Celebração jubilar e dedicação da igreja matriz em Santa Cruz da Esperança

“Jesus Cristo é o mesmo, ontem e hoje; e o será para toda a eternidade” (cf. Hb 13,8). Na certeza de que Deus é eterno, imutável, misericordioso e onipotente, a história da fé cristã católica, nesta terra de Santa Cruz, é ancestral: remonta aos anos de 1890, como consta no Livro Tombo da Paróquia São Bento, em Cajuru/SP.

Nas comemorações do grande Jubileu do ano 2000, em 14 de setembro, festa da Exaltação da Santa Cruz, Dom Arnaldo Ribeiro (1989-2006), 6º arcebispo metropolitano de Ribeirão Preto, criou a Paróquia de Santa Cruz da Esperança e, hoje, na mesma data de sua criação e também inseridos nas alegrias do Jubileu “Peregrinos de Esperança”, celebramos o vigésimo quinto aniversário de nossa Paróquia que, no transcorrer do tempo e do espaço, foi alimentada pela riqueza que emana das Sagradas Escrituras e fortificada pela ação eficaz dos sacramentos.
Nos reunimos nesta noite santa, para celebrar e render graças ao Deus Uno e Trino, pelos 25 anos da criação de nossa Paróquia de Santa Cruz da Esperança e, para marcar esse evento tão importante e singular de nossa história enquanto porção do povo de Deus, hoje, nossa igreja matriz foi dedicada a Deus; este templo, inaugurado em 1928, baluarte histórico, cultural e artístico de nossa Comunidade e Município, agora, mais do que nunca, é símbolo e marco espiritual, religioso e visível de nossa fé.

Nesta celebração litúrgica, fazemos memória e honramos a todos que fizeram parte da história de nossa Paróquia: bispos, padres, diáconos, seminaristas, leigos e leigas que não mediram esforços para viver a fé cristã, anunciá-la e transmiti-la. Nosso Município é o menor de nossa Arquidiocese de Ribeirão Preto, todavia, em nada se faz pequeno no que tange à vivência da fé, da esperança e da caridade, pois, nas realidades simples e cotidianas da vida do povo, Nosso Senhor Jesus Cristo manifestou a grandiosidade de seu Amor divino e humano, e isso constatamos de forma clara desde o mistério da encarnação: no Deus Menino, reclinado na manjedoura, em sua vida pública, no anúncio do Reino de Deus aos pequeninos, pobres e marginalizados, e sobretudo no mistério pascal: paixão, morte, ressureição e ascensão.

Como canta a Liturgia das Horas, na celebração da Semana Santa: “Do Rei avança o estandarte, fulge o mistério da Cruz, onde por nós foi suspenso o autor da vida, Jesus. […] Árvore esplêndida e bela, de rubra púrpura ornada, de os santos membros tocar digna, só tu foste achada”. Que, do lábaro da Cruz refulja sempre para nós as luzes da fé e da esperança, para que possamos colocar em prática a caridade, via e medida por excelência de nossa salvação. Que nosso discipulado não esmoreça diante das perseguições e dificuldades, pois o seguimento de Jesus, imprescindivelmente, passa pelo crivo da cruz. “Se alguém quer vir em meu seguimento, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar sua vida, vai perdê-la; mas quem perder a sua vida por minha causa, vai salvá-la” (cf. Mt 16,24).

Caro Dom Moacir, nossa Comunidade agradece, com ternura, sua presença aqui nesta noite especial e jubilar; de igual forma, agradecemos ao padre Pitico, por cerimoniar essa bela celebração, aos demais clérigos e seminaristas, que Deus os abençoe com generosidade. Que Deus volva seu olhar de benevolência por todas as autoridades constituídas de nossa cidade, para que governem com justiça e honestidade. A todos que colaboraram, direta ou indiretamente, com a preparação dessa celebração, nosso muito obrigado: Deus lhes pague. Que Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo nos motive e impulsione a viver e anunciar o Evangelho, na edificação de uma Igreja Sinodal.

Padre Neuber Johnny Teixeira
Pároco
@paroquia.santacruzesperanca

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