Dom Moacir celebrou a missa de finados no Cemitério da Saudade

Na Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos (Finados), 02 de novembro, o arcebispo dom Moacir Silva presidiu a Eucaristia, às 9 horas, no Cemitério da Saudade, com a presença de dezenas de fiéis e visitantes. Concelebraram o pároco da Basílica Menor Santo Antônio de Pádua, Dom Gregório M. Botelho, OSBoliv., e o Prior do Mosteiro, Dom Inácio M. Nascimento Oliveira, OBSOliv.

Na introdução da homilia o arcebispo dom Moacir falou da importância de fazermos memória de nossos falecidos e manifestar na oração a gratidão por tudo o que fizeram por nós. “Queridos irmãos, queridas irmãs, que bom estarmos aqui reunidos em torno do altar do Senhor realizando o ato mais importante da nossa fé no dia de hoje, a nossa participação consciente, ativa e frutuosa, a celebração da Eucaristia pela qual Deus Nosso Senhor é plenamente glorificado e nós somos santificados. Trazemos a memória de nossos falecidos para esta celebração, aliás hoje é um dia de fazer memória mesmo, memória das pessoas que passaram pela nossa vida, deixaram marcas na nossa vida, e já partiram para a eternidade. Lembrar no coração dessas pessoas faz muito bem para cada um de nós. Lembrar por exemplo, daqueles que nos deram a vida, que nos educaram em todos os sentidos, que nos transmitiram a fé, nos ajudaram a sermos cristãos autênticos, que nos ensinaram o valor do encontro, da amizade, da fraternidade. Hoje é dia de lembrarmos dessas pessoas com gratidão no coração, e é por isso, que trazemos todas elas para a ceia do Senhor que estamos celebrando”, expressou o arcebispo.

Ao meditar a liturgia da Palavra, dom Moacir, enalteceu o sentido da esperança em Deus. “Hoje é um dia de esperança, esperança na vida eterna, esperança na vida plena que Deus nos dá, e essa esperança tem fundamento na Palavra de Deus que nós acabamos de ouvir: ‘a vida dos justos está nas mãos de Deus’. Esta certeza nos permite caminhar com tranquilidade neste mundo. Temos um Pai que cuida de nós e a nossa vida está nas mãos Dele, aconteça o que acontecer, a nossa vida está nas mãos de Deus. Ele cuida com carinho de pai e de mãe de cada um de nós, isso sustenta nossa esperança, nos impulsiona, mais ainda, Jesus Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram, como diz São Paulo na Primeira Carta aos Coríntios, e São Paulo afirma em Cristo todos reviverão. Fomos feitos para a vida e não para a morte, a morte é passagem. Deus nos criou para a vida e para a vida plena”, refletiu dom Moacir.

Dom Moacir ainda recordou a necessidade de permanecermos atentos a Palavra de Deus e sermos vigilantes no seguimento de Jesus. “Hoje é dia de renovar nossa esperança, no meio de tantos desafios e dificuldades, o mundo em guerra, violência, agressão a vida em todos os sentidos, é no meio deste mundo em que nós somos chamados a testemunhar a nossa esperança, nossa esperança que se fundamenta na Palavra de Deus. E enquanto caminhamos neste mundo Jesus nos lembra a necessidade da vigilância, estar atentos, rins cingidos e lâmpadas acesas, imagem que Jesus usa do amarrar a veste longa judaica, e que significa justamente estar pronto para caminhar, então Jesus chama a nossa atenção para a prontidão, primeiro para seguir Jesus, e segundo para quando Ele vier chamar para a vida plena estarmos preparados para isso. Daí a necessidade de estarmos com as lâmpadas acesas. Aquela lâmpada que nós recebemos no nosso batismo, a vela recebida no batismo, que lembra está lâmpada que devemos carregar ao longo da vida, e a lâmpada acesa significa a vivência profunda da fé, da esperança e da caridade”, sinalizou o arcebispo.

“Que o Senhor nos assista com sua graça nesta nossa caminhada nos ajudando a manter sempre nossas lâmpadas acesas, nossos rins cingidos, para essa prontidão em seguir Jesus para um dia estarmos com Ele no reino definitivo, amém”, finalizou dom Moacir.

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