesus

Antes dos ritos finais, a comunidade paroquial entoou a tradicional canção “Noite Feliz” para a acolhida da representação do presépio vivo, onde um casal simbolizando as figuras de Maria e José junto com uma criança recém-nascida adentraram em procissão pelo corredor central e colocaram a criança na manjedoura. Na sequência o padre Nilton agradeceu a presença do arcebispo e toda a comunidade paroquial desejando um feliz e abençoado Natal na ocasião dos 40 anos da paróquia Jesus de Belém.

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