Comissão do tema central da 59ª AG CNBB apresenta processo que será feito para a elaboração das futuras DGAE

Nesta terça-feira, 30 de agosto, terceiro dia da 59ª Assembleia Geral da CNBB, o arcebispo de Santa Maria (RS), dom Leomar Antônio Brustolin, recuperou o processo que a Comissão do Tema Central desta AG CNBB tem feito e que irá se desdobrar nas próximas Diretrizes Gerais para a Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, a partir de 2023. “As DGAE favorecem o espírito e o processo sinodal da Conferêcia”, disse dom Leomar.

Ele também apresentou a Comissão e fez uma síntese sobre o processo que será feito para a construção das futuras Diretrizes. Especificamente, nesta fase presencial da 59ª AG CNBB, a Comissão para o Tema Central sugeriu ao episcopado que ocorra a continuidade da escuta sobre a situação pastoral das dioceses, arquidioceses, prelazias em relação às atuais Diretrizes.

Nesta Assembleia também será elaborado um texto breve, em forma de mensagem ao povo de Deus – mensagem à Igreja -, com o resultado da escuta da Assembleia, apresentando às lideranças o processo de 2023 e 2024 para elaboração das DGAE.

Etapas do processo

Na sequência, dom Leomar apresentou ao episcopado uma síntese do que será feito para a elaboração das futuras Diretrizes. Em 2023, a Comissão propõe uma etapa de “discernimento” avaliando o caminho pastoral. Elementos para uma metodologia pastoral-sinodal deverão ser incorporados, além de indicações concretas para maior participação, tendo como pano de fundo as atuais DGAE.

Diante disso, dom Leomar, disse que será necessário incorporar os impactos da pandemia, uma reflexão sobre o tempo pandêmico e o futuro pós-pandêmico, a compreensão e acolhida das pessoas e comunidades afetadas e as indicações do magistério do Papa Francisco.

“E também considerar que estamos numa sociedade fragmentada, polarizada e marcada por uma cultura digital que exige uma maior participação social com inteligência organizativa a partir da DSI”, acrescentou dom Leomar.

Em 2024, a proposta é que já se faça a redação e renovação das Diretrizes. Para isso, será necessário prolongar o exercício da escuta como eco das respostas ao processo de escuta do Sínodo, realizado nas dioceses, com alguns referenciais para aprofundar a reflexão.

Nesse processo deverão ser destacados os temas dos ministérios laicais reconhecidos e instituídos; o fortalecimento dos conselhos; a participação do povo de Deus no clericalismo; a consciência missionária; a amizade Social; o diálogo ecumênico e inter-religioso, entre outros.

“Necessita-se aperfeiçoamento das experiências de sinodalidade na construção das DGAE, com a participação de outros organismos do Povo de Deus e de outras representações dos ministérios ordenados”, acrescentou dom Leomar.

Ainda como parte das temáticas que deverão ser acrescidas deve-se, segundo a Comissão para o Tema Central, dar centralidade para as comunidades eclesiais missionárias para a missão e a vivência da fé em comunidade nas futuras DGAE e à Iniciação à Vida Cristã (IVC). Após a explanação do processo, dom Leomar explicou que amanhã, 31 de agosto, haverá um encontro com os regionais. Eles vão receber o material para o trabalho e aí assim poderão apresentar à equipe para considerações.

Foto: https://www.flickr.com/photos/cnbbnacional

Fonte: CNBB

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