Dom Moacir preside missa na Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus

Dom Moacir preside missa na Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus

O arcebispo Dom Moacir Silva presidiu na noite de 31 de dezembro de 2024, a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, na Catedral Metropolitana de São Sebastião, tendo como concelebrante o pároco os padres Francisco Jaber Zanardo Moussa e João Marcos da Silva Carvalho. Nesta solenidade, na oitava do Natal, reafirmamos a ‘maternidade divina de Maria’, definida no Concílio de Éfeso, em 22 de junho de 431, e instituída a sua festa litúrgica pelo Papa Pio XI, em 1931, e também comemoramos o 58º Dia Mundial da Paz, instituído em 1968, por Paulo VI.

Homilia

No início da homilia, Dom Moacir, convidou os fiéis a agradecerem a Deus pelas graças e dons recebidos durante o ano de 2024. Na vivência da oitava do Natal Na oitava do Natal celebramos a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, festa da maternidade divina e veneração àquela que é Mãe de Cristo e Mãe da Igreja. Na primeira leitura, o arcebispo sublinhou a dimensão da presença contínua de Deus em nossas vidas e recordou que as bênçãos de Deus nos proporcionam a vida em plenitude. Para, dom Moacir, na segunda leitura, destacou o sentido de sermos “filhos” de Deus e consequentemente termos laços fraternos com toda a humanidade: “A importante constatação de que somos ‘filhos’ de Deus leva-nos a uma descoberta fundamental: estamos unidos a todos os outros homens – ‘filhos’ de Deus como nós – por laços fraternos. É a mesma vida de Deus que circula em todos nós… O que é que esta constatação implica, em termos concretos? A que é que ela nos obriga? Faz algum sentido marginalizar alguém por causa da sua raça ou estatuto social? Aquilo que acontece aos outros – de bom e de mau – não nos diz respeito?”

Ao meditar o texto do Evangelho (Lc 2, 16-21), o arcebispo contextualizou o texto no aspecto do evangelista apresentar e relacionar o nascimento de Jesus ao projeto de Deus. “O texto do Evangelho de hoje é a continuação daquele que foi lido na noite de Natal: após o anúncio do ‘anjo do Senhor’, os pastores dirigiram-se a Belém e encontraram o menino, deitado numa manjedoura de uma gruta de animais. Mais uma vez, Lucas não está interessado em fazer a reportagem do nascimento de Jesus, ou a crônica social das ‘visitas’ que, então, o menino de Belém recebeu; mas está, sobretudo, interessado em apresentar uma catequese que dê a entender quem é esse menino e qual a missão de que ele foi investido por Deus”.

E, dom Moacir acrescentou: “Neste Evangelho fica claro o fio condutor da história da salvação: Deus nos ama, quer a nossa plena felicidade e, por isso, tem um projeto de salvação para levar-nos a superar a nossa fragilidade e debilidade; e esse projeto foi-nos apresentado na pessoa, nas palavras e nos gestos de Jesus. Temos consciência de que a verdadeira libertação está na proposta que Deus nos apresentou em Jesus e não nas ideologias, ou no poder do dinheiro, ou na posição que ocupamos na escala social? Por que é que tantos dos nossos irmãos vivem afogados no desespero e na frustração? Porque é que tanta gente procura “salvar-se” num consumismo alienante? Não será porque não fomos capazes de lhes apresentar a proposta libertadora de Jesus?”

Dom Moacir, na última parte da homilia, lembrou da Mensagem do Papa Francisco para o 58º Dia Mundial da Paz. “Nesta Solenidade da Santa Mãe de Deus, a Rainha da Paz, celebramos o Dia Mundial da Paz. Para este dia, o Papa Francisco, apresenta sua mensagem com o tema: ‘Perdoa-nos as nossas ofensas, concede-nos a tua paz’. Diz o Santo Padre: ‘Que 2025 seja um ano em que a paz cresça! Aquela paz verdadeira e duradoura, que não se detém nas querelas dos contratos ou nas mesas dos compromissos humanos. Procuremos a verdadeira paz, que é dada por Deus a um coração desarmado: um coração que não se esforça por calcular o que é meu e o que é teu; um coração que dissolve o egoísmo para se dispor a ir ao encontro dos outros; um coração que não hesita em reconhecer-se devedor de Deus e que, por isso, está pronto para perdoar as dívidas que oprimem o próximo; um coração que supera o desânimo em relação ao futuro com a esperança de que cada pessoa é um bem para este mundo’. ‘Desarmar o coração é um gesto que compromete a todos, do primeiro ao último, do pequeno ao grande, do rico ao pobre. Por vezes, é suficiente algo simples como um sorriso, um gesto de amizade, um olhar fraterno, uma escuta sincera, um serviço gratuito. Com estes pequenos-grandes gestos, aproximamo-nos da meta da paz’. Por fim, que Maria, Rainha da Paz, ajude a cada um de nós a sermos melhores construtores da paz, da harmonia e da fraternidade, ao longo do novo ano e sempre. Amém”, concluiu o arcebispo.

Dom Moacir, enalteceu a catequese trazida pelo evangelista que revela o verdadeiro projeto de Deus. “Neste Evangelho fica claro o fio condutor da história da salvação: Deus ama-nos, quer a nossa plena felicidade e, por isso, tem um projeto de salvação para levar-nos a superar a nossa fragilidade e debilidade; e esse projeto foi-nos apresentado na pessoa, nas palavras e nos gestos de Jesus. Temos consciência de que a verdadeira libertação está na proposta que Deus nos apresentou em Jesus e não nas ideologias, ou no poder do dinheiro, ou na posição que ocupamos na escala social? Por que é que tantos dos nossos irmãos vivem afogados no desespero e na frustração? Porque é que tanta gente procura ‘salvar-se’ num consumismo alienante? Não será porque não fomos capazes de lhes apresentar a proposta libertadora de Jesus?”, explicou o arcebispo.

Dom Moacir, antes de concluir a homilia, fez referência a mensagem do Papa Francisco para o 57º Dia Mundial da Paz, que tem o tema: “Inteligência e Paz” e citou um trecho da mensagem: “ Espero que esta reflexão encoraje a fazer com que os progressos no desenvolvimento de formas de inteligência artificial sirvam, em última análise, a causa da fraternidade humana e da paz. Não é responsabilidade de poucos, mas da família humana inteira. De fato, a paz é fruto de relações que reconhecem e acolhem o outro na sua dignidade inalienável, e de cooperação e compromisso na busca do desenvolvimento integral de todas as pessoas e de todos os povos. No início do novo ano, a minha oração é que o rápido desenvolvimento de formas de inteligência artificial não aumente as já demasiadas desigualdades e injustiças presentes no mundo, mas contribua para pôr fim às guerras e conflitos e para aliviar muitas formas de sofrimento que afligem a família humana. Possam os fiéis cristãos, os crentes das várias religiões e os homens e mulheres de boa vontade colaborar harmoniosamente para aproveitar as oportunidades e enfrentar os desafios colocados pela revolução digital, e entregar às gerações futuras um mundo mais solidário, justo e pacífico. Por fim, que Maria, Rainha da Paz, ajude a cada um de nós a sermos melhores construtores da paz, da harmonia e da fraternidade, ao longo do novo ano e sempre. Amém”, concluiu Dom Moacir.

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