Dom Moacir na celebração da noite de Natal: ‘Qual é a festa de Natal que agrada a Deus?’

O arcebispo dom Moacir Silva presidiu a Missa da noite de Natal, 24 de dezembro de 2020, na Catedral Metropolitana de São Sebastião, em Ribeirão Preto. Concelebraram o pároco padre Francisco Jaber Zanardo Moussa, e o vigário paroquial, padre Igor Fernando Ap. Madolosso de Lima; e serviu nas funções litúrgicas o diácono Adilson Heráclito Carbi. Nos ritos iniciais, o padre Igor recitou a proclamação do Anúncio do Natal (Kalenda de Natal, hino antigo, que data do fim do século II), e na sequência seguiu-se os ritos da missa.

Homilia

Na homilia, o arcebispo recordou o sentido da noite de Natal e da imagem da verdadeira luz, representada por Jesus, que brilha e guia os nossos caminhos em direção a salvação. “Queridos irmãos e queridas irmãs, hoje nasceu o nosso Salvador. Alegremo-nos. Deixemos que a riqueza da Liturgia desta Noite Santa penetre o mais profundo de nosso ser e, assim, alimente nossa vida cristã. ‘O povo que andava na escuridão, viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu’, escutamos na primeira leitura. Com esta imagem da luz, o profeta anuncia tempos novos para o Povo do Deus, tempos melhores, tempo de salvação. Hoje, também queremos acolher esta palavra, esta luz como anúncio de salvação. Vivemos num mundo marcado pelas trevas do pecado, do egoísmo, da violência, da corrupção, da falta de solidariedade, do desrespeito ao valor inviolável da vida humana. Vivemos a experiência de uma pandemia que gera, em muitos, pessimismo, angústias e preocupações. No meio dessas trevas, rezamos ao nosso Deus que fez ‘resplandecer esta noite santa com a claridade da verdadeira luz’ (Coleta), o Cristo Jesus”, explicou Dom Moacir.

Dom Moacir ainda meditou na homilia a respeito do verdadeiro sentido do Natal, e convidou os fiéis a olharem para a cena da primeira noite de Natal. “Agora podemos perguntar: Qual é a festa de Natal que agrada a Deus? Para descobrir os gostos de Deus, precisamos olhar como foi o primeiro Natal. Foi um Natal cheio de surpresas, obrigando Maria e José a ajustarem as suas vidas; mas a maior das surpresas aparece na noite de Natal: o Filho do Altíssimo é um bebê; o Verbo de Deus, a Palavra divina é um infante, ou seja, ‘incapaz de falar’; não vieram acolher o Salvador as autoridades do tempo, mas simples pastores que guardavam os rebanhos de noite. Quem o teria imaginado? Mas Natal é celebrar o inédito de Deus, ou melhor, um Deus inédito, que subverte os nossos planos e expetativas. Celebrar o Natal é acolher na terra as surpresas do céu. Por fim, nossa gratidão. Obrigado, Menino de Belém, por vir partilhar conosco a Tua vida e, assim, nos tornar participantes desta vida. Ajuda-nos a viver intensamente este mistério, hoje e sempre. Amém!”, concluiu o arcebispo.

Presépio

Após os ritos finais, o arcebispo desejou um Feliz Natal extensivo a todos os fiéis arquidiocesanos, e junto aos concelebrantes, dirigiu-se até a imagem do Menino Jesus, e dali levou-a até o presépio depositando-o na manjedoura, e permanecendo alguns minutos em oração.

 

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