Falecimento do Diácono Caetano Marchese

A Arquidiocese de Ribeirão Preto e a paróquia São Miguel Arcanjo, no Jardim Manoel Penna, em Ribeirão Preto, comunicaram com pesar o falecimento do Diácono Caetano Marchese, 86 anos, em Ribeirão Preto, no IV Domingo do Advento, 21 de dezembro. Ele exercia atualmente o ministério diaconal na paróquia São Miguel Arcanjo, em Ribeirão Preto. Durante seu ministério diaconal serviu em diversas comunidades, desempenhou serviços de contabilidade na Cúria Metropolitana, era membro do Conselho Arquidiocesano para Assuntos Econômicos, e foi presidente do Diacônio. Casado com Maria Helena Ramponi Marchese, em 1962, desta união nasceram quatro filhos, oito netos e três bisnetos. A ordenação diaconal ocorreu em 25 de março de 1988, na Paróquia Cristo Rei, em Ribeirão Preto, por Dom José Varoni, bispo de Jaboticabal. O velório aconteceu na segunda-feira, 22 de dezembro, das 8h às 13h, na paróquia São Miguel Arcanjo. A Igreja ficou lotada na missa de corpo presente, às 10h, presidida pelo arcebispo dom Moacir Silva, e a presença de padres, diáconos, familiares e amigos.

Deu sentido profundo a vida

Na homilia, dom Moacir, exaltou o sentido da vida e o testemunho do diácono Caetano. “Queridos irmãos e queridas irmãs, Querida Maria Helena, saúdo todos os seus familiares. Estamos aqui reunidos em torno do altar do Senhor, junto de nosso irmão Caetano, que ontem terminou a sua caminhada neste mundo. Deixou este mundo provisório para entrar no mundo definitivo. Enquanto caminhou neste mundo, deu sentido profundo para sua vida, viveu intensamente a sua vida, viveu a sua fé, cuidou bem da sua família, amou a Igreja, como Diácono, mas também não só como Diácono, também participando da vida da nossa arquidiocese, seja como contador, seja como membro do Conselho de Assuntos Econômicos. Deu sentido para sua vida. Cantamos no salmo: ‘A minha alma tem sede de Deus’, e o desejo de Deus vislumbra que o Diácono Caetano viveu esta vida aqui entre nós com sede de Deus. Podemos dizer que esta sede de Deus foi saciada. Porque deixou este mundo provisório e entrou no mundo de Deus, no definitivo. Portanto, a sede de Deus foi saciada”.

Testemunho cristão

Antes dos ritos finais, a comunidade paroquial, representada pelo leigo Dorival Gaspar, expressou a gratidão ao legado do Diácono Caetano Marchese: “Eu queria deixar uma mensagem final para este dia em que nosso coração está triste. A responsabilidade nossa é muito grande em poder seguir todos os ensinamentos que o Diácono Caetano passou. Ele ficou uns tempos aqui fora de nossa paróquia, sem exercer o Diaconato aqui, mas com certeza seu coração estava aqui, porque desde 1988, ele começou aqui a comunidade com o saudoso padre Sávio. Que esses ensinamentos do Caetano possam fazer morada em nosso coração. E se ele veio terminar a sua missão aqui na nossa paróquia, é porque ele também é como São Miguel Arcanjo, um amigo de Deus, e como amigo de Deus, ele é nosso irmão. E para terminar eu queria deixar uma frase que sempre eu raciocino e penso na minha caminhada de leigo aqui na paróquia. A responsabilidade que nós temos diante de todos é que Deus é bom, mas não é bobo, como ele sempre disse. E que nós possamos fazer sempre a vontade de Deus na nossa caminhada, como nosso irmão fez sua caminhada aqui. Como religioso, como pai de família, como amigo e como companheiro”.

Diácono Caetano Marchese: Nasceu em 23 de março de 1938, porém o registro ocorreu em 17 de abril de 1938, em Araraquara, filho de Rosa Pitelli Marchese e Giacomo Marchese. Em 13 de janeiro de 1962 casou com Maria Helena Ramponi Marchese, e desta união nasceram quatro filhos, oito netos e três bisnetos. Morou nas cidades de Araraquara, Foz do Iguaçu (PR) e Campinas onde sempre teve uma vida ativa na comunidade. Em Araraquara participou na Paróquia São Gerado, atuando na Pastoral do Batismo. Na cidade de Ribeirão Preto recebeu o convite do padre José Carlos Rossini para participar da comunidade Cristo Ressuscitado (hoje paróquia), na Lagoinha, e durante essa trajetória comunitária na vivência na fé, foi convidado pelo Arcebispo Dom Romeu Alberti para ser Diácono Permanente. Após muitos momentos reflexão se preparou e foi ordenado no dia da Anunciação do Senhor, em 25 de março de 1988, na Paróquia Cristo Rei.
No período de 1989 a 2013 exerceu o ministério diaconal na Paróquia Cristo Rei (Iguatemi), Comunidade Cristo Ressuscitado (Lagoinha), Paróquia São Francisco de Assis (Castelo Branco Novo), Comunidade São José (Jardim São José) e Comunidade da Ribeirânia, atual paróquia Santa Terezinha Doutora, Comunidade São José. Em 2013 passou a exercer o ministério na Paróquia São Miguel Arcanjo onde foi muito bem recebido pelo pároco Padre Mateus Zagato, e por toda comunidade paroquial.

Veja também: